Segurança no condomínio: seu síndico investe no controle da entrada e saída de pessoas?

Segurança é uma constante preocupação dos brasileiros, principalmente quando falamos da proteção de residências e de condomínios. Este medo é totalmente justificado: segundo os últimos dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, os números de roubos e furtos a condomínios cresceram 56% em 2018. Muitas vezes, os condomínios priorizam a instalação de câmeras em todo o perímetro, até mesmo nos arredores do terreno, e deixam para depois uma parte fundamental na segurança de todos os moradores: o controle de acesso de visitantes e prestadores de serviços.

Incrementar e profissionalizar o sistema de controle de pessoas em condomínios pode ser uma tarefa simples, que certamente trará o aumento da segurança. Seguem algumas dicas de como realizá-la:

O controle começa do lado de fora

Controlar a entrada e saída de visitantes precisa ser uma atividade rigorosa. Todo visitante deve se identificar, ser cadastrado pela portaria e sua presença deve ser autorizada previamente pelo morador.

Entrada e saída de prestadores de serviços

No caso da entrada de prestadores de serviços, como eletricistas, instaladores, entregadores e outros profissionais, o controle deve seguir as mesmas regras, e sua entrada precisa ser ainda mais rigorosa, exigindo cadastro e acompanhamento da saída do profissional até a portaria. O mais indicado é, ao cadastrar o visitante, solicitar informações como nome e número de algum documento e registrar um vídeo ou foto para que fique gravado no banco de dados do condomínio. Isso gera histórico para eventuais consultas e a identificação acaba por inibir a ação de assaltantes que costumam falsificar uniformes e documentos para facilitar sua entrada.

Portanto, é fundamental que o controle de acesso seja feito por profissionais treinados para realizar os procedimentos com tranquilidade e discrição necessárias para não constranger as pessoas que pretendem acessar as dependências do condomínio, mas também para que seja possível minimizar os riscos aos moradores.

A guarita

A guarita é um ponto de grande importância. Seu local deve ser estratégico, sem contato direto com os visitantes, além de permitir que o zelador ou porteiros tenham boa visão do espaço ao redor. A guarita deve estar localizada em passagem obrigatória do meio externo para o interno, e vice-versa, dando acesso ou impedindo a entrada.

O ideal é que não se possa observar o interior da guarita pelo lado de fora e que ela sempre esteja com um ou mais funcionários, a fim de inibir a ação de assaltantes. Em um condomínio de São Bernardo do Campo (SP), o zelador revelou que são três colaboradores que trabalham na guarita 24 horas por dia. Segundo ele, os porteiros não saem da guarita para nada, ficam direto monitorando as câmeras e o acesso dos moradores e visitantes, tem até banheiro para ninguém deixar o local.

O zelador contou que nem sempre foi assim: os porteiros tinham que fazer contato pessoal com quem chegava para poder cadastrar e permitir a entrada e, era nessa hora que, se fossem bandidos, teriam muita facilidade em entrar. Atualmente, o prédio possui mais de 20 câmeras de monitoramento e os moradores e funcionários conseguem acompanhar tudo pelo monitor que fica na guarita.

Cadastro de visitantes é feito a distância

Há três anos, o condomínio instalou um sistema que permite fazer toda a comunicação com os visitantes a distância. Quem quer entrar no local, não vê o porteiro. A câmera embutida no próprio sistema registra uma foto ou faz um vídeo da pessoa, enquanto o funcionário solicita os dados e informa o morador pelo interfone.

O sistema de vídeo IP é completo e tem um design diferenciado. Hoje, os porteiros utilizam tanto a câmera do próprio sistema, quanto a câmera IP que está na guarita do prédio e que possui um SD Card que armazena a gravação, que pode ser utilizada para cadastro posterior. O monitoramento faz a gravação das imagens enquanto o visitante está se identificando. São 30 apartamentos no imóvel, a maioria de moradores idosos que não saem muito de casa, mas precisam se sentir seguros dentro dela e hoje pedem por essa atualização nas reuniões de condomínio.

Acompanhamento pelos moradores

No condomínio de São Bernardo, o sistema de controle de acesso não é exclusivo da portaria, cada morador tem um módulo interno do sistema (SVIP) o chamado popularmente de ‘interfone’, equipamento com acesso a até oito câmeras IP, e podem acompanhar seus visitantes pelas imagens. Além disso, se o morador sair de casa, pode consultar pelo seu módulo interno recados em áudio ou vídeo deixados pelos seus visitantes ou por aplicativo no smartphone. E o melhor, consegue abrir a porta de onde estiver pelo celular, caso queira.

Com o sistema PVIP, o visitante pode gravar um recado em vídeo ou áudio para o morador e, caso a visita opte por não gravar a mensagem, o PVIP 1000 vai fotografar quem esteve lá deixando o registro para consulta do morador.

A atualização para o sistema de porteiro de vídeo IP PVIP foi muito positiva. O zelador afirmou que a maioria dos condôminos tem mais idade e que, no começo, ficaram reticentes em mudar o velho interfone que tinham em casa. Mas após muita conversa e, como o sistema é intuitivo e simples de mexer, aos poucos entenderam que a mudança seria melhor. O sistema permite que, com apenas um toque, o morador atenda às chamadas de áudio e vídeo, liberem o acesso ao condomínio, registre fotos ou façam gravações.

Incrementar e profissionalizar o sistema de controle de pessoas em condomínios só trará benefícios. A utilização de novos equipamentos e soluções tecnológicas tornam a tarefa mais simples e acessível, sendo fundamental o envolvimento dos porteiros, zeladores e dos próprios moradores. Espero que as dicas acima possam te auxiliar nesta ação.

*Escrito por especialista em soluções de segurança para condomínios da Intelbras, indústria brasileira desenvolvedora de soluções tecnológicas.

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