Segurança cibernética: precisamos falar sobre isso

Por Bruno Prado

Comemorado no dia 5 de fevereiro, o Dia da Internet Segura (Safer Internet Day) tem ajudado a conscientização sobre a importância da segurança digital nos dias de hoje. A data promove campanhas, distribuição de cartilhas e ações em empresas de todo o mundo. A campanha mundial para uma Internet mais segura reúne atualmente mais de 140 países e com o slogan “juntos por uma internet melhor”, une todos os públicos, escolas, universidades, ONGs e empresas para desempenharem seu papel na conscientização do uso seguro, ético e responsável das novas tecnologias.

Cada vez mais necessária, a Segurança na Internet também foi assunto do Relatório Global de Riscos 2019, divulgado pelo World Economic Fórum, que aconteceu em Davos, na Suíça, no mês de janeiro. Os resultados da Pesquisa Global de Percepção de Riscos feita com aproximadamente 1.000 especialistas, apontam que o mundo não está melhorando na identificação e prevenção de riscos cibernéticos. Com isso, as ameaças tecnológicas em rápido crescimento são consideradas potenciais pontos cegos significativos, que podem custar US$ 3 trilhões.

Recentemente, o pesquisador Troy Hunt encontrou o pacote de dados Collection #1, com um total de 773 milhões de e-mails e mais de 21 milhões de senhas vazados e expostos na internet.

Esses exemplos atuais trazem algumas perspectivas interessantes que gostaria de apontar, uma por parte das empresas e outra por parte dos usuários comuns. O resultado da pesquisa global apresentada em Davos mostra que ainda há um caminho longo a ser percorrido pelas empresas. Para a prevenção dos riscos é necessário monitorar para identificar as ameaças. Antes de tratar, é necessário mapear e classificar o que de fato é uma ameaça real, levando em consideração diversos fatores: o valor da informação, se é alto ou baixo, para entender os prejuízos que o vazamento delas poderiam ocasionar. Para então investir da forma mais adequada. Há muitas variáveis e cada caso precisa de um tipo de abordagem para o tratamento e resposta à incidentes. Hoje, é possível ter uma solução de monitoramento para cada necessidade específica.

Do ponto de vista do usuário, a negligência muitas vezes está atrelada à falta de informação e, por isso, é tão importante que quem tem conhecimento compartilhe para levá-lo ao maior número de pessoas possível.

Bruno Prado é fundador e CEO da UPX Technologies

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