O que você precisa saber antes de contratar uma empresa de monitoramento

Não é de hoje que o Brasil vive um problema de segurança generalizado. O número de roubos e furtos que acontecem no território nacional ultrapassam a casa do milhão: somente em 2017 foram registrados mais de 1,98 milhões de ocorrências sobre estes crimes, de acordo com relatório do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Muitos desses roubos visam empresas – que sofrem perdas significativas de estoque e equipamentos – e em outros casos os complexos residenciais. Para se ter uma ideia, apenas no estado de São Paulo acontecem mais de 12 mil furtos e roubos a casas e condomínios todos os anos, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, via Lei de Acesso à Informação.

Com o aumento do número de crimes no país, cresce também o mercado de prevenção. Para evitar ocorrências como estas, companhias e proprietários recorrem a uma empresa que presta serviços de monitoramento para fornecer mais proteção a sua propriedade, seus funcionários e familiares.

Entretanto, antes de contratar uma empresa prestadora desse tipo de serviço, é necessário entender os tipos de monitoramento existentes no mercado e qual é a melhor opção para o que você está buscando em termos de proteção.

Monitoramento de alarme (mais comum)

O monitoramento com alarme – tipo mais comum de monitoramento – é um sistema “cego”, baseado totalmente em sensores, seja magnético, IVP, sísmico, entre outros. A solução constantemente incomoda bastante o contratante, pois chamadas telefônicas são feitas a cada disparo e, além disso, demanda alta quantidade de acionamentos de pronta resposta, uma vez que os motivos dos disparos precisam ser validados presencialmente devido a ausência de imagens para verificar o que realmente está ocorrendo no local. Por isso, quando um alarme é disparado, o responsável por aquela unidade deve ir até lá para verificar o ocorrido. Como consequência, o acionamento das forças policiais é feito com atraso, pois é realizado somente após a confirmação da pronta resposta.

Em situações corporativas, essa ação de checagem pode gerar custos de horas extras e risco de ações trabalhistas contra o contratante.

Monitoramento de alarme com imagem

Já o sistema de alarme combinado com as imagens das câmeras (CFTV – Circuito Fechado de TV) permite que os disparos provenientes dos sensores sejam validados remotamente, por meio do acesso às câmeras no local. Esse acréscimo no projeto reduz significativamente a necessidade de acionamentos de pronta resposta, uma vez que permite a análise de movimentações na parte interna sem a necessidade de enviar colaboradores responsáveis para o local. Também agiliza o acionamento das forças policiais quando necessário, a partir da confirmação visual (pelas câmeras) de uma ocorrência real.

Além disso, as gravações das imagens permitirão que sejam realizados trabalhos investigativos sobre o ocorrido, desde que o equipamento de armazenamento de vídeo não seja destruído ou roubado.

Monitoramento inteligente

O sistema de monitoramento inteligente aplica analíticos de vídeo às imagens das câmeras, aumentando significativamente a assertividade da solução, transformando as câmeras em “sensores preventivos”, gerando alertas a partir de movimentações suspeitas, por exemplo quando uma loja está fechada e há uma pessoa parada em frente à porta há mais de 5 segundos. Também permite ações automatizadas no local – continuando a situação do exemplo – é possível acionar um giroflex ou refletor para dissuadir uma possível ação criminosa. As câmeras também podem agir como sensores imediatos: ao identificar a presença de uma pessoa na imagem é gerado um alerta à central.

Leia também: Como o monitoramento inteligente agiria no roubo de quase R$ 1 milhão em produtos da loja Chanel em Nova York

“O objetivo do monitoramento inteligente é identificar a ocorrência antes que ela aconteça, por meio da análise do entorno do local, avaliando comportamentos, entre outros, dessa forma é possível prevenir uma ação criminosa. Se alguém entra na empresa utilizando um capacete, por exemplo, e esse acessório já foi determinado previamente que é uma atitude suspeita, o nosso sistema de segurança envia um alerta para o nosso analista em uma central 24 horas, que já realiza as providências prévias, como avisar os seguranças da empresa para abordarem aquela pessoa e entender o motivo dela estar utilizando um capacete no interior do prédio, tudo isso antes que uma ação criminosa realmente aconteça, assim conseguimos prevenir e não reagir a um incidente”, explicou Alexandre Chaves, CEO da C4i. “As empresas e pessoas que buscam proteger seus estabelecimentos e casas precisam avaliar se querem aplicar um sistema convencional, que reage a uma ação criminosa que já está ocorrendo, ou se preferem um monitoramento preventivo, que toma todas as medidas para evitar que o criminoso consiga invadir o seu escritório ou residência”, concluiu Alexandre.

Ir além da segurança

Outra solução que pode ser agregada ao monitoramento inteligente são analíticos voltados para a inteligência comercial. Ao realizar o monitoramento de um local, os equipamentos e recursos de segurança também coletam uma séria de dados valiosos sobre o estabelecimento que podem ser usados para ações de marketing, por exemplo, como contagem de fluxo de visitantes e mapa de calor identificando as áreas que os clientes mais se interessam e passam mais tempo, entre outros recursos.

Para saber mais sobre monitoramento inteligente, fale com a C4i – Inteligência em Segurança.

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