Ztrax completa 9 anos de atuação no mercado de segurança eletrônica

Empresa nasceu em 2016 com soluções inspiradas em tecnologias de monitoramento e hoje amplia portfólio para diferentes segmentos


De um know-how que nasceu nas tornozeleiras eletrônicas a soluções que hoje impactam indústrias, hospitais e centros logísticos, a ztrax construiu uma trajetória marcada pela inovação. Em 2025, a companhia celebra nove anos no mercado e projeta novos caminhos para a segurança eletrônica no Brasil.

Para falar sobre esse percurso e as perspectivas para o setor, conversamos com Marcelo Lonzetti, Diretor Comercial e CMO da ztrax.

Revista Segurança Eletrônica: Este ano, tanto a ztrax como você completam juntos 9 anos no mercado de segurança eletrônica. Como você analisa essa trajetória?

Marcelo Lonzetti: Me traz muita satisfação fazer parte desta empresa desde os seus primórdios. Iniciamos juntos um desafio, que era aproveitar o know-how do Grupo Spacecom das tornozeleiras eletrônicas para entregar ao mundo privado uma solução que gerasse valor. Já em 2018, com o novo encapsulamento no hardware da tornozeleira, conseguimos mostrar ao mercado de segurança eletrônica uma nova maneira de monitorar os seguranças patrimoniais, e foi aí que tive a certeza de que estava no lugar certo e de que ainda poderíamos atender outras demandas do mercado de segurança e de outros segmentos.

Revista Segurança Eletrônica: Além do ztrax Ronda, o que mais vocês desenvolveram de 2018 até agora?

Marcelo Lonzetti: Focamos no ztrax Ronda até o final de 2019, em funcionalidades que o mercado precisava, como o Acorda Vigia com alarmes aleatórios, relatórios com gráficos personalizados, integrações sistêmicas e o conceito de nível de SLA, que introduzimos neste mercado. De 2020 em diante, desenvolvemos uma nova solução voltada para outros segmentos, mas agora, no segundo semestre de 2025, estamos apresentando um novo conceito de comunicação que chamamos de ztrax Report, onde o colaborador poderá conversar com a central, tirar fotos, ler QR Codes e códigos de barras, sempre vinculado a uma ronda ativa no sistema e sem perder o grande benefício do uso da UPR, que não pode ser desligada e tem uma bateria de 36 horas.

Revista Segurança Eletrônica: Mas o ztrax Report não é o mesmo conceito que usar um app de ronda?

Marcelo Lonzetti: Nós entendemos que existe mercado para todos os tipos de tecnologia e que cada cliente tem a opção de escolha e até mesmo pode ter, em sua base, vários tipos dessas tecnologias para atender às diferentes demandas dos seus subclientes. Por uma decisão estratégica, optamos por nunca usar um app para a ronda, pois não acreditamos em uma ronda na qual a pessoa tem a opção de desligar o equipamento e ligar quando quiser. Diferente de um serviço de facilities, que não tem a responsabilidade de cuidar de vidas ou patrimônios, desenvolvemos um ambiente em PWA (Progressive Web Application), que simula um aplicativo sem precisar baixá-lo das lojas. O sistema fica habilitado em segundo plano no celular do colaborador e, apenas quando uma ronda está programada e ativa, esse colaborador tem acesso às aplicações, desde que esteja junto da UPR, para conversar com a central sobre ocorrências daquela ronda, tirar fotos, ler QR Codes e códigos de barras, com tudo sendo passado automaticamente para o sistema ztrax Ronda.

Revista Segurança Eletrônica: Você comentou que desenvolveram soluções para outros segmentos. Pode falar mais sobre isso?

Marcelo Lonzetti: A partir do momento em que conseguimos mostrar para nossos clientes que entregávamos, com excelência, o monitoramento outdoor, fomos muito demandados por dores que eles, como indústrias, hospitais e ambientes logísticos, possuíam em seus ambientes fechados. Com isso, trouxemos de fora um conceito ainda pouco difundido aqui, chamado RTLS (Real Time Location System), no qual optamos pelo uso da tecnologia Bluetooth com protocolo próprio e algoritmos flexíveis. Isso nos abriu a oportunidade de resolver inúmeras dores dentro de um mesmo ambiente. Por exemplo: um cliente de armazenagem e logística, com o mesmo número de antenas, conseguiu localização e disponibilidade de empilhadeiras, melhoria de performance operacional, acompanhamento da produtividade versus ociosidade das equipes, localização de coletores, comparativo dos tempos de carga e descarga por doca, custo de hora-homens trabalhada, etc.

Revista Segurança Eletrônica: Essa tecnologia BLE é a mesma usada entre celulares e AirTags?

Marcelo Lonzetti: Conceitualmente é um pouco parecida, mas no ztrax Tracing, além da leitura do ângulo de chegada e partida dos tags, trabalhamos com um protocolo que consegue entregar até 50 cm de precisão dentro de um warehouse, por exemplo. Possuímos clientes que tiveram seu ROI em 6 meses de contrato e melhoras de produtividade em torno de 45%.

Revista Segurança Eletrônica: Visitamos um cliente de vocês que usa a solução para controle da pausa térmica. Essa demanda é recorrente?

Marcelo Lonzetti: Sim, hoje é nossa maior demanda. Inclusive desenvolvemos um Kit Pausa Térmica no intuito de agilizar as instalações. No entanto, antes de atendermos essa dor, achamos melhor entender por que, até hoje, ninguém tinha conseguido resolver completamente esse problema e quais as lacunas jurídicas mais comuns. Com isso bem entendido, criamos um algoritmo complexo, mas simples de implementar, que se utilizado de forma correta, não só faz a operação ganhar em produtividade, como também dá ao jurídico da empresa todo o embasamento para se defender em uma possível ação trabalhista. As empresas hoje no Brasil gastam mais de R$ 120 milhões em ações trabalhistas sobre este tema, e estima-se que o passivo dessas companhias esteja perto de R$ 1 bilhão.

Revista Segurança Eletrônica: Podemos dizer que essa solução mudou a forma de se controlar a pausa térmica?

Marcelo Lonzetti: Temos excelentes feedbacks de grandes fabricantes de alimentos e redes de supermercados que, antes, pagavam multas astronômicas em ações trabalhistas sobre a NR-36, que trata da pausa térmica. Hoje, praticamente zeraram seus processos. A solução entrega uma boa proteção jurídica se utilizada de forma correta pelo operacional, e como tudo é feito de forma automática, sem necessidade de ação humana, podemos dizer que não só mudamos a forma de se controlar a pausa térmica no país, mas que se trata de uma solução disruptiva neste segmento.

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