Por que videomonitoramento IP é tão vantajoso em relação ao analógico (CFTV)?

Por Thiago Vasconcelos

O termo “CFTV” é originado dos sistemas de segurança analógicos. CFTV significa “circuito fechado de televisão”, oriundo do termo em inglês CCTV (closed-circuit television). Este sistema analógico era representado basicamente por uma ou mais câmeras conectadas a um equipamento multiplexador via cabo coaxial.

Em sistemas analógicos, estes multiplexadores foram substituídos pelo DVR (Digital Video Recording), que são os “gravadores de vídeos digitais”. O DVR basicamente recebe o sinal analógico gerado na câmera via cabo coaxial e converte em dados digitais (bytes) e por este motivo é chamado de gravador digital. Desta forma, mesmo a imagem sendo transformada em “dados digitais” o sistema continua sendo analógico, pois a imagem gerada e o meio de transmissão são analógicos, independente da tecnologia, que pode ser HDCVI, TVI, HDTVI, etc.

A tendência é que este cenário mude à medida que integradores, revendas e instaladores passem a utilizar apenas sistemas IP em projetos. Contribui para esta mudança o preço de uma câmera IP, o qual é considerado baixo em face a todos os benefícios que uma tecnologia IP pode gerar em comparação a uma analógica.

Recentemente, um consultor de uma capital nordestina relatou que nem condomínios desejam mais contratar sistemas analógicos. O relato é positivo para aqueles que defendem sistemas totalmente digitais (IP). Os sistemas digitais têm esta característica desde a geração da imagem, passando pela transmissão, ao gerenciamento e gravação, que pode ser num appliance, servidor, storage ou cloud computing.

A tabela a seguir mostra um comparativo entre um Sistema de Segurança Analógico (CFTV) e Sistema de Vídeo Monitoramento Digital (IP).

Com base no comparativo, verifica-se que um Sistema de Vídeo Monitoramento 100% IP é mais vantajoso que um sistema analógico (CFTV), pois permite um maior controle dos equipamentos, flexibilidade para expansão, altos níveis de redundância, operação unificada, alta escalabilidade para armazenamento, gerenciamento centralizado, entre outros benefícios citados na tabela apresentada.

O termo CFTV já é utilizado há bastante tempo para representar um sistema analógico. Alguns profissionais fazem o uso do termo “CFTV IP” para representar um sistema de vídeo monitoramento IP. Esta concepção traz em si uma contradição, visto que CTFV representa sistemas analógicos e IP se refere a sistemas digitais, logo o termo “CFTV IP” não deve ser utilizado como referência a sistemas digitais.

Ao invés de utilizar o termo “CFTV IP”, mais adequado seriam os seguintes termos: Vídeo IP (IP Video) ou Vídeo em Rede (Network Video), sem utilização do termo CFTV, pois remete ao conceito de “circuito fechado de televisão”, que se refere ao sistema analógico.

Desta forma, vários fabricantes já utilizam a expressão Vídeo IP, Vídeo em Rede ou em inglês, Network Video. Estes termos são mais adequados para representar um Sistema de Vídeo Monitoramento IP, pois não faz referência ao sistema analógico (CFTV).

A tendência é a consolidação dos Sistemas de Vídeo Monitoramento IP, substituindo de uma vez os tradicionais sistemas analógicos. Por fim, o sistema IP é o único que permite a integração com o IoT (Internet das Coisas), as Smart Cities e os Sistemas de Segurança em Cloud Computing.

Thiago Vasconcelos é consultor, instrutor e projetista. Bacharel em Sistemas de Informação com experiência em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). contato@thiagovasconcelos.net

Thiago Vasconcelos

Thiago Vasconcelos

Consultor de Soluções, possui diversas certificações internacionais, como: Axis, Bosch Security Systems, Cisco, Dell, Genetec, Hikvision, Microsoft, ISS SecurOS, ITIL, Kiper e Legrand. Atua com tecnologia desde 1997, é Bacharel em Sistemas de Informação com experiência em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) desde 2004 e Segurança desde 2011, com foco em Plataforma de Segurança Unificada. Possui diversas premiações da Microsoft e Petrobras. Experiência com soluções e/ou projetos para: Aeroportos, Complexo de Presídios, Condomínios, Governo, Indústrias, Metrôs, Petrobras, Rede de Agências Bancárias, Rodovia, Shopping Centers e Vale.

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