Indicator investe R$ 4 mihões na Monuv, 1º aporte do fundo de IoT ancorado pelo BNDES e Qualcomm

Com rodada de R$ 4 milhões companhia pretende ampliar leque de opções de análise de imagens de câmeras de segurança com inteligência artificial

Um mês e meio depois de ser lançado oficialmente, o Indicator 2 IoT FIP, fundo de investimento em startups de internet das coisas (IoT) gerido pela Indicator Capital, que tem como cotistas o BNDES e a Qualcomm, fechou seu 1º aporte.

A escolhida foi a paulistana Monuv. O cheque é de R$ 4 milhões – um “late seed” robusto, nas palavras de Derek Bittar, sócio-fundador da Indicator.

Segundo ele, o aporte foi quase uma questão de honra para a gestora. Derek conhece Camila Rissi e Bruno Freitas, que fundaram a startup, há mais de 2 anos e conversavam muito desde então. Mas não tinha rolado um “match” para o 1º fundo da gestora – que tem nomes como Iugu, IOUU e Arvore. Agora, chegou a hora. “Ela reflete uma boa parte da tese de IoT. Se enquadrando em segurança, cidades inteligentes e plataformas”, diz.

Quem é a Monuv?

Nascida em 2014, a companhia aplica visão computacional e machine learning (duas vertentes da inteligência artificial) para analisar imagens captadas por câmeras de segurança (das mais antigas às mais recentes) e gerar inteligência a partir delas.

Em termos práticos, isso significa que ao invés de ter uma pessoa olhando para uma tela durante horas, dá para definir o que máquina deve procurar e como ela deve agir caso alguma coisa aconteça. Também é possível contar o número de pessoas que passam por um estabelecimento.

O recurso não é novo. Lembro de já ter visto isso em funcionamento há uns 5 ou 6 anos. E shoppings, estacionamentos já usam a tecnologia. A questão é que isso demanda equipamentos específicos e ainda caros.

A “mágica” da Monuv é incluir a computação em nuvem na jogada. As imagens capturadas pelas câmeras são enviadas para processamento centralizado e o resultado disso é enviado de volta para o usuário. Isso permite que mesmo os equipamentos mais antigos possam se tornar inteligentes. São mais de 50 marcas homologadas.

Modelo de negócios

O modelo de negócios é o de software como serviço (SaaS), com pagamento por tipo de recurso usado. O custo é de cerca de R$ 250 por mês. A receita recorrente anual está na casa de R$ 3,5 milhões, com 10 mil equipamentos conectado em clientes como Brinks e Grupo Souza Lima. A maior base é de empresas, mas consumidores também podem contratar.

A compra e a instalação são feitas por meio de parceiros, os “monuvers”. São 7 mil espalhados por todo o Brasil. “É um modelo Uber. E o instalador fica com uma parte da receita recorrente gerada”, conta Camila, cofundadora e presidente da companhia.

Atualmente, são 5 inteligências disponíveis (leitura de placa de carros, abandono de posto, contagem de pessoas na cena, time-lapse de obras e alarme de detecção de pessoas) e a ideia é usar parte dos recursos da rodada para desenvolver novas opções. Estão previstas mais 12.

Segundo Camila o objetivo é triplicar o tamanho do negócio nos próximos 12 meses. Além da conquista de novos clientes, a ideia é aprofundar o relacionamento com quem já está na base, o que ajuda a melhorar a rentabilidade da operação. “O modelo de negócios fica sexy com essa possibilidade de crescimento que nunca acaba”, brinca ela.

Em 2019 a Monuv passou pelo programa de aceleração da Liga Ventures.

Fundo de IoT

O foi criado pelo BNDES e pela Qualcomm em 2019. A ideia inicial era levantar R$ 160 milhões, sendo metade desse montante vindo do BNDES e da Qualcomm para investir em 14 empresas. Mas a captação foi bem maior: R$ 240 milhões. Entre os investidores estão Banco do Brasil, Multilaser, Motorola/Lenovo e Vivo Telefônica. A ideia é financiar a expansão de 30 empresas.

Segundo Derek, a marca de 7 investimentos por ano deve ser alcançada. “Já estamos finalizando um novo aporte. Temos um term sheet caminhando e outro para preparar”, conta.

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