Moscou lança o maior sistema de reconhecimento facial em tempo real

Moscou está usando um sistema de análise de vídeo que pode detectar rostos ao vivo em imagens através de câmeras de segurança na cidade. Segundo a empresa russa que desenvolveu o sistema, a solução é a maior do gênero.

Embora não se saiba quantas câmeras estão conectadas, o CEO Alex Minin disse à Forbes que o sistema de reconhecimento facial em Moscou é o maior do mundo em termos de reconhecimento facial ao vivo. A tecnologia pode funcionar em combinação com centenas de milhares de câmeras.

O fabricante russo NtechLab afirmou ter trabalhado na tecnologia por dois anos. O sistema pode comparar um rosto, através de imagens ao vivo, com o de um criminoso em um banco de dados de fotos da polícia. Se for esse o caso, os agentes receberão uma notificação através do aplicativo FindFace.

O NtechLab também desenvolveu um protótipo de óculos inteligentes nos quais a tecnologia está integrada. Os agentes poderão receber notificações enquanto caminham pela cidade, assim que aparecerem rostos de criminosos. Pelo acordo com Moscou, a empresa teria recebido pelo menos 3,2 milhões de dólares convertidos (cerca de 13,7 milhões de reais).

Entretanto há muitas preocupações sobre o uso de câmeras e de softwares como esse da Rússia. Na China, por exemplo, com a desculpa de “incentivar o bom comportamento e capturar criminosos”, as autoridades do governo do Partido Comunista Chinês usam o reconhecimento facial massivo para perseguir cristãos e outros cidadãos que se opõe ao regime ditatorial comunista de Xi Jinping.

A polícia chinesa pode informar o empregador e o ambiente de vida da pessoa em foco e destruir sua vida e carreira profissional. Essa humilhação pública também tem consequências para a credibilidade e os seguros de saúde do perseguido. Quando o cidadão é enquadrado nessa perseguição, ele é impedido até de efetuar compras ou realizar viagens em transportes públicos, que não aceitariam mais seus cartões de débito ou crédito.

A China tem cerca de 200 milhões de câmeras de observação; e policiais de rua estão equipados com óculos com uma câmera. As imagens vão diretamente para um computador central que, usando inteligência artificial, analisa os rostos e soa o alarme.

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