Após duas décadas de domínio no segmento de aviões de ataque leve, a Embraer anunciou uma nova função para o A-29 Super Tucano: atuar como caçador de drones, uma demanda crescente entre países europeus preocupados com o avanço das tensões militares com a Rússia.
A novidade foi apresentada nesta semana durante a feira Dubai Air Show, nos Emirados Árabes Unidos. A fabricante brasileira incorporou ao turboélice tecnologias capazes de detectar e neutralizar aeronaves não tripuladas de forma eficaz e com baixo custo operacional.
O argumento da Embraer é direto: derrubar drones com caças de última geração é caro e ineficiente. Um exemplo recente foi a interceptação de um drone na Polônia por um F-35 holandês, que usou um míssil AIM-9X avaliado em US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) para destruir uma aeronave estimada em US$ 10 mil (R$ 52 mil).
Em contraste, o Super Tucano tem custo de voo de cerca de US$ 1.500 (R$ 7.900) por hora — uma fração dos US$ 40 mil (R$ 211 mil) de um caça supersônico. O modelo já vem equipado com duas metralhadoras calibre .50 e agora pode usar foguetes guiados a laser, como o APKWS-2 da britânica BAE Systems, que custa pouco mais de US$ 20 mil (R$ 105 mil) por unidade.

