O Ministério da Defesa da Colômbia oficializou, na última sexta-feira, o lançamento de um projeto estratégico de US$ 1,68 bilhão para a implementação de um “escudo antidrone”. A iniciativa visa proteger o território nacional contra ataques de aeronaves não tripuladas operadas por grupos armados ilegais que atuam no país.
O projeto surge como resposta direta à evolução tecnológica do conflito interno colombiano, que já perdura seis décadas e envolve forças de segurança, guerrilhas de esquerda, gangues criminosas e cartéis de drogas.
Fases e Aporte Inicial
De acordo com o ministro da Defesa, Pedro Sanchez, a primeira fase do projeto já conta com um orçamento aprovado de US$ 271,1 milhões. “A Colômbia está embarcando em uma das estratégias mais ousadas e inovadoras para nossa segurança e defesa nacional”, afirmou Sanchez em comunicado oficial.
Na última sexta-feira, o governo realizou uma reunião em Bogotá com países e empresas do setor de defesa interessados no projeto, embora detalhes técnicos e nomes de fornecedores ainda não tenham sido revelados.
Escalada de ataques com explosivos
Estatísticas oficiais apontam um cenário crítico entre 2024 e 2025:
• 264 ataques realizados por drones carregados de explosivos.
• Foco geográfico: As ocorrências concentram-se em áreas de selva densa e regiões montanhosas, locais estratégicos para o cultivo de coca.
• Autoria: As investidas são atribuídas a guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das FARC.
• Impacto humano: O uso de vetores aéreos não tripulados resultou na morte de 15 soldados e deixou outros 153 feridos no período mencionado.
Modernização da Defesa Aérea
O anúncio do escudo antidrone complementa o esforço de reequipamento das forças armadas colombianas. Em novembro, o país já havia firmado um acordo de 3,1 bilhões de euros (US$ 3,6 bilhões) com a fabricante sueca Saab para a aquisição de 17 caças Gripen, com entregas previstas para os próximos cinco anos.

