Prosegur lança sistema anti-drones para reforçar a segurança aérea em espaços críticos

A Prosegur arrancou com o seu sistema de protecção anti-drones para preservar a segurança em espaços aéreos sensíveis, como infra-estruturas críticas, instalações industriais, centros de dados e de transporte, bem como grandes eventos culturais, musicais e desportivos ao ar livre.

Esta solução, integrada no conceito de Segurança Híbrida e concebida pelas equipas de engenharia da Prosegur em conjunto com os seus parceiros tecnológicos, permite detectar, rastrear e intervir sobre aeronaves não tripuladas (UAS) que operem sem autorização em zonas delimitadas. É aplicável a UAS comerciais standard (COTS) ou modificadas, bem como às plataformas não disponíveis em canais comerciais regulados. A iniciativa ganha especial relevância num contexto de aumento de incidentes com drones e contribui para que os clientes cumpram as exigências regulatórias em sectores críticos e estratégicos, reduzindo riscos físicos e cibernéticos e protegendo activos essenciais.

Actualmente, a Prosegur opera mais de 120 serviços de vigilância com drones para clientes em espaços, eventos e instalações estratégicas em todo o mundo., com presença destacada no Brasil, Chile, Espanha, México e Paraguai, estando prevista a sua próxima entrada no Peru.

O sistema permite detectar UAS potencialmente perigosos e identificar o modelo do drone, o seu número de série e a localização a partir da qual está a operar. Uma vez localizado o dispositivo, a solução é capaz de interferir na frequência de controlo para neutralizar a trajectória e assumir o controlo através de diferentes acções, conforme o caso: regresso ao ponto de origem, aterragem numa área segura, captura, abate ou anulação do sinal do piloto.

A acção é determinada em função do nível de alerta (distância de detecção, velocidade, comportamento e risco potencial) e sempre de acordo com a regulamentação aplicável. Em países como Portugal, Espanha ou Brasil, a responsabilidade pela decisão de neutralizar drones cabe exclusivamente às forças de segurança e autoridades estatais, com os quais a Prosegur colabora permanentemente no âmbito do marco legal vigente.

Este novo sistema integra-se como mais um elemento do modelo de Segurança Híbrida da Prosegur, que combina vigilância presencial realizada pelos profissionais mais qualificados com tecnologia avançada, incluindo drones e robôs, tudo coordenado de forma integral a partir dos iSOC (Centros de Operações de Segurança Inteligente) da empresa.

Caso de sucesso: Festival The Town 2025 (Brasil)

A solução já foi implementada na segunda edição do festival de música The Town, realizado em São Paulo, um evento que reuniu mais de 420.000 pessoas ao longo de cinco dias. A operação integrou tecnologias avançadas de vigilância que permitiram optimizar os ciclos de monitorização de 60 para 10 minutos graças ao uso combinado de câmaras e drones.

A operação contemplou uma lista autorizada de drones , pertencentes aos patrocinadores e à própria organização do festival , de modo que a vigilância se concentrasse apenas em aeronaves não identificadas com potencial de ameaça.

A operação foi coordenada a partir de um iSOC instalado no recinto, capaz de gerir drones tanto em voo autónomo como operados por pilotos da Prosegur, graças a uma plataforma de software única para a gestão e operações de UAS. O dispositivo contou com um videowall de 18 m², software analítico com inteligência artificial, mais de 95 câmaras (térmicas e panorâmicas 4K), 15 bodycams e vários drones com monitorização de 360º. As imagens foram transmitidas em tempo real através de um sistema encriptado, proporcionando um campo de visão amplo e seguro, enquanto a inteligência artificial gerava alertas automáticos que agilizavam a resposta operacional.

Fernando Abós, CEO da Prosegur Security, destaca que “os drones ampliaram a área de risco das infraestruturas e eventos. A nossa resposta é híbrida: detecção, análise e intervenção coordenadas a partir do iSOC e sincronizadas em tempo real com as nossas equipas de vigilância presencial, onde os dados são transformados em inteligência accionável. Não se trata de ver mais, mas de compreender e antecipar para agir com rapidez e precisão, protegendo pessoas e activos e salvaguardando a continuidade do negócio dos nossos clientes”.

Notícias Relacionadas