O que explica a falta de profissionais de cibersegurança no mundo?

Contratar uma equipe de TI reforçada já se tornou uma obrigação nos dias de hoje, independente se sua empresa atua presencialmente, de forma remota ou um modelo híbrido. No nosso cenário, um ataque virtual é muito mais perigoso do que um físico. De acordo com as Nações Unidas, o cibercrime cresceu 600% desde o início da pandemia de COVID-19.

Apesar dessa demanda, a oferta de trabalhadores dessa área não atingiu níveis adequados. No Brasil, segundo a consultoria ICS2, o aumento da força de trabalho nessa área teria que ser de 52% (o que representaria 331.770 profissionais a mais do que os 636.650 registrados em 2020). Trata-se de um mercado que registra há dez anos uma impressionante taxa de desemprego de 0%.

“Hoje, por conta da complexidade do nosso mundo interconectado, todos os profissionais de TI precisam saber sobre segurança”, afirma Rodrigo Dessaune, presidente da ISH Tecnologia. A Cyber Seek mostra que vagas de emprego que pedem habilidades de segurança em nuvem ficam em média 79 dias disponíveis, mais do que todas as outras áreas de TI. “Colocando isso em forma mais visível, em 2021 temos o equivalente a 50 estádios da NFL lotados de vagas abertas em cibersegurança”, explica Dessaune.

Mas quais são os principais fatores que explicam essa falta de mão de obra?

• Falta de treinamento e capacitação – a principal questão é que a grande maioria dos profissionais que buscam atuar nessa área não tem a formação adequada. Como aponta o MIT Technology Review, em etapas qualificatórias de processos seletivos, menos de um a cada quatro funcionários são aprovados.

• Piso salarial – outro ponto que pesa contra a contratação desses profissionais é o quanto eles ganham. Ainda de acordo com a ICS2, um especialista em cibersegurança ganha em média 69 mil dólares por ano. Apesar disso, esse dado mostra que, com a qualificação adequada, é uma carreira que tem muito a oferecer.

• Automatização de processos – Para muitas empresas, ter uma máquina responsável pela sua segurança virtual é mais vantajoso do que pagar um funcionário para fazer isso. Entretanto, uma máquina será apenas capaz de corrigir e detectar erros operacionais, e não conseguirá ter o mesmo leque de conhecimento de um profissional treinado

• Rotatividade – A falta de investimento na cibersegurança por parte das empresas e mesmo em cursos profissionalizantes faz com que muitos profissionais que possuem a bagagem necessária busquem oportunidades melhores em outros mercados, como na Europa ou na América do Norte

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