Há poucas semanas, o governo do Rio de Janeiro anunciou a compra de 80 sistemas anti-drone para combater o avanço de facções criminosas que utilizam aeronaves não tripuladas em operações ilegais. Os equipamentos serão usados para impedir que quadrilhas transportem drogas e celulares para dentro de presídios, monitorem a movimentação de policiais em tempo real e até lancem artefatos explosivos contra alvos estratégicos.
O episódio escancara uma realidade que já vinha se consolidando em silêncio: os drones deixaram de ser apenas ferramentas de inovação em setores como agricultura e logística para se transformar em um dos maiores desafios de segurança pública e corporativa.
“Um drone pode percorrer 300 metros em apenas cinco segundos. É extremamente desafiador para um sistema de vigilância tradicional reagir a essa velocidade sem o apoio de tecnologias específicas”, explicou Hen Harel, CEO da Ôguen, empresa brasileira que distribui tecnologias israelenses de defesa e segurança.
Quando o céu deixa de ser seguro
A ameaça não se restringe a operações policiais. Durante a reunião do G20, em 2024, realizada no Rio, drones não autorizados foram flagrados sobrevoando áreas restritas mesmo com o espaço aéreo fechado. Em zonas de conflito, como a Guerra da Ucrânia, os drones já provaram ser armas improvisadas: muitos fabricados artesanalmente, sem qualquer padrão de frequência, usados para espionagem e ataques de precisão.
Esse cenário desmontou um mito da segurança: proteger muros, cercas e câmeras não basta mais. Se antes a preocupação era apenas terrestre, agora o céu também virou um vetor de risco. E é aí que surge um novo conceito: a Segurança Perimetral 3D.
Visão de segurança em três dimensões
Na prática, o conceito significa ampliar a proteção perimetral para múltiplas camadas. A Ôguen, que já atua no Brasil com radares Magos, minas eletrônicas subterrâneas e drones de vigilância, agora fortalece a defesa contra ameaças aéreas com o sistema R2 Wireless, uma tecnologia de radiofrequência passiva capaz de detectar e neutralizar a ação de drones invasores.
“Os sistemas atuais dependem de conhecer o protocolo ou a frequência de um drone para conseguir detectá-lo. Mas o mundo real já não funciona assim. Existem drones que mudam de frequência em pleno voo ou que são montados em oficinas clandestinas, sem fabricante e sem padrão. Dessa forma, as soluções convencionais ficam obsoletas rapidamente”, afirmou Hen Harel.
O R2 Wireless rompe essa barreira: a solução é capaz de identificar drones de qualquer tipo, em qualquer frequência, sem necessidade de pré-configuração. Mais do que isso, localiza não só o drone, mas também o controle remoto que o comanda.
Impacto para setores estratégicos
Se na segurança pública os drones já se tornaram um problema, o risco não é menor para o setor privado. Usinas fotovoltaicas, parques eólicos, subestações elétricas, portos, aeroportos, centros de distribuição e até condomínios horizontais estão vulneráveis a espionagem aérea, sabotagem ou monitoramento ilegal.
Em data centers, por exemplo, drones podem captar sinais e tentar ataques de interceptação. Em presídios, o transporte de celulares e drogas por via aérea já é uma realidade. Em fronteiras, aeronaves não tripuladas atravessam áreas de fiscalização levando cargas ilícitas.
É justamente nessas aplicações que a Segurança Perimetral 3D ganha relevância: combinar proteção terrestre e aérea para reduzir riscos operacionais e financeiros.
Com alcance de até 7 quilômetros e a capacidade de rastrear 20 ameaças simultâneas, o R2 Wireless devolve às operações críticas tempo de reação. Integrado à lógica da Segurança Perimetral 3D, ele amplia a vigilância para além do solo e antecipa riscos que até pouco tempo passavam despercebidos no céu.
“A criminalidade já incorporou o uso de drones como ferramenta. O desafio não é mais discutir se eles representam risco, mas sim como criar barreiras tecnológicas que devolvam vantagem estratégica a quem precisa proteger suas operações. Por isso a necessidade de adotar soluções que se antecipem à criatividade do criminoso”, finalizou o CEO.
Para conhecer mais sobre o R2 Wireless, acesse: https://oguen.com/r2-wireless-tecnologia-anti-drone.

