Os investimentos dos municípios brasileiros em segurança pública cresceram 72,7% em termos reais entre 2016 e 2025, passando de R$ 7,97 bilhões para R$ 13,77 bilhões, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. O avanço evidencia uma participação cada vez maior das administrações municipais em ações de prevenção, monitoramento e melhoria da segurança nos espaços urbanos.
Apesar do crescimento acumulado na última década, as despesas municipais apresentaram uma redução pontual de 2,9% entre 2024 e 2025, quando passaram de R$ 14,18 bilhões para R$ 13,77 bilhões. Ainda assim, o patamar permanece significativamente superior ao registrado em 2016 e reforça o protagonismo crescente dos municípios no desenvolvimento de políticas e infraestruturas voltadas à segurança pública.
O avanço do protagonismo municipal ocorre em um contexto no qual a segurança pública passou a envolver não apenas policiamento e videomonitoramento, mas também intervenções na infraestrutura das cidades. Medidas como a modernização da iluminação pública, a ocupação qualificada dos espaços urbanos e a integração entre luminárias, câmeras e sensores podem contribuir para ampliar a visibilidade, reduzir áreas vulneráveis e produzir informações para a gestão municipal.
O próprio Anuário destaca evidências de que mudanças na infraestrutura urbana podem influenciar a ocorrência de crimes. Um estudo citado pela publicação identificou que a modernização da iluminação pública com tecnologia LED em São Paulo esteve associada a uma redução de 36,9% nos furtos de celulares durante o período noturno nas áreas contempladas pelo programa. O resultado reforça o papel da iluminação como parte das estratégias de prevenção situacional, voltadas a reduzir oportunidades para a prática de crimes por meio da transformação do ambiente urbano.
“Quando falamos em iluminação pública, não estamos tratando apenas de substituir uma lâmpada por outra mais eficiente. Uma cidade bem iluminada amplia a visibilidade das vias, favorece a circulação e a ocupação dos espaços públicos e pode contribuir para reduzir situações de vulnerabilidade, especialmente no período noturno”, afirma Marco Meirelles, Diretor Comercial e Marketing no Grupo Pumatronix.
Segundo o especialista, a evolução tecnológica também permite que a iluminação deixe de funcionar como uma estrutura isolada. Sistemas de telegestão possibilitam acompanhar remotamente o funcionamento dos pontos de luz, identificar falhas, programar níveis de luminosidade e direcionar equipes de manutenção com maior rapidez. Com isso, os municípios podem reduzir o tempo em que ruas e avenidas permanecem com luminárias apagadas ou operando abaixo da capacidade necessária.
“A falta de iluminação em um ponto específico pode demorar a ser percebida quando a gestão depende exclusivamente de vistorias ou reclamações da população. Com a telegestão, o município passa a receber informações sobre o funcionamento da rede e pode agir de forma mais rápida, evitando que áreas permaneçam no escuro por longos períodos”, explica.
A tecnologia também permite ajustar a intensidade da iluminação de acordo com as características e os horários de uso de cada região. Áreas de grande circulação, pontos de transporte público, praças, vias de acesso e locais com maior movimentação noturna podem receber configurações específicas, conciliando eficiência energética, qualidade da iluminação e planejamento urbano.
Nesse cenário atua a SmartGreen, empresa do Grupo Pumatronix especializada em telegestão de iluminação pública , com mais de 500 mil pontos de telegestão ativos no País. A companhia desenvolve sistemas de telegestão capazes de conectar e monitorar a infraestrutura de iluminação pública, oferecendo aos gestores dados sobre o desempenho da rede e condições para planejar manutenções, corrigir falhas e administrar os pontos de luz de maneira mais eficiente.
Para o especialista, a tendência é que os investimentos municipais em segurança sejam direcionados cada vez mais a projetos integrados. “Iluminação, videomonitoramento e sensores não precisam funcionar como estruturas independentes. Quando a cidade conecta essas tecnologias e reúne as informações em uma mesma estratégia de gestão, passa a ter mais capacidade para identificar problemas, priorizar recursos e tornar os espaços urbanos mais seguros e bem administrados”, conclui.

