O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou que investirá US$ 115 milhões (o equivalente a cerca de R$ 617 milhões) em tecnologia antidrone para garantir a segurança aérea do país durante a Copa do Mundo de 2026, assim como ao longo das comemorações dos 250 anos da independência americana, que também ocorrerá este ano.
A quantia foi injetada em um novo escritório do departamento focado em “adquirir e implantar rapidamente drones e tecnologias antidrone”. No mês passado, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), que também faz parte do órgão governamental, destinou US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 trilhões) aos 11 estados que receberão jogos da Copa do Mundo para a compra de equipamentos que protegerão o espaço aéreo.
“Os drones representam a nova fronteira da superioridade aérea americana”, afirmou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, em uma publicação no X, antigo Twitter.
Hoje disponíveis facilmente em sites para o grande público, os drones têm se tornado uma grande preocupação para autoridades governamentais desde o início de sua popularização. A utilização desses aparelhos eletrônicos voadores em espaço público já é uma questão antiga entre as autoridades americanas.
Em janeiro do ano passado, um homem lançou um drone sobre um estádio em Baltimore, durante um jogo da NFL, o que fez com que a partida fosse paralisada por alguns minutos. Já em novembro de 2024, moradores de Nova Jersey ficaram assustados ao avistarem diversos drones por vários dias seguidos no céu do estado.
A Copa do Mundo deste ano, que terá os Estados Unidos como sede junto de Canadá e México, trouxe ainda mais pressão sobre os órgãos responsáveis pela segurança pública no país. Segundo a empresa de dados de viagem Tourism Economics, mais de um milhão de estrangeiros são esperados para assistir as competições no país norte-americano.
O DHS, que é responsável pela segurança de eventos de grande porte nos EUA, agora busca focar também nas demandas anti-imigração do governo Trump. A compra dos novos equipamentos surge, ainda, como uma resposta à crescente sofisticação tecnológica dos cartéis de drogas da América Latina, que também se utilizam desses aparelhos para contrabando e vigilância de autoridades.

