Preço de nutrientes agrícolas disparam no Brasil; riscos com a falta de fertilizantes expõe a segurança de fazendas e armazéns

Guerra entre Rússia e Ucrânia atinge o agronegócio brasileiro, que importa 85% dos fertilizantes utilizados em suas operações; com a escassez iminente o campo fica exposto a furtos e roubos em suas instalações

O Brasil é um grande produtor agrícola, mas depende de outros países para tratar o solo,   naturalmente pobre em nutrientes, característica comum da natureza tropical. Isso coloca o país no ranking de maior importador mundial de insumos e na quarta posição como maior consumidor de fertilizantes do planeta, principalmente da Rússia.

Para se ter uma ideia, dos mais de 40 milhões de toneladas de fertilizantes consumidos no país em 2021, 85% foram importados, sendo que a Rússia responde por 23% dessas importações.

Tal dependência acertou o Brasil em cheio na última semana: o governo russo solicitou aos seus produtores locais que interrompessem as exportações de fertilizantes devido a problemas logísticos provocados pela guerra contra a Ucrânia.

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), informou por meio de nota que há um estoque de fertilizante no Brasil suficiente para três meses. Entretanto as incertezas geradas pela guerra têm feito o preço dos insumos disparar, amedrontando os produtores.

Segurança no campo, como se proteger

Uma preocupação importante dos empresários rurais agora deve ser a proteção de seus insumos, que devido a falta de oferta, poderá ser alvo de criminosos.

“O agronegócio tem registrado ótimos números de faturamento nos últimos anos e isso infelizmente tem atraído muitos ladrões para as propriedades, que tem como alvo os maquinários agrícolas, insumos e animais, como gado e cavalo. Eles se aproveitam das áreas extensas, com milhares de alqueires, para invadir, furtar e sair sem serem percebidos. Os fertilizantes e outros nutrientes agora estão escassos no país, poderão ser o novo alvo de criminosos”, explicou o especialista em segurança e CEO da Ôguen, Hen Harel.

Segundo ele, é inviável para os fazendeiros aplicarem um sistema de segurança tradicional, com alarmes e câmeras de segurança a cada 40 metros, porque fica um projeto extremamente caro e mesmo assim vulnerável.

“Não fazemos mais segurança como em 2000,  onde uma pessoa fica olhando para uma tela com centenas de frames de imagens por segundo, procurando encontrar uma inconsistência. Nos dias de hoje, colocamos a inteligência artificial para fazer esse trabalho, e ao invés de utilizar centenas de câmeras e alarmes no perímetro, trocamos por apenas um radar para cobrir até 600 m², reduzindo drasticamente o custo do projeto por metro quadrado. Essa tecnologia consegue detectar um invasor de forma automática, a dezenas de metros de distância, seja ele um ser humano, veículo, barco ou drone. Dessa forma, o dono da propriedade e sua equipe de segurança conseguem saber onde estão tentando invadir antes mesmo dos criminosos conseguirem entrar de fato na propriedade. Todos esses avisos acontecem ainda na área perimetral da propriedade, garantindo uma segurança eficiente e preventiva para os profissionais do campo”, falou Hen Harel.

O especialista explica ainda que existem outros equipamentos para auxiliar na segurança de grandes áreas, como minas eletrônicas que ficam enterradas em locais estratégicos e que emitem um alerta para a central de controle de forma silenciosa, dessa forma o invasor não sabe que já foi detectado, além de drones que voam até o local da ocorrência e realizam a primeira pronta resposta contra os criminosos, como disparar sirenes e holofotes, tudo embarcado na aeronave.

Para saber sobre a Ôguen e suas soluções para a área de monitoramento e segurança, basta entrar em contato por meio do site: www.oguen.com.

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