Na hora de escolher onde morar sozinho, segurança e qualidade de vida caminham lado a lado. De acordo com um estudo recente, que ouviu brasileiros de todas as regiões, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais lideram as preferências nacionais quando o assunto são os melhores estados para se viver de forma independente — já que, na percepção dos entrevistados, estariam entre os mais seguros do Brasil.
Além de compartilharem certa sensação de tranquilidade, para os respondentes, os destinos acima reuniriam ao menos quatro fatores de peso para quem pretende se mudar pela primeira vez: um custo de vida acessível, oportunidades de emprego e educação, clima agradável e boas opções de lazer, aspectos que ajudam a torná-los ainda mais atrativos.
Os dados são da Verisure, empresa de alarmes monitorados que, nas últimas semanas, buscou entender os desafios, motivações e hábitos de quem vive por conta própria no país. A pesquisa mostra que, além de influenciar a rotina, a segurança também tem peso relevante na forma como esse público organiza sua vida e escolhe onde morar sem a companhia de outras pessoas.
Da privacidade à autonomia: afinal, por que morar sozinho?
Em meio a diversas mudanças comportamentais, econômicas e culturais nas últimas décadas, os dados divulgados pela Verisure apenas confirmam uma impressão geral: seja por escolha ou necessidade, morar sozinho vem se tornando uma experiência cada vez mais comum entre os brasileiros — como já indicado pelo IBGE, que registrou um salto de 52% no número de pessoas vivendo por conta própria no país no intervalo de 12 anos.
Na prática, como revelaram os entrevistados durante o levantamento, essa experiência já faz parte da realidade (ou dos planos) de boa parte da população. De um lado, 6 em cada 10 respondentes afirmaram morar ou já ter morado sozinhos no passado, enquanto 14,4% revelaram que pretendem vivê-la no futuro.
Mas, afinal, o que leva os brasileiros a optarem por essa decisão atualmente? Entre os principais motivos, o destaque vai para a busca por mais privacidade no dia a dia (59,2%), seguida pela autonomia na rotina e na tomada de decisões (49%). A melhoria na qualidade de vida, incluindo conforto, organização e lazer, também aparece como fator relevante para 33,6% dos ouvidos pela Verisure.
Entre quem já passou pela experiência, dicas e aprendizados parecem não faltar. Quando o assunto são conselhos para quem pretende viver de forma independente pela primeira vez, 62,4% dos entrevistados recomendam aproveitar a liberdade para se desenvolver, enquanto outros reforçam a importância de cuidar da saúde e do bem-estar (54%).
5 em cada 10 deles também destacam a necessidade de estar próximo dos amigos e familiares — o que ajuda não apenas a evitar a solidão, mas garantir mais segurança no dia a dia.
De Santa Catarina a Minas Gerais: os melhores destinos para quem quer morar sozinho
Sendo a segurança um fator central na rotina de quem mora ou pretende morar sozinho, a Verisure revela que essa preocupação também influencia decisões de longo prazo, como a escolha de onde viver. Não por acaso, 6 em cada 10 respondentes afirmam que se mudariam por si só para outros estados no futuro — movimento que, para muitos, passa necessariamente pela busca por locais considerados mais seguros.
Nesse contexto, alguns destinos se destacam na percepção dos brasileiros. Estados como Santa Catarina (32,8%), Rio Grande do Sul (21,4%) e Minas Gerais (20,6%) aparecem entre os mais bem avaliados na pesquisa quando o assunto é segurança, combinando qualidade de vida e maior sensação de proteção.
Mas a percepção positiva desses destinos não se explicaria apenas pela segurança. Para os entrevistados, além da aparente tranquilidade, estados como esses também reuniriam outros fatores importantes para quem deseja morar sozinho, como um custo de vida mais acessível, melhores oportunidades de emprego e educação e características ligadas ao clima, lazer e cultura.
Metodologia
Para compreender as percepções e experiências dos brasileiros sobre morar sozinho, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que abordaram as razões para se viver de forma independente, seus principais desafios e os destinos considerados mais seguros para os brasileiros. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.

