Plataforma de capacitação profissional lança programa de associados

Portal do IBRAGESP conta com mais de 120 cursos na área de segurança para os profissionais em empresas que desejam crescer no mercado, se capacitar, obter certificações e participar de workshops exclusivos do setor

Por Fernanda Ferreira

A capacitação profissional é um dos elementos mais importantes para o crescimento na carreira, ter vasto conhecimento e ser especialista em determinada área pode ser um componente decisivo na hora de empreender ou de conseguir o trabalho tão desejado.

Para falar sobre a importância do aprendizado no mercado de segurança, conversamos com Luiz Fernando de Lima Paulo, Diretor do IBRAGESP – Instituto Brasileiro de Gestão e Ensino, que atua há quase 20 anos no setor de segurança, tanto no segmento público como privado.

Revista Segurança Eletrônica: Luiz, poderia compartilhar conosco um pouco da sua história profissional ao longo dessas duas décadas?

Luiz Lima: Ingressei no mercado de segurança em 2002, quando iniciei meu bacharelado em Ciências Policiais na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em São Paulo. Após concluir minha formação, comecei a trabalhar no setor de segurança pública.

Paralelamente, eu atuava desde 2007 na área privada, como consultor para empresas de segurança, realizando projetos de análise de risco, criação de plano diretor, ministrando treinamentos para equipes de supervisão, coordenação e gerência das companhias.

Em 2016 surgiu a oportunidade de participar de um momento importante no Grupo Campseg, que exigia minha dedicação total. Pedi afastamento do instituição para focar exclusivamente nesse projeto.

E ano após ano posso dizer que deu muito certo, graças ao apoio de uma equipe fantástica que atua no Grupo CampSeg e do CEO, Nelson Santini, que acreditou e confiou no meu trabalho. Posso dizer que me sinto muito feliz e honrado em atuar na direção do Grupo Campseg.

Não posso deixar de mencionar uma outra grande empresa que atuo na direção, chamada “Autodefesa Brasil Gestão e Tecnologia em Segurança”, que teve um grande case no banco Santander, tema da revista de vocês do mês de abril. O executivo de segurança nacional, Douglas Prehl foi simplesmente disruptivo e, felizmente, pude participar desse processo e aprender bastante com todos.

Revista Segurança Eletrônica: E como surgiu a ideia de criar o IBRAGESP?

Luiz Lima: Eu sempre gostei dessa área da segurança e de capacitação.Além dos quase 20 anos de experiência no mercado e do bacharelado em Ciências Policiais, também me formei em Direito, fiz MBA em Gestão Estratégica e mestrado e doutorado em Políticas Públicas de Segurança. E ao longo da minha trajetória profissional eu sempre tive o desejo de transmitir tudo aquilo que eu aprendi e aprendo todos os dias atuando no mercado de segurança. Sempre quis transformar a vida das pessoas e colaborar com a formação dos profissionais da área.

Como realizava treinamentos em empresas, às vezes não conseguia atender a todos os convites porque não dava tempo, eram em estados diferentes e no mesmo dia, por exemplo. Então tive a ideia de começar a gravar cursos, como controlador de acesso e portaria, que eram as necessidades mais pontuais e me permitia estar em dois lugares distintos. Disponibilizei essas aulas online para as empresas e os cursos foram muito bem aceitos pelas companhias, foi quando eu criei a IBRAGESP, em 2016.

Em um primeiro momento, o IBRAGESP era uma empresa de consultoria, mas eu vi que o mercado estava consumindo os cursos à distância, então fui coletando todo o conhecimento que eu tinha e transformando em curso online. O Instituto foi crescendo e trouxe outros profissionais experts em diferentes segmentos e fomos criando novas aulas e cursos.

Atualmente estamos com 120 cursos e a meta é chegar a 200 até dezembro deste ano, tornando-se a maior plataforma de cursos online para os profissionais do segmento de segurança do Brasil.

Revista Segurança Eletrônica: Qual é o maior desafio de ensinar de forma online?

Luiz Lima: O grande desafio está em demonstrar que é possível ter muita qualidade com o Ensino a Distância (EAD) e retenção de conhecimento. Com a pandemia, o EAD teve um boom, o Brasil surfou nessa onda, mas, historicamente, muitos apresentam conteúdos de má qualidade, só passando slides, disponibilizando vídeos e dizendo que aquilo era ensino a distância.  Realmente é, mas o EAD precisa de outras ferramentas que contribuam para o ensino e a aprendizagem daqueles que realizarão os cursos.

A pessoa que ministra as aulas precisa ter conhecimento extenso naquilo que está transmitindo e boa desenvoltura para o EAD, a instituição precisa oferecer imagem de qualidade, criar interação entre professor e aluno e utilizar um método que ajude na retenção do conhecimento. Pegamos o que é mais aderente em termos de método científico para o ensino a distância e aplicamos no nosso instituto.

Quando criamos o IBRAGESP, lembro que para montar o curso de ISO 31000, eu li a norma completa diversas vezes, diversas tentativas de adequar o material, os vídeos, as atividades de interação com o aluno e chegamos a um método aderente ao mercado de segurança. Este mercado não precisa apenas de conceitos, de “by the book”. Precisa apresentar os conceitos, fundamentos, ferramentas e a prática, demonstrando a aplicabilidade. No nosso curso de ISO 31000, quando a pessoa faz a aula, ela tem no final um modelo em Word para que ela consiga elaborar um projeto de análise de risco baseado na ISO 31000 e assim aplicar o que viu na teoria, com um modelo pronto e que pode editar e ganhar de R$ 4.000 a R$ 20.000 com aquele arquivo, se aplicar tudo o que foi ali ensinado.

Acredito que o maior desafio do EAD é quebrar esse paradigma de que o Ensino a Distância é ruim, de má qualidade e que você não aprende. E felizmente conseguimos excelentes avaliações dos nossos alunos. Faz parte de todos os cursos nos dar um feedback sobre o programa realizado. Com isso sabemos sobre a percepção dos nossos alunos a respeito dos cursos, se estamos no caminho certo.

Temos aulas dinâmicas, disponibilizamos material, fórum de discussão, videoaulas de alta qualidade e dessa forma temos ótimos resultados em feedback de qualidade.

Revista Segurança Eletrônica: E quais dicas você pode dar para as pessoas tirarem mais proveito do EAD?

Luiz Lima: A pessoa precisa efetivamente querer consumir aquele determinado conteúdo e ter disciplina, se não, mesmo se frequentar uma aula presencial, não vai reter e aprender nada do que foi falado.

A dica de ouro é: tenha disciplina. 

Revista Segurança Eletrônica: Gostaria de deixar uma mensagem final para os nossos leitores?

Luiz Lima: Nós abrimos um clube de associados para que as empresas do segmento e/ou as pessoas possam acessar a plataforma com os nossos cursos. Hoje custa apenas R$ 19,90 por mês e a pessoa terá acesso aos mais de 120 cursos. O pessoal que quiser participar, só entrar no site www.ibragesp.com.br para se associar e não tem fidelidade. 

Costumo dizer que os benefícios não são só os cursos, porque fazemos workshops para quem é associado, são conteúdos exclusivos só para quem é associado e ali fazemos uma série de provocações para que as pessoas consigam efetivamente alavancarem a carreira, enxergarem a aplicabilidade de tudo aquilo que aprendeu nos nossos cursos. Por exemplo, se a pessoa fez um curso de Elaboração de Projeto de Análise de Risco, no workshop nós estimulamos esse profissional a entender qual o propósito ao fazer o curso, o que ele absorveu e como ele conseguirá aplicar todo esse conhecimento no dia a dia na vida profissional. O curso é uma das etapas e o workshop é o próximo passo, que são essas provocações. 

O público que busca nossos cursos são vigilantes, porteiros, supervisores de segurança, coordenadores operacionais, técnicos de segurança eletrônica, gerentes, analistas, assistentes, auxiliares, pois, no rol de cursos temos muito conteúdo inclusive para o backoffice das empresas do segmento de segurança.

E nos últimos meses iniciamos os primeiros contratos com empresas do segmento de segurança, atuando como um “braço” de treinamento nessas companhias, contribuindo tanto no treinamento e desenvolvimento desse pessoal, criando universidades corporativas e com um custo bem reduzido por colaborador.

Associem-se, façam parte desse grupo e busquem sempre a capacitação profissional.

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