Tecnologia 5G vai além de ampliar conectividade

Por Diego Cecchinato

Em um momento em que muito se ouve falar a respeito de 5G no Brasil, seja sobre o leilão de frequências, marcado para o ano que vem, seja sobre testes de operadoras de telefonia com essa inovadora tecnologia que já estão acontecendo, ainda notamos que o debate acerca do uso das redes está extremamente direcionado à questão da conectividade. Faz todo sentido, afinal é uma solução “game changer”, capaz de modificar a forma como avaliamos o mundo conectado. Mas o 5G vai muito além de ser extremamente veloz!

Não há o que discutir: o 5G vai melhorar drasticamente a experiência do usuário, proporcionando maior velocidade no transporte de dados, mas vai também remodelar o mercado de segurança.

Atendendo ao crescente apetite por conectividade

Falemos primeiro sobre conectividade: hoje, um smartphone comum gera 1,6 GB de tráfego por mês, número que deverá subir para cerca de 7GB até 2021. Cabe a ele um papel cada vez mais predominante de centrais de mídia e entretenimento – quer seja como comunicação online, download de conteúdo ou streaming de vídeos.

Pois o 5G popularizará o acesso a tecnologias ainda mais inovadoras: realidades virtual e aumentada. É por meio dele que será possível oferecer largura de banda, processamento de dados, consistência, mobilidade e velocidade que o 4G, por exemplo, ainda não é capaz de proporcionar.

Não para por aí! À medida que a tecnologia evolui, objetos conectados vão desempenhar um papel cada vez mais importante no nosso dia a dia – de semáforos a carros conectados, de fábricas a medidores de gás e água. A lista não tem fim. A proliferação desses objetos inteligentes aumenta nossa necessidade coletiva por melhor e mais rápida conectividade, independentemente de sua localização.

O aspecto da segurança

Contamos com a conectividade para o entretenimento, a comunicação e a simplificação das nossas vidas, mas um quesito muito importante é a segurança. A conectividade também nos mantém seguros. Se você já foi a um grande festival de música, uma feira de indústria ou qualquer evento que reúne uma enorme quantidade de pessoas, provavelmente já vivenciou o lado negativo do status de conectividade atual. Você não consegue fazer ou receber ligações, as mensagens de texto ficam bloqueadas em sua caixa de saída – tudo isso por causa da supersaturação da rede.

Se incluirmos um grave incidente de segurança pública nessa conta – um desastre natural, um acidente – a segurança pública torna-se uma grande preocupação. Felizmente, com a chegada do 5G, chega também o conceito de fatiamento. Neste futuro cenário, várias redes podem operar em paralelo – comunicação crítica para policiais e bombeiros, IoT em massa, e as redes de banda larga móvel – e os recursos podem ser realocados dinamicamente, para garantir que certas redes tenham conectividade ideal, independentemente das circunstâncias.

Os cartões SIM físicos também estão evoluindo para fortalecer a nossa segurança no novo mundo 5G. Por exemplo, o número de International Mobile Subscriber Identity (Identidade Internacional de Assinante Móvel, IMSI) – um número que é único para cada usuário móvel – será criptografado para garantir a privacidade do assinante.

Aqui, ali, em todo lugar!

Quando falamos de tecnologia 5G, as estatísticas são repletas de muitos zeros. Estamos falando de uma previsão de 25 bilhões de objetos conectados até 2025, capaz de gerar ganhos muito altos de conectividade, ao mesmo tempo em que se diminui o consumo de energia e reduz-se a exigência de banda. Caminhamos muito desde os primeiros passos da conectividade, a rede 1G, e estamos há poucos meses de transformar o 5G de “tecnologia do amanhã” para a “conexão do nosso agora”.

Diego Cecchinato
Vice-Presidente Sênior de Mobile Operators da IDEMIA para América Latina, e Stéphane Jacquelin, diretor de negócios avançados da IDEMIA

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