Segurança 360º com foco na antecipação de riscos e redução de perdas

Empresa tem como metodologia oferecer aos clientes uma prestação de serviço 100% segura, em que assumem totalmente os riscos em caso de falhas

Por Fernanda Ferreira

A Autodefesa Brasil surgiu em 2018 por meio da união das empresas de segurança já consolidadas no mercado: Grupo CAMPSEG e Grupo Esparta. Com o objetivo de proporcionar uma segurança 360º para os seus clientes, a Autodefesa Brasil prioriza a habilidade de antecipação de riscos e redução máxima de perdas. Para falar mais sobre esse consórcio de empresas e como é a atuação deles no mercado, conversamos com os sócios da companhia Nelson Santini Neto (CEO) e Arnaldo Costa Vargas.

Revista Segurança Eletrônica: Por que decidiram criar a empresa Autodefesa Brasil?

Nelson Santini Neto: A Autodefesa Brasil é formada por duas empresas – Grupo CAMPSEG e o Grupo Esparta (totalizam juntas 8 mil funcionários) – que já tinham histórico de atendimento ao Banco Santander na parte de segurança patrimonial, e ao longo dos anos começaram a surgir outros projetos para o banco, como assumir a central de monitoramento que controla a parte de segurança de todas as agências do Brasil; realizar a renovação de todo o parque tecnológico, como câmeras, controle de acesso e alarmes; refazer toda a parte estrutural como parte elétrica e de rede; entre outros.

Para conseguirmos modernizar todas as agências e reduzir ao máximo as perdas que o banco vinha constantemente sofrendo – prejuízo na casa das centenas de milhões devido a assaltos, furtos e explosões – nós criamos o Autodefesa Brasil. Fizemos aportes financeiros, juntamos nossos conhecimentos – cada um em uma área específica – e assim, após dois anos de projetos, conseguimos praticamente zerar as perdas do Santander em todo o país.

Começou como um consórcio de empresas para atender o Banco Santander e hoje já contamos com dezenas de outros projetos na área de segurança. É uma parceria que deu muito certo.

Revista Segurança Eletrônica: Quais outros projetos vocês realizaram como Autodefesa Brasil?

Nelson Santini Neto: Hoje temos diversos projetos, inclusive com outros bancos, condomínios, prédios comerciais, etc. Nós estamos focados realmente em ser a maior empresa do Brasil de segurança eletrônica, e para isso atuamos de forma estratégica nas empresas, entregando um trabalho de excelência, desde a infraestrutura até a parte comercial e relacionamento. Temos muitas empresas boas no mercado, mas acredito que muitas pecam na qualidade da entrega, por isso nós já começamos um projeto com tudo muito bem definido, investimos na área de engenharia para a parte de tubulação, de dimensionamento correto de infraestrutura de rede e elétrica e instalação das soluções; planejamos de uma forma que conseguimos colocar a melhor solução com o melhor custo.

Revista Segurança Eletrônica: Qual o diferencial da Autodefesa Brasil para outras empresas de segurança que atuam no mercado?

Nelson Santini Neto: O nosso grande diferencial é o nosso modelo de gestão 360º. Nós fazemos uma projeção e mensuração tão bem feita que assumimos o risco de reembolsar o cliente caso ele tenha alguma perda por qualquer falha na segurança. Assim é o nosso contrato no Santander; se algum criminoso entrar na agência e roubar R$ 1 milhão, nós pagamos a quantia de volta. No mercado hoje, quem tem coragem de assumir o risco do cliente?

Arnaldo Costa Vargas: O que nós fazemos é pedir a “chave do prédio” do cliente e assumir toda a responsabilidade da segurança. Nós instalamos os equipamentos, fazemos a manutenção das soluções, o monitoramento, a segurança patrimonial, tudo. Aplicamos equipamentos de ponta para obtermos um resultado melhor; temos uma equipe de manutenção qualificada para manter o padrão de atendimento e correção das soluções; temos uma pronta resposta 100% efetiva, treinada e que sabe o que deve ser feito.

E por fim, se algo acontecer em qualquer ocorrência que coloque o patrimônio ou a segurança de nossos clientes em risco, nós atuamos prontamente e sempre que possível preventivamente. Pois o risco do nosso cliente é nosso.

Se algo acontecer, porque não pudermos evitar, estaremos no local para entender o que aconteceu e estudar o crime; estamos constantemente estudando o modus operandi da criminalidade para que nós possamos adaptar o nosso equipamento eletrônico de uma maneira que fique mais efetivo.

Revista Segurança Eletrônica: Dentro dessa visão 360º, tem alguma área que vocês não atuam, como segurança cibernética, por exemplo?

Nelson Santini Neto: Em relação a segurança cibernética, depende do nível. Nós fazemos a segurança cibernética por meio do nosso software, mas para fraudes eletrônicas nós não temos contrato ainda. O nosso software está pronto para isso, mas a segurança cibernética é uma outra variável.

Arnaldo Costa Vargas: Nós estudamos várias soluções. Hoje nós somos o único Grupo que monitora material bélico de porte no Brasil, além do monitoramento de dinheiro, joias, etc. Realizamos tudo o que podemos para proteger o ativo, como aplicar a melhor câmera, o melhor alarme e, se mesmo assim, o criminoso transpor tudo isso e levar o objeto de valor, nós recuperamos, porque conseguimos integrar justamente esse monitoramento bélico, de dinheiro, joia, junto com nosso software, junto com os produtos do Autodefesa Brasil. Nelson Santini Neto: Para ficar claro, o Grupo Esparta desenvolveu um rastreador inovador para ser colocado nos ativos. Nas ocorrências que tivemos nos últimos anos, alcançamos uma taxa de 90% de êxito na recuperação de ativos com a prisão de quadrilhas. Lógico que com a ação da Polícia Militar e Civil, mas nós avisamos onde exatamente estava o produto roubado, com uma margem de erro de 1,5 metros. É uma solução desenvolvida dentro do Grupo Esparta e que hoje incorporamos na Autodefesa.

Revista Segurança Eletrônica: E como funciona esse software próprio da Autodefesa Brasil?

Nelson Santini Neto: O nosso software é uma plataforma integradora que absorve qualquer VMS. É focado na gestão de tudo o que acontece, na maneira de escalonar, na forma de dar inteligência e velocidade de resposta para qualquer tipo de ocorrência.

Revista Segurança Eletrônica: Em relação a verticais, tem algum nicho que vocês não atendem?

Nelson Santini Neto: Existem verticais que não atendemos ainda, mas não quer dizer que não podemos atender; nossa metodologia nos permite receber todos os nichos, o difícil é fazer o cliente mudar a sua mentalidade, que normalmente é viciada em comprar equipamentos e não soluções.

O mercado está acostumado a ver o preço, pagar, instalar e ficar com um patrimônio que daqui uns anos será jogado fora. Na nossa metodologia nós assumimos o risco do negócio, compramos o parque, fazemos a manutenção, prestamos os serviços de segurança e entregamos para o responsável um relatório completo que lhe dará poder de gestão.

A nossa proposta é, além de fazer o que o mercado já faz, que eu acho que é a nossa obrigação realizar com qualidade, é propor para o cliente olhar para a despesa, o quanto ele gasta com a compra de equipamentos, ao invés de alugar; o quanto ele tem de perda na operação e como podemos reduzir isso gastando bem menos e tendo praticamente zero perdas ao longo do caminho.

Revista Segurança Eletrônica: Vocês acabaram de realizar um grande investimento no escritório da empresa, qual o objetivo de vocês com esse novo prédio?

Nelson Santini Neto: Sempre foi o nosso sonho ter um prédio próprio onde o cliente tenha a experiência completa da parte de segurança eletrônica e acesso. O cliente fica muito na expectativa do projeto, por isso a nossa ideia é que o nosso prédio seja vivo. Quando o cliente vier nos visitar, ele poderá ver qual e como será a câmera que vamos instalar no seu projeto, como será o alarme, como ele vai tocar, como vai ser a fumaça do gerador de neblina, etc. A ideia é que qualquer tipo de cliente que venha aqui tenha a experiência na prática.

Para se ter uma ideia, quando um cliente chegar na nossa estrutura, o carro dele já estará cadastrado na garagem, o portão vai ser aberto com leitura de placa, ele irá subir no elevador com controle de acesso integrado, na recepção já vai estar os dados dele cadastrados com um QR Code ou Secretária Virtual nos totens de autoatendimento, vai subir para uma sala de reunião e a porta irá abrir automaticamente com sistema de controle de acesso identificado por uma inteligência artificial, ou seja, a ideia é que além de ser nosso escritório administrativo, seja também um prédio vivo para que o cliente tenha a experiência dentro da sala.

Também faremos um showroom para que nossos parceiros possam enviar suas soluções e as pessoas possam ver esses equipamentos funcionando na prática.

Revista Segurança Eletrônica: Que estratégias irão fazer em 2021 para aumentar a presença da Autodefesa Brasil no mercado de segurança?

Nelson Santini Neto: O nosso planejamento estratégico está em nos consolidarmos no mercado bancário. Acredito que o nosso case com o Banco Santander seja um projeto de sucesso, com redução de 98% de perdas financeiras e acreditamos que podemos contribuir com qualquer outra instituição financeira em sua melhoria de performance e redução de riscos. Então nossa intenção é nos manter e consolidarmos nos outros bancos, além de cooperativas de créditos, empresas de câmbio, casa de penhores e etc.

Revista Segurança Eletrônica: Vocês resumiram que a metodologia da Autodefesa Brasil é reduzir perdas e antecipar riscos aplicando uma segurança 360º?

Nelson Santini Neto: Exatamente. Nós entendemos o seguinte, o mercado tem muitos clientes que tratam o negócio como commodity e temos que quebrar essa metodologia, porque queremos entregar um produto de qualidade na ponta. Por isso pedimos ao cliente para deixar nas nossas mãos, nós assumimos o risco e se não funcionar, nós pagamos. É uma mudança cultural, a nossa proposta é realmente que as pessoas parem de comprar de um jeito e passem a comprar de outro. Não é do dia para noite, mas está acontecendo.

Revista Segurança Eletrônica: Gostariam de deixar um recado final?

Nelson Santini Neto: A nossa ideia é não ter mais um homem olhando para 200 câmeras tentando achar o erro, e sim os sensores, a inteligência e o software; o nosso futuro é não ter mais um operador de monitoramento e sim um analista de sistemas, essa é a nossa filosofia. A ideia é que a máquina faça todo o trabalho do operador e esse operador seja alguém mais qualificado, que veja se o sistema está funcionando perfeitamente, que analise a performance, os indicadores. Do que adianta uma pessoa ficar olhando centenas de câmeras? E o pior é que essa é a metodologia usada em boa parte do mundo ainda.

Arnaldo Costa Vargas: Resumindo, não nos pergunte daquilo que somos capazes, apenas nos dê a missão.

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