Mackenzie instala sistema de segurança IP

O Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília Internacional instalou centenas de câmeras de alta resolução por toda a instituição, inclusive nas salas de aulas, garantindo maior cobertura e segurança para seus alunos e colaboradores

Por Fernanda Ferreira

O Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília Internacional é uma instituição educacional privada sem fins lucrativos que recebe alunos desde a educação infantil até o ensino médio, com opção também de uma grade internacional, em que os estudantes aprendem com professores americanos as disciplinas oficiais aplicadas em escolas dos Estados Unidos. Diariamente, mais de 3.500 alunos, além de colaboradores e prestadores de serviço, passam pela instituição, que conta com uma área total de 76 mil m² sendo de área construída mais de 28 mil m².

Com tamanha infraestrutura e desafios diários, o Mackenzie Brasília contava com um sistema de segurança deficitário, composto apenas por algumas câmeras analógicas, muitas delas desativadas, e sem qualquer tipo de monitoramento ativo.

“Eu venho do setor público e quando comecei a realizar as mudanças no sistema de segurança do Mackenzie, trouxe muitas ideias do que vivi na Secretaria de Defesa Social do Estado de Minas Gerais, como, por exemplo, minha experiência do que precisa ser monitorado. Tínhamos uma grande preocupação com a segurança dos nossos alunos, principalmente naqueles horários de grande movimento dentro do campus. Queríamos também dar a todos os pais e estudantes não somente a sensação de segurança, mas a palpável segurança dentro das nossas instalações. Assim, em 2016 demos início a um projeto de monitoramento diferenciado, nunca visto no Brasil”, disse Alexandre Caetano, chefe da segurança do Mackenzie Brasília.

O projeto foi dividido em diversas etapas, sendo as seis primeiras focadas apenas na parte de câmeras e monitoramento. A Instituição optou por soluções com um nível de qualidade extremamente elevado, selecionando apenas câmeras da Hanwha Techwin, sendo 110 câmeras IP com resolução 4K de 12MP (4000×3000), 6 câmeras IP PTZ também com resolução 4K (3840 x 2160 pixels), 36 câmeras IP com 4MP (2688 x 1520 pixels) e 54 câmeras IP com 2MP FULL HD (1920 x 1080 pixels).

“Desde o início o Mackenzie sempre deixou claro para nós que queria o que há de melhor no mercado, não queriam soluções paliativas, mesmo que para isso precisasse fracionar o projeto para caber no orçamento. Estamos há quatro anos trabalhando nessas seis etapas e em nenhum momento tivemos qualquer tipo de ruído”, explicou Diogo Lopes, diretor comercial e de projetos da Domatus – Segurança, Tecnologia e Integração, empresa responsável pelo projeto. “Instalamos as soluções mais modernas em termos de resolução, é um projeto ímpar no Brasil, não há nenhuma instituição de ensino no país que tenha utilizado esse tipo de equipamento e nessa quantidade, é algo inédito, feito apenas pelo Mackenzie”, completou Diogo.

Além de contaram com resolução 4K, as câmeras possuem zoom óptico de 20x, protocolo IP66 e IK10, sistema de compressão H.265, função WDR verdadeiro, auto tracking, além de rotação infinita de 360° e controle de inclinação de 190° nas câmeras PTZ. “Com as câmeras da Hanwha Techwin de 12MP conseguimos ver até o rejunte da piscina, o detalhe do paralelepípedo, placas de veículos. Com imagens com tamanha nitidez o operador de monitoramento não tem dificuldade nenhuma em tomar uma decisão, já que as imagens geradas pelo sistema dão a certeza do que está vendo”, falou o diretor da Domatus.

Para garantir ainda mais segurança, foi criada uma rede específica para a área de segurança totalmente separada da rede de dados. Todo o sistema é alimentado por switches PoE da Allied Telesis e todos os pontos são certificados com cabeamento CAT6 GIGALAN e fibra óptica da Furukawa.

Os servidores da Hewlett Packard armazenam 180 terabytes de gravação contínua por 30 dias e os operadores gerenciam todas as imagens no VMS Digifort.

Cabe ressaltar que todo a estrutura de segurança possui ainda um sistema inteligente de nobreaks que permite operar por mais de 4 horas todo o sistema em caso de quedas de energias.

“Decidimos utilizar as câmeras da Hanwha Techwin, além da resolução, por causa do protocolo H265 e o WiseStream que compacta muito as imagens, com isso conseguimos reduzir o tráfego de rede, reduzimos o investimento em equipamentos e também de armazenamento. Temos dois storages para fazer o armazenamento, um principal e outro secundário, sendo o segundo para arquivamento e backup, caso ocorra algum problema no storage principal, dessa forma nós temos um segundo nível de segurança”, contou Aldo Reis, diretor de Tecnologia da Domatus.

A sexta etapa do projeto está em andamento, trata-se da instalação de câmeras 4K de 12MP dentro das mais de 200 salas de aulas da Instituição e a ampliação da sala de monitoramento, que passará de 12 para 24 telas da Samsung com resolução 4K.

“O Mackenzie Brasília é uma das poucas instituições que fazem monitoramento ativo preventivo ao invés de reativo. Depois da instalação das soluções, o número de incidentes caiu absurdamente e os operadores conseguem resolver os conflitos facilmente, por isso estamos nos dedicando tanto a parte de monitoramento, para depois partirmos para os outros componentes, como os analíticos de vídeo e inteligência artificial. O desenho da solução, projetada desde o início para permitir escalabilidade, interoperabilidade, qualidade e robustez, permitirá ao Mackenzie agregar ao sistema hoje existente tecnologias totalmente inovadoras e integradas, com grande qualidade. Esse cenário só será possível por conta da tecnologia de ponta utilizada em todo o projeto”, explicou Diogo Lopes.

A próxima fase, que está em negociação, será a instalação de um novo controle de acesso, que passará de um controle humano para algo automatizado. A ideia é instalar catracas Digicon que ficam constantemente abertas realizando reconhecimento facial e só bloqueiam a passagem das pessoas que não estiverem com o acesso autorizado. A solução MorphoWave – onde não há contato, da IDEMIA, também está sendo cotada para o projeto para a autenticação biométrica.

“O novo sistema de segurança tornou o Mackenzie Brasília uma das instituições educacionais mais seguras de Brasília. Nosso objetivo está se cumprindo, que é proporcionar segurança para os nossos alunos e colaboradores”, finalizou Alexandre Caetano.

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