Autenti.ca, empresa criada pelo brasileiro Carlos Vidal, integra entrada, registro de chegada e comunicação com famílias em uma única solução com identificação biométrica
Cartão magnético, cadastro de digital, aplicativo separado para cada serviço: a rotina de identificação em uma escola costuma somar sistemas que não se comunicam entre si. A Autenti.ca, plataforma desenvolvida pela empresa Third Factor Authentication Inc. (3FA), propõe substituir essa fragmentação por um único ponto de reconhecimento — a palma da mão do aluno.
A tecnologia já está em uso nas unidades do Colégio New Way em João Pessoa e Campina Grande (PB). Ao chegar à escola, o aluno tem sua presença registrada automaticamente por meio do reconhecimento da palma da mão; a equipe pedagógica acompanha as informações em tempo real e envia avisos às famílias pelo WhatsApp. Há ainda a possibilidade de o mesmo registro ser utilizado para pagamentos na cantina e para controle de presença e de acesso a outros espaços da escola, como a biblioteca ou cabines de estudo. O sistema da Autenti.ca só libera a coleta das informações biométricas dos alunos após o registro do consentimento dos responsáveis, e essas informações são criptografadas imediatamente, ainda nos dispositivos, antes de serem enviadas para servidores localizados no Brasil.
“A proposta não é adicionar mais uma tecnologia à escola; é otimizar a comunicação com os pais e, ao mesmo tempo, remover a fricção que cartões, senhas e cadastros separados geram no dia a dia, resultando em uma operação mais eficiente para a gestão da escola. Quando a identificação é feita de forma única, a gestão da escola é simplificada e a família pode receber informações em tempo real”, explica Carlos Vidal, cofundador da 3FA e responsável pelo desenvolvimento e pela implementação da Autenti.ca”, explica o cofundador Carlos Vidal.
Por trás da criação e do aperfeiçoamento da solução para as escolas está a experiência de Carlos Vidal em inteligência artificial embarcada: ele lidera projetos de IA no CERC@MARC, centro de pesquisa automotiva da McMaster University (Canadá), aplicando tecnologia semelhante — o processamento embarcado no próprio dispositivo — a sistemas de baterias de veículos elétricos e sistemas de transporte.

