Com câmera corporal, Metrô quer coibir possíveis abusos de seguranças

O Metrô de São Paulo anunciou que seus seguranças passarão a contar com uma câmera de corpo (bodycam), equipamento capaz de registrar ações durante abordagens de ocorrências em estações e trens. O investimento de R$ 394,7 mil foi feito em maio e contempla o fornecimento de 350 câmeras mais três plataformas de recarga em contrato vencido pela empresa catarinense Conectados Security Comércio de Eletroeletrônicos.

As câmeras são fabricadas pela empresa chinesa Diamante Tech e são do modelo DMT-9, com bateria com 12 horas de duração, resolução de 1080 pixels e sensor CMOS fornecido pela Sony. Além disso, elas possuem sensor infravermelho de LED com alcance de até 15 metros, ou seja, é possível gravar imagens com boa qualidade mesmo no escuro. Além de vídeo, elas podem ser usadas para fotografias e áudio. Elas são presas ao colete dos seguranças e ficam na altura do peito para otimizar a gravação.

Segundo o Metrô, “cada dupla de segurança terá um dos equipamentos que filmam ininterruptamente e devem ser acionados pelo agente para começar a gravar. O dispositivo é de fácil utilização, bastando apertar um botão para iniciar a gravação, que imediatamente passa a arquivar a filmagem de um minuto antes até o momento em que é desligada pelo segurança. Todo o acervo da câmera é protegido com criptografia de alta segurança e não pode ser acessado pelo agente que a utilizou, para que não haja manipulação das imagens”.

A intenção da companhia é tornar a ação dos seguranças mais transparente além de produzir provas judiciais quando for preciso. Há bastante tempo, a atuação dos agentes é criticada por supostos abusos e com a tecnologia o Metrô pretende também evitar falsas acusações. A “bodycam” é normalmente utilizada por forças policiais no exterior e, de acordo com a empresa, tem motivado a “redução de incidentes com uso da força e da reclamação contra agentes policiais”.

Por enquanto, o Metrô está treinando seus funcionários para operá-las e a meta é que em outubro todas as estações contem com o recurso, que será implementado em fases: em agosto serão enviadas para 8 bases das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata; em setembro para outras 8 bases das linhas 1, 2 e 3; e em outubro para as duas últimas bases da linha 1-Azul.

É mais uma medida na estratégia do Metrô de ampliar a vigilância de seus ambientes. Outra delas é instalar câmeras de reconhecimento facial, mas que ainda está sendo estudada.

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