Vigilância preventiva amplia a proteção de áreas externas nas cidades brasileiras

Totens inteligentes combinam tecnologia, presença física e monitoramento contínuo para antecipar riscos em espaços abertos


A segurança em áreas externas, como ruas, praças, acessos e estacionamentos, tem se consolidado como uma das principais preocupações da população brasileira. Segundo pesquisa Genial/Quaest, realizada em novembro de 2025, 38% dos brasileiros apontaram a violência como sua maior inquietação nacional, à frente de temas como economia, saúde e educação.

Esse cenário tem impulsionado a busca por alternativas capazes de ampliar a proteção fora dos limites dos imóveis. De acordo com Walter Uvo, Head da Divisão de Proteção Perimetral Externa (PPE) da Emive&Co, especializada em tecnologia e segurança eletrônica, soluções de vigilância preventiva vêm ganhando espaço ao integrar tecnologia, presença física e operação especializada de forma contínua.

“Grande parte das situações de risco se desenvolve fora dos imóveis, em áreas abertas e de circulação”, explica o executivo. “A vigilância preventiva parte do princípio de que é possível identificar sinais de alerta e agir antes que o problema se concretize.”

Tecnologia aplicada ao espaço urbano

Entre as iniciativas adotadas estão os totens de monitoramento inteligente, estruturas instaladas em áreas externas que utilizam sensores de imagem com inteligência artificial aliados ao monitoramento humano 24 horas por dia. As soluções também podem contar com integração com autoridades locais, como a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o sistema Hélios, em Belo Horizonte (MG), além do Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo.

O objetivo vai além do simples registro de imagens. A tecnologia atua na identificação de padrões e situações que demandam atenção imediata, priorizando eventos relevantes para análise. Já em operação em cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Trancoso, os totens utilizam inteligência artificial para identificar eventos como intrusão, aglomeração, perambulação e comportamentos suspeitos, que são analisados por operadores especializados da central de monitoramento.

“A tecnologia ajuda a filtrar o que realmente importa, enquanto a análise humana garante leitura de contexto e tomada de decisão adequada”, afirma Uvo. “Esse equilíbrio reduz alertas desnecessários e torna a vigilância mais eficiente.”

Além do componente tecnológico, a presença física dos equipamentos exerce papel estratégico na segurança. Estruturas visíveis e distribuídas pelo ambiente tendem a funcionar como elemento dissuasivo, inibindo ações oportunistas e contribuindo para a sensação de proteção no entorno.

“A segurança externa não é única nem padronizada. Cada ambiente exige um desenho específico de vigilância”, conclui o executivo. “Quando a solução é adequada ao contexto, a proteção se torna mais eficiente e proporcional ao risco.”

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