Em Foco: Monitoramento 24h em tempo real

A Égide realiza a terceirização do serviço de central de monitoramento, dessa forma, uma empresa que ainda não tem uma estrutura ou não deseja ter, poderá repassar a parte operacional dando foco na área comercial e administrativa do negócio. Para falar mais sobre esse trabalho e os desafios deste mercado, entrevistamos Thiago Compri, diretor da Égide Service

Por Fernanda Ferreira

Revista Segurança Eletrônica: O que a Égide Service faz?
Thiago Compri: A Égide é uma empresa de terceirização de central de monitoramento de alarme patrimonial, monitoramento de rastreamento, e com grande foco no atendimento de portaria remota. Atuamos no mercado de segurança há 14 anos, sendo 7 anos dedicados à portaria remota.

Revista Segurança Eletrônica: Qual o diferencial de vocês em relação as outras soluções do mercado
Thiago Compri: A Égide foi criada com o objetivo de ajudar as empresas do mercado de segurança, estando elas com o foco no monitoramento de imagens, alarmes patrimoniais, rastreamento ou portaria remota, a trabalharem com um atendimento profissional e com todas as redundâncias e responsabilidades que o mercado exige de uma forma mais barata, ou seja, todos aqueles custos de tempo e dinheiro ficam conosco, pois são várias operações juntas que pagam as redundâncias que o mercado necessita. Uma das maiores dificuldades de quem abre uma empresa de rastreamento, monitoramento patrimonial ou até mesmo de portaria virtual, é colocar a contingência de pessoas, internets, energia e telefonia. O atendimento 24h 7 dias por semana da forma que deve ser realizado, tem um custo elevado e com isso, atingir o ponto de equilíbrio da operação leva muito tempo e dinheiro, e a empresa com a limitação desse recurso perde o foco na parte comercial e administrativa porque tem que cuidar da área operacional. Outro ponto importante é que a companhia precisará criar todos os seus procedimentos do zero. Nós temos os procedimentos e processos muito bem definidos, desenhados e testados, isso faz com que as empresas de pequeno e médio porte façam a parceria conosco e consigam sair na frente em alguns anos de janela e procedimentos aplicados com sucesso, iniciando o seu trabalho de maneira mais assertiva e profissional, evitando os erros cometidos no começo de uma operação.

Revista Segurança Eletrônica: Vocês chegam a fazer o projeto e instalação das soluções para os seus clientes, no caso o integrador ou a empresa de monitoramento?
Thiago Compri: A Égide trabalha somente com a terceirização de central, com o atendimento. O nosso parceiro faz a instalação e a manutenção técnica para os clientes dele, nós entramos com a parceria de software e de atendimento. Temos baias à disposição para atender os clientes finais do nosso parceiro sem onerar a sua operação.

Revista Segurança Eletrônica: Isso independente de que fabricante ele atua?
Thiago Compri: Sim, independente. O que nós precisamos é que seja alinhado uma política de atendimento.

Revista Segurança Eletrônica: O seu parceiro consegue apresentar a solução da Égide para o seu cliente final como se esse serviço fizesse parte da empresa dele?
Thiago Compri: Somos parte da empresa dele. Todo o nosso atendimento é personalizado de acordo com as necessidades do cliente, ele que vai me dizer a política de atendimento. Quando entramos em contato com o cliente final, falamos em nome da empresa do nosso parceiro e da forma que ele determinou que devemos nos portar e atender.

Revista Segurança Eletrônica: Quais são os principais diferenciais da Égide?
Thiago Compri: O nosso maior diferencial é exatamente a questão dos processos e procedimentos muito bem definidos, além da economia que trazemos para a operação. Uma empresa que oferece o serviço de portaria remota, por exemplo, precisa ter pelo menos 10 condomínios para conseguir atingir o ponto de equilíbrio e manter uma operação 24h. Tendo a Égide como parceiro, a empresa precisa de apenas um condomínio, porque pagará para nós somente o valor pelo número de apartamentos que o condomínio possui. Dessa forma, o nosso parceiro tem a possibilidade de iniciar uma operação sem precisar investir na parte operacional.

Revista Segurança Eletrônica: Da unidade São Paulo vocês conseguem atingir o Brasil inteiro?
Thiago Compri: Sim, eu tenho parceiros localizados em Mato Grosso, Natal e interior de São Paulo, temos mais de 10.000 veículos rastreados por todo o Brasil, além de mais de 100 condomínios com Portaria Remota espalhados por São Paulo.

Revista Segurança Eletrônica: Falando de portaria remota, como você vê o momento que o mercado está vivendo e a importância do profissionalismo dentro desta área?
Thiago Compri: Eu vejo que a portaria remota tem um apelo muito interessante. O mercado traz a ideia de que nós estamos levando para o condomínio somente economia e não é apenas isso que a portaria virtual oferece. Eu entendo que o mais importante para um condomínio quando contrata a portaria remota é a segurança, porque um porteiro presencial, na maioria das vezes, não tem um procedimento alinhado e quando tem, o síndico não tem meios de cobrar. Já na portaria remota, a empresa é quem faz o procedimento e consegue, através de um supervisor, fazer as cobranças para que os processos de fato aconteçam. Infelizmente algumas empresas estão fazendo a venda dessa solução focando na economia e não na segurança, e isso traz valores de comercialização muito abaixo do que deveria, o que acaba prejudicando a parte de manutenção, atendimento e desvaloriza toda a proteção e cuidado que nós temos por trás da operação, como redundância de internet, links dedicados, nobreak para capacidade de oito horas, geradores de energia a diesel, entre outros, para nos manter sempre online as 24h. Muitas dessas empresas não repassam esse custo aos seus clientes porque não tem essa responsabilidade e preocupação, até mesmo por desconhecer a necessidade e isso faz com que o mercado fique prejudicado. Se um condomínio se depara com uma empresa irresponsável, poderá generalizar e achar que todo o mercado não funciona.

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