Tipos de RAID mais utilizados no mercado de segurança

Por Adriano Oliveira

Quando falamos em gravação de imagens em CFTV, alguns tópicos devem ser levados em consideração. Podemos citar, como exemplo, a quantidade de tempo em que as imagens devem ser mantidas. Acontece que os gravadores de imagem de câmeras de vigilância no mercado utilizam disco rígido para fazer as gravações e tais discos estão sujeitos aos desgastes inerentes ao seu uso constante.

Para driblar problemas de falhas em discos rígidos, equipamentos de gravação e storages usados em CFTV tem adotado a tecnologia RAID (do inglês, Redundant Array of Independent Disks, ou “Matriz Redundante de Discos Independentes”). Trata-se de uma tecnologia que permite algum nível de redundância entre os discos para proteger os dados em caso de falha de um deles.

Abaixo são descritas as opções mais utilizadas em DVRs e NVRs no mercado:

RAID 0: Striping

Ironicamente, aqui não existe redundância – o RAID 0, também conhecido como striping, apenas distribui a gravação de dados entre os discos. Por exemplo, se dois discos forem instalados em um DVR (Digital Video Recorder) e o RAID 0 for habilitado, parte dos dados serão gravados em um disco e a outra parte no outro disco. Caso um dos discos apresente problemas, todos os dados serão perdidos.

A vantagem da utilização do RAID 0 é que a escrita e leitura nos discos passa a ser mais rápida aumentando o desempenho do sistema.

RAID 0 (não há redundância)

RAID 1: Espelhamento

No caso do RAID 1 a redundância é total, tudo o que for gravado em um disco é gravado também no segundo, por isso, esse tipo de RAID também é conhecido como espelhamento.

O efeito colateral desse tipo de redundância é que a capacidade de armazenamento caí pela metade. Ou seja, se há a necessidade de, por exemplo, 10TB de gravação de dados no sistema, será necessário implementar 20TB.

No entanto, se um disco falhar, nenhum dado será perdido.

RAID 1 – Redundância total

RAID 5: Paridade

Distribuída Esse tipo de RAID divide a gravação dos dados entre os discos e, utilizando um algoritmo de paridade, consegue um alto nível de redundância. Caso um dos discos apresente defeito, é possível recuperar os dados perdidos a partir dos blocos de paridade presentes nos demais discos.

No exemplo abaixo, vemos quatro discos, cada um dividido em quatro partes sendo que, em cada um dos discos, uma dessas partes é usada para armazenar as informações referentes à paridade.

Caso um dos discos venha a apresentar problema, o sistema precisará executar continuamente o algoritmo para determinar o conteúdo do disco perdido e o seu desempenho será menor.

Equipamentos de storage que trabalham com RAID 5 muitas vezes também suportam a função “Hot Swap” que permite que um disco com defeito seja substituído sem a necessidade de desligar o aparelho.

O RAID 6 trabalha da mesma forma que o RAID 5, porém consegue recuperar as informações de até dois discos que venham a apresentar problemas.

RAID 5: Paridade Distribuída

RAID 1 + 0

Esse tipo de RAID faz a junção de dois tipos de RAID e é chamado também de RAID 10.

Nesse tipo de RAID, é utilizado o RAID 1 fazendo espelhamento entre os discos, porém, rodando em paralelo mais um sistema que recebe metade dos dados em uma divisão similar ao RAID 0 como podemos ver na ilustração abaixo:

Caso necessário, seu projeto de CFTV deve contemplar o uso de uma tecnologia para proteção dos dados em caso de falha de disco, várias marcas hoje já disponibilizam a tecnologia RAID em seus gravadores e a escolha de um equipamento com redundância de disco pode fazer a diferença na qualidade da gravação de seu monitoramento.

RAID 1 + 0 – Junção de dois tipos de RAID

Adriano Oliveira é pós-graduado (MBIS) em Segurança da Informação, graduado em tecnologia com especialização em redes de computador. Atua há 20 anos na área de tecnologia como instrutor, consultor e suporte e há 16 anos na área de segurança eletrônica. Trabalha atualmente na Hikvision do Brasil e mantém o Canal Hardware Magazine.

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