Máscaras faciais: proteção para a saúde ou ameaça para a segurança pública?

Por Adriano Oliveira

Parte das medidas de proteção essenciais para prevenção do contágio pela COVID-19 é o uso obrigatório das máscaras faciais em estabelecimentos de comércio e serviços. No entanto, a proteção vem acompanhada de uma ameaça, que é esconder a identidade de criminosos.

Como o recurso do reconhecimento facial é parte importante da estratégia da identificação e busca de agentes do crime, além de suas imagens gravadas em câmeras de circuito interno serem utilizadas como prova criminal, como reconhecer pessoas mascaradas?

A boa notícia é que as câmeras de vídeo que realizam a identificação são eficazes, mesmo que existam partes cobertas, como ocorre com o uso das máscaras faciais. Do ponto de vista da tecnologia biométrica há informação suficiente para que o algoritmo consiga reconhecer a pessoa.

Inúmeros testes comprovaram a eficácia das soluções de reconhecimento facial, ainda que a pessoa oculte parte do rosto, mude o cabelo, passe a usar barba, ou ainda, utilize óculos escuros. Em todos esses casos o resultado é sempre o reconhecimento correto.

Além do reconhecimento com o rosto coberto, estes equipamentos também podem ser utilizados para determinar se a pessoa não está usando máscara de proteção facial e emitem um alerta indicando a não utilização do item de segurança regulamentado por lei no País.

Desde o início da maior crise de saúde pública pela qual a humanidade já passou com o novo vírus, essas soluções têm avançado muito, já que todos os equipamentos dotados de Inteligência Artificial (IA) estão em processo de melhoria contínua pela própria tecnologia, em uma metodologia de erro e acerto, o que a faz evoluir com o tempo.

Então, mesmo que o uso de máscaras tenha acrescentado uma nova variável nessa equação, ela não é um impedimento para identificar um criminoso tentando entrar em um edifício comercial, fazendo uso da cobertura do rosto com a máscara de proteção, por exemplo.

Todos as ferramentas que contribuem para auxiliar a humanidade a frear a disseminação da COVID 19 devem ser utilizadas para promover a proteção da saúde das pessoas. Ao mesmo tempo, com a segurança e tranquilidade de que essas soluções continuem a nos proteger contra ações criminosas.

Adriano Oliveira é gerente de soluções da Dahua Technology

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