Minha jornada na tecnologia, o que aconteceu em 14 anos na Segurança Eletrônica: de “Dispositivos” à “Inteligência”

Por Alessandra Faria

O setor de segurança eletrônica sofreu um salto tecnológico a partir de 2015 e vem, desde então, avançando rapidamente. O mercado mudou quando as câmeras de segurança deixaram de ser apenas dispositivos – que eram usadas somente para o monitoramento – e passaram a, além de prover segurança, integrar aplicações de Business Intelligence para otimizar a produtividade e os resultados dos negócios.

Nesse contexto de integração de soluções de vídeo, áudio e analíticos, a chegada da Inteligência Artificial tem possibilitado com que grandes infraestruturas sejam administradas à distância e, mais do que isso, ajudam na identificação de objetos e na redução de falsos positivos. Como resultado, os especialistas em segurança puderam mudar para uma forma de trabalho proativa e baseada em eventos – ao invés do monitoramento manual contínuo.

É importante lembrar que algumas previsões, que, previamente alertavam o mercado neste início, não se realizaram. A tecnologia não minimizou o trabalho humano, mas capacitou cada vez mais a mão de obra. As câmeras de vídeo se transformaram, surgiram soluções integradas no setor, e os profissionais acompanharam o mesmo ritmo de evolução e aprimoramento. Historicamente, observamos que educação foi e é um investimento com retorno imediato para o integrador – como observamos hoje com a longevidade (e receita) dos profissionais que se qualificaram para lidar com a tecnologia.

Foi um longo caminho até aqui. Desde os primeiros investimentos, que partiram do governo brasileiro entre os anos de 2008 e 2010, com a transição do analógico para o IP e que abriram as portas para o setor privado também colaborar com a modernização do ambiente de tecnologia. Sem dúvidas, existe também uma questão geracional que contribui com essa escalada tecnológica, como a chegada de mais millennials no mercado que olham tanto para a inteligência artificial como para outras tecnologias com mais abertura e interesse.

O investimento se mostrou bastante acertado, mesmo em tempos de crise. Durante a pandemia, por exemplo, a segurança eletrônica mostrou-se essencial – seja no varejo (com analíticos que contam e medem o fluxo de pessoas) e até mesmo no ambiente mais crítico dos últimos meses: os hospitais (com soluções como as câmeras térmicas, de controle de acesso com reconhecimento facial e sem o toque com as mãos). Uma das grandes vantagens da tecnologia IP, e que foi aproveitada nesse contexto, é a escalabilidade. Assim, os dispositivos já instalados foram redirecionados e ganharam novos fins com as demandas que surgiram pelo caminho.

Para os próximos anos, outra revolução está em curso. A Axis Communications vem trabalhando em aplicativos de inteligência, cada vez mais embarcados na borda, o hardware conta com cada vez mais capacidade de processamento, através de nosso próprio processador; substituiremos cada vez mais Sistemas de Segurança por Sistemas de Business Intelligence que integram todos os recursos disponíveis e, desde a saída da fábrica, já estão adaptados às tecnologias que surgirão nos próximos anos, a decisão à prova de futuro aumenta a escalabilidade e transforma a Taxa de Retorno de Investimento (ROI) em uma constante de longuíssimo prazo.

A preocupação com o Meio Ambiente ganha lugar de destaque, e faz parte, já nos dias de hoje, de como desenvolvemos, produzimos e implementamos nossas Soluções. É de vital importância que as Empresas de Tecnologia não somente tenham Programas Ambientais, mas que sejam as pioneiras e embaixadoras da sustentabilidade, da ética e da proteção ao meio ambiente, seja em suas Soluções, seja em suas instalações, seja na forma como faz seus negócios.

Com a ampliação das nossas tecnologias, a Axis e os profissionais da segurança ganham novos mercados a serem explorados, ganham uma nova oportunidade de adquirir conhecimento técnico e de negócio, dentro das novas tecnologias e dos novos conceitos de soluções. Setores continuarão crescendo e aperfeiçoando-se, como, por exemplo o setor de Infra Crítica, cada vez mais regulado em muitos países e de total importância para garantir o funcionamento de serviços básicos.

Mas, sem dúvida, o que vem ao futuro, é que não somente setores de mercado de Enterprise tenham acesso ao ecossistema das soluções e da inteligência, mas que setores médios, como o varejo de pequeno e médio porte, o setor residencial, entre outros, possam aceder à tais soluções, e aqui cremos que o a oferta de sistemas como serviços, irá, de verdade, mudar a visão estratégica do mercado. Plataforma e operadores de serviços de inteligência no mercado de segurança eletrônica possibilitarão que todos os setores tenham cada vez mais acesso à tecnologia, e que os sistemas sejam escaláveis, e que garantam a possibilidade de investimento a longo prazo, com maiores retornos aos integradores e clientes finais.

Alessandra Faria é Diretora da Axis Communications para o Brasil.

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