Padrão ONVIF: o critério número 1 em projetos de videomonitoramento

Por Sergio Fukushima

Em muitos projetos de segurança IP, a interoperabilidade ainda é apresentada como um complemento desejável. Contudo, especialistas em segurança entendem que a possibilidade de combinar produtos de diferentes fornecedores é fundamental para integradores e clientes. A cada novo avanço tecnológico, confirmam-se as projeções das principais fabricantes de segurança que, juntas, formataram o protocolo de segurança ONVIF – que assegura a compatibilidade do sistema de diferentes empresas, permitindo soluções flexíveis, econômicas e, sobretudo, à prova de futuro.

Em resumo, ONVIF é a sigla para Open Network Video Interface Forum, fundado em 2008 pela Axis Communications, Bosch Security Systems e Sony Corporation. A iniciativa assegura padrão aberto que fornece interoperabilidade entre dispositivos de segurança IP, como câmeras de segurança, gravadores de vídeo, software e sistemas de controle de acesso.

A congregação entre os diferentes fabricantes previa cenários em que a interoperabilidade seria determinante para a sustentabilidade dos projetos de segurança IP – e tais projeções se confirmaram. Com a pluralidade de ofertas de tecnologias e recursos de segurança, inclusive com opções que chamam a atenção pelo preço muito abaixo da média do mercado, o pertencimento ao fórum ONVIF se tornou um parâmetro para distinguir fabricantes comprometidas com a integração e consolidação do segmento.

Hoje, o ONVIF é adotado por mais de 470 membros. Apesar do número representativo, é preciso lembrar que as consequências do não cumprimento ao ONVIF podem comprometer desde o acesso a gravações que se acreditavam disponíveis até falhas graves de cibersegurança.

O tema é tão importante que o alinhamento aos protocolos ONVIF já é, inclusive, solicitado em projetos importantes ao redor do mundo, porque a interoperabilidade antecipa a resolução de desafios que se impuseram às empresas e instituições que anteriormente não adotaram esta precaução.

Nos últimos anos, por exemplo, o mercado de segurança observou o surgimento de centenas de fabricantes de tecnologia e, a seguir, o desaparecimento de muitos deles – mesmo que em apenas determinadas regiões. No caso de algumas operarem em plataforma fechada, o que acontece com os sistemas de segurança baseados nessas marcas?

O não cumprimento ao ONVIF implica a diminuição da vida útil do projeto e da taxa retorno do investimento. Sem atualizações e sem a possibilidade de integrar novos recursos que, muitas vezes, são exclusivos de concorrentes, o sistema de segurança se torna ultrapassado e não acompanha a evolução tecnológica do mercado – incluindo proteções cyber.

A existência de uma plataforma aberta comum entre os concorrentes é uma garantia para toda a cadeia. Para integradores, por exemplo, não ficar refém de um só fabricante abre novos mercados e possibilita criar soluções específicas para cada cliente que, por sua vez, ganham em resultados e em longevidade do sistema.

Devido à popularização do ONVIF e ao esforço coletivo dos fabricantes comprometidos com o padrão de interoperabilidade, hoje existe muita confiança por parte de integradores e clientes na implementação de um projeto. Cabe a cada cliente, cada integrador e cada distribuidor garantir que esse critério continue sendo observado na consulta por marcas para novos projetos, para que a missão de todo o setor, por um mundo mais seguro, seja alcançada.

Sergio Fukushima é gerente de BDM Alliances & Solutions – Brazil da Axis Communications

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