Em Foco Genetec: Ampliação do leque de verticais

Somente em 2018, a Genetec registrou o dobro em vendas em relação ao ano anterior, e neste ano já apresenta números positivos, superando as expectativas da empresa. Um dos motivos para esse desempenho é a estratégia de atuar em diferentes verticais. Conversamos com Denis Côté, vice-presidente LATCAR da Genetec, que compartilhou quais serão as próximas ações da empresa, as novidades da plataforma Security Center e as tendências do mercado de segurança em um futuro próximo

Por Fernanda Ferreira

Revista Segurança Eletrônica: Como está o crescimento da Genetec no Brasil?
Denis Côté: A Genetec registrou o dobro de vendas, entre 2017 e 2018, no mercado brasileiro. Se olharmos o primeiro semestre de 2019, comparando com 2018, já estamos 50% acima da meta. Estamos indo muito bem, também temos atuado em verticais diversificadas, como aeroporto, lojas, estádio, hotel, instituições financeiras, indústria de energia, entre outras, como parte da nossa estratégia de negócio.

Revista Segurança Eletrônica: No que vocês irão focar nos próximos anos?
Denis Côté: No restante de 2019 e em 2020 vamos focar em atuar em verticais. Para reforçar esse objetivo, a nova estratégia da Genetec é dar destaque para eventos como CIAB Febraban (direcionado para o setor financeiro), Airport Summit (segmento de aeroportos), feira de mobilidade urbana, feiras para o setor de varejo, entre outros.

Revista Segurança Eletrônica: E quais ações serão realizadas para os parceiros da companhia?
Denis Côté: Decidimos fazer para os nossos principais parceiros o Partner Event. Serão cinco eventos que acontecerão em São Paulo (Brasil), Santiago (Chile), Lima (Peru), Bogotá (Colômbia) e Miami (EUA). Nosso objetivo é cobrirmos todos os nossos parceiros na América Latina e trabalharmos com eles nesta nova posição da Genetec de atuar em diferentes verticais.

Revista Segurança Eletrônica: Há quase seis meses você assumiu todas as operações da América Latina e Caribe. Como tem sido esse primeiro semestre?
Denis Côté: Tivemos resultados bons e ruins. Na Argentina, por exemplo, temos clientes grandes como o YPF e a UADE (Universidade de Negócios de Buenos Aires), levamos nosso sistema para eles, e registramos um ótimo crescimento. Se olharmos Peru, Colômbia e Caribe, tivemos os mesmos resultados do ano anterior, então vamos precisar investir mais. Começamos a estratégia das verticais no Brasil e agora estamos estudando como replicar esse modelo na América Latina, estamos pesquisando quais são os melhores mercados de cada país.

Revista Segurança Eletrônica: Como você está dividindo o seu tempo em cada região (Brasil/LATAM)?
Denis Côté: Nesse primeiro semestre fiquei 50% no Brasil e 50% na América Latina. O restante do ano acredito que ficarei 70% na América Latina e 30% no Brasil, até porque o Brasil está bem estruturado.

Revista Segurança Eletrônica: A Genetec informou no fim do ano passado que cada região do Brasil teria um gerente de vendas. A companhia já conseguiu colocar isso em prática?
Denis Côté: Estamos nos estruturando para dedicar nossos Sales Manager por verticais e não mais por região. Teremos profissionais direcionados para áreas específicas: um para o setor bancário, outro para governamental, outro para varejo e assim sucessivamente.

Revista Segurança Eletrônica: Temos novidades em relação as soluções da Genetec?
Denis Côté: Acabamos de lançar a versão 5.8 do Security Center. Vale destacar três novos recursos importantes: o Live Dashboards, que detecta eventos em tempo real e resolve os problemas antes que eles aumentem; o Map-Based Mobile App Colabore, recurso que permite a equipe trocar informações à medida que os eventos aparecem; e o Proactive Cybersecurity, que avalia a saúde do sistema e os privilégios do usuário de forma rápida. O que posso dizer além disso é que vamos continuar nas verticais e temos muitas pessoas que estão dedicadas nas aplicações, que é muito diferente de quando eu comecei na Genetec, que falava apenas de produto, agora falamos em aplicação. Como aplicar nossa solução em bancos, em aeroportos, no Governo, e isso é muito mais interessante. Acho que no futuro não vamos falar sobre versão 5.8 do Security Center, vamos falar da versão 5.8 do aeroporto.

Revista Segurança Eletrônica: Então quais as tendências que a Genetec aposta para os próximos anos?
Denis Côté: Antigamente você pegava uma câmera e instalava em uma sala para ver se alguém estava roubando alguma coisa, pensando apenas em segurança. Com a chegada do vídeo analítico, podemos ver que a câmera não é só para monitoramento, mas também para as operações de uma empresa. O que trabalhamos agora é a possibilidade de um banco ou um aeroporto, por exemplo, conseguir calcular o tempo de uma fila ou acompanhar o mapa de calor de um lugar e saber qual o ponto que os clientes ficam mais tempo. Tudo isso na mesma câmera de videomonitoramento, mas que agora está sendo utilizada, não apenas para segurança, mas também para marketing. O que você verá no futuro são soluções voltadas para a inteligência. Temos resultados nos EUA, por exemplo, na cidade de Chicago, que o Governo começou a determinar a característica do ladrão, o modo de operação desse criminoso, tudo isso para fazer uma previsão de qual região terá mais crime.

Revista Segurança Eletrônica: Como você tem enxergado o mercado de segurança no Brasil com essa nova experiência de atuação mais próxima na América Latina?
Denis Côté: Eu acho que o Brasil é um pouco mais resistente para fazer uma conversão do analógico para o IP. Somente agora os bancos estão falando disso. Em Porto Rico, por exemplo, grande parte dos bancos e aeroportos estão equipados com tecnologia IP, e quando você compara com o Brasil, percebe como estamos atrasados nesta conversão de sistema analógico para IP. Temos muito mercado para ganhar, mais da metade eu diria.

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