Segurança com alta tecnologia em subestações brasileiras

Parceria estratégica entre a Eletrobras Chesf e a Avantia resultou em um avançado sistema de vigilância com radares perimetrais e câmeras, fortalecendo a proteção de centenas de subestações e garantindo a confiabilidade do fornecimento elétrico em diversas cidades do Brasil

Por Fernanda Ferreira

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Eletrobras Chesf), empresa controlada da Eletrobras, atua na geração, transmissão e comercialização de energia em alta tensão, sendo uma das maiores geradoras de energia elétrica do Brasil, com um parque de mais de 10 mil megawatts (MW) de capacidade instalada. Ao todo, são mais de 160 instalações, sendo 124 subestações de grande porte presentes em todos os estados da região Nordeste do país, responsáveis por abastecer centenas de cidades em diversos estados brasileiros. 

Uma operação dessa magnitude precisa de um sistema de segurança eficiente em suas propriedades, considerando que qualquer falha – operacional ou eventos externos – pode acarretar em danos incalculáveis tanto para a sociedade como para a organização. 

Anteriormente, o sistema de segurança da Eletrobras Chesf era baseado em recursos humanos, como vigilantes armados. No entanto, conforme revelado por estudos e registros internos da empresa, essa abordagem se mostrou insuficiente diante das demandas crescentes e da importância vital dos equipamentos eletrônicos. “Mesmo que apenas eventos pontuais de invasões tenham ocorrido, o projeto de segurança naquele momento não era o ideal, já que nenhuma ocorrência, de nenhum tipo, deve acontecer. Somos um segmento que não pode falhar, a energia é um produto essencial, que fomenta todos os outros setores da sociedade; sem ela, há um transtorno absurdo”, falou Itamar dos Santos Braga, Coordenador de Segurança Patrimonial do Projeto de Videomonitoramento de Subestações da Eletrobras Chesf.

A necessidade de aprimoramento da segurança surgiu não apenas pela preocupação com invasões, mas também pela demanda da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de que as instalações operadas remotamente visualizassem seus ativos operacionais, como as chaves responsáveis pela energização das linhas de transmissão e transformadores.

A Avantia, empresa líder em tecnologia para segurança no Brasil, é a parceira estratégica escolhida pela Eletrobras Chesf para conceber e implementar um modelo de segurança eficiente nas instalações. O novo sistema utiliza os radares Magos, solução distribuída exclusivamente pela Ôguen no Brasil, para proteção perimetral das subestações, em conjunto com câmeras e sonofletores. Os radares foram escolhidos por ter a capacidade de monitorar grandes áreas – um aparelho consegue cobrir até 600 mil m² – e detectar antecipadamente alvos com até mil metros de distância do ponto de interesse, classificando-os como seres humanos, animais, veículos e embarcações. “Os radares conseguem varrer uma área enorme com poucos equipamentos, sem uma recorrência de falha. Na realidade, até hoje nós não tivemos nenhum tipo de erro, toda a tentativa de invasão foi detectada”, explicou Itamar.

Associado aos radares, estão acopladas câmeras que, via inteligência embarcada, acompanham automaticamente, sem intervenção humana, o deslocamento de qualquer pessoa que esteja em uma área não autorizada. “Com o sistema atual, existe um maior controle e supervisão na operação das instalações, auxiliando, também, no controle de entrada de pessoas não autorizadas, aproximação de veículos não autorizados, monitoramento dos equipamentos, auxiliando no atendimento de emergências, colaborando com a segurança patrimonial e a operação da companhia, contribuindo para a melhoria de performance e capacidade dos serviços”, disse Bruno Carvalho, diretor comercial da Avantia.

Até o momento, o projeto de segurança foi implantado em mais de 90 das 124 subestações planejadas. Ao todo, já foram instalados 310 radares, 2.991 câmeras, sonofletores, 245 km de fibra óptica e aproximadamente 1.700 servidores, formando um sistema robusto e abrangente.

A centralização da supervisão em apenas dois centros de controle, localizados em Recife e Paulo Afonso, na Bahia, permitiu monitorar todas as subestações de forma mais eficaz, garantindo uma resposta rápida a qualquer intrusão detectada. “Diferente de um sistema de CFTV, em que um profissional precisa ficar olhando para as imagens transmitidas pelas câmeras, no nosso sistema não existe essa necessidade, quem está monitorando e acompanhando todas as 124 subestações são os radares Magos. No momento que tem uma intrusão, o radar detecta, a câmera passa a acompanhar automaticamente, sem intervenção humana, e é gerado um aviso para o nosso centro, para que avalie a melhor providência a ser adotada. O grande ganho do projeto foi esse”, detalhou Itamar.

O próximo passo em consideração é a implementação de drones para monitorar áreas de difícil acesso, como terrenos acidentados próximos às usinas hidroelétricas, e para ações contra sabotagem. Isso apresenta uma oportunidade de fortalecer ainda mais a segurança e vigilância das instalações da Eletrobras Chesf.

“Esse projeto representa um avanço significativo no setor elétrico brasileiro, garantindo não apenas a proteção das instalações da Eletrobras Chesf, mas também um gerenciamento mais seguro e eficiente das operações elétricas, mantendo a continuidade e confiabilidade do fornecimento de energia para diversas cidades do Brasil”, finalizou Bruno Carvalho.

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