Em movimento estratégico, as três frentes formam um ecossistema integrado de conteúdo, eventos e negócios, e adotam o modelo flywheel para acelerar o crescimento do setor
A Revista Segurança Eletrônica, a tour de eventos Arena Segurança e o showroom CT Hub anunciam uma joint venture que une conteúdo editorial, eventos presenciais e geração de negócios em um único ecossistema, mudando a forma como cada uma dessas frentes opera no setor. O movimento, concretizado pelos sócios Adalberto Bem Haja, Kleber Reis e Christian Visval, consolida o CT Hub, principal showroom de segurança eletrônica da América Latina, como centro de uma plataforma integrada de crescimento.
A operação não é apenas societária, ela representa uma mudança de modelo: em vez de ativos editoriais e de eventos que funcionam de forma independente, o grupo passa a operar com o que Adalberto Bem Haja descreve como um flywheel, uma roda que, quanto mais gira, mais fácil é mantê-la girando. No mundo dos negócios, a ideia é que cada ação bem-feita gera energia para a próxima, criando um ciclo que se acelera sozinho.
O conceito que orienta a fusão
No mundo dos negócios, o flywheel é uma metáfora popularizada por Jim Collins e amplamente adotada por empresas de alto crescimento. Diferentemente do funil de vendas tradicional, que é linear e tem como ponto de chegada o fechamento de um contrato, o flywheel é cíclico: cada movimento gera energia para o próximo. O cliente não está no final do processo, está no centro dele, e é a experiência contínua que ele tem com o ecossistema que mantém a roda girando.
No caso do CT Hub, a lógica funciona assim: a Revista Segurança Eletrônica produz conteúdo que educa, informa e posiciona profissionais e empresas do setor. Esse conteúdo atrai o público para os eventos da Arena Segurança, que por sua vez geram conexões presenciais, parcerias e negócios. Esses negócios, por fim, alimentam o showroom do CT Hub, que desde 2019 integra fabricantes, integradores e distribuidores em um ambiente físico dedicado ao desenvolvimento de projetos e parcerias estratégicas. E o ciclo recomeça: as conexões geradas no showroom e nos eventos tornam-se pautas, cases e referências editoriais para a Revista.
“Esta é uma iniciativa que vem sendo planejada há alguns anos, mas que agora se concretiza diante da proporção que o Seg Summit e os nossos eventos alcançaram”, afirmou Bem Haja. “No nosso primeiro evento vertical realizado em conjunto, a Convenção Portos, tivemos que encerrar as inscrições antecipadamente devido à alta demanda. Estamos apenas no começo de um movimento muito maior”, completou.

Eventos em expansão acelerada
A Arena Segurança chega a esse novo capítulo em um momento de crescimento que o próprio mercado não havia antecipado. Criada como uma tour itinerante de eventos presenciais voltados ao setor de segurança eletrônica, a Arena vive o desafio positivo de ter ultrapassado a capacidade logística de boa parte das estruturas disponíveis no país.
“Os eventos Arena ganharam uma nova dimensão nos últimos anos. Hoje, enfrentamos, inclusive, o desafio de encontrar hotéis que comportem a estrutura e o porte dos encontros”, contou Christian Visval. “Temos operado com um grupo médio de aproximadamente 20 expositores por edição, o que eleva significativamente o nível das entregas e das conexões geradas”, explicou.
A agenda para os próximos meses reflete essa escala: eventos em Brasília, Salvador, Joinville e Goiânia já estão confirmados. E o calendário converge para o que o grupo projeta como o maior Summit de Segurança da América Latina, marcado para 21 de outubro.
A integração ao ecossistema do CT Hub também abre espaço para novos formatos de eventos verticais, como a já realizada Convenção Portos, e para ações conjuntas com o Seg Summit, plataforma com a qual o grupo passa a desenvolver iniciativas estratégicas de forma coordenada.
Editorial com voz do gestor
No eixo de conteúdo, a fusão fortalece um posicionamento que a Revista Segurança Eletrônica vinha construindo há anos: ser uma plataforma de protagonismo para os profissionais que estão na linha de frente do setor, especialmente os gestores de segurança.
“Um dos nossos principais propósitos com o conteúdo da Revista é dar voz ao gestor de segurança. Queremos que a publicação seja um espaço onde ele possa compartilhar seus projetos, cases e soluções reais”, explicou Kleber Reis. “Foi com esse objetivo que criamos o Caderno do Gestor. Esta edição, que já apresenta essa nova fase, também conta com o anuário da ASIS, reforçando ainda mais esse posicionamento. Estamos construindo um canal legítimo de protagonismo para quem está na linha de frente do setor”, completou.
CT Hub: o showroom que conecta o ecossistema
Mais do que um espaço de exposição, o CT Hub funciona como um hub de conexões: fabricantes apresentam soluções, integradores testam tecnologias, e projetos nascem do contato direto entre agentes do mercado que, de outra forma, dificilmente se encontrariam no mesmo ambiente.
É essa função de elo que torna o CT Hub o centro gravitacional do novo ecossistema. Os eventos da Arena trazem o mercado para dentro do hub; a Revista projeta o que acontece ali para todo o setor e o showroom transforma contatos em projetos concretos.
A metáfora que os sócios utilizam internamente é a de uma mandala: cada elemento do ecossistema conversa com os demais, e o profissional ou empresa que entra em contato com qualquer uma das frentes encontra sempre um próximo passo dentro do mesmo universo, seja um evento, uma publicação, uma visita ao showroom ou uma conexão comercial.
Um modelo que o mercado vai reconhecer
A fusão entre a Revista Segurança Eletrônica, a Arena Segurança e o CT Hub é um sinal do estágio de maturidade em que o mercado de segurança eletrônica brasileiro se encontra.
Setores que atingem determinado nível de complexidade passam a demandar ecossistemas – ambientes onde conteúdo, relacionamento e negócios se retroalimentam de forma orgânica. É o que empresas de tecnologia como Amazon, Salesforce e HubSpot construíram em seus respectivos mercados, e é o que o CT Hub passa a oferecer, com a especificidade e o enraizamento necessários para atender um setor tão técnico e relacional quanto o de segurança eletrônica.
Para o profissional do setor, seja instalador, integrador, fabricante ou gestor, o ecossistema significa acesso a conteúdo de referência, eventos de alto nível e um ambiente físico onde projetos ganham vida. Para o mercado como um todo, significa a consolidação de uma plataforma que pode, de fato, acelerar o desenvolvimento do setor no Brasil.
Mais novidades serão divulgadas em breve.

