LGPD no cenário da segurança eletrônica

Proteção de Dados (LGPD) chegou em um momento desafiador para o país – em meio à pandemia – e será aplicada por empresas de todos os tamanhos e setores.

A proteção de dados é uma prática positiva, que materializará o respeito e, principalmente, o cuidado que é necessário ter com as informações dos clientes.

No cenário da segurança eletrônica – o desafio é ainda maior, pois, além dos dados, ainda é preciso lidar com as imagens.

O gestor de TI da Avantia, Fernando Pereira, uma das líderes em tecnologia para segurança no país, reforça que os sistemas de segurança eletrônica devem ser integrados aos projetos de adequação à LGPD.

Isso porque não adianta a empresa ter o sistema de segurança digital mais robusto, se não consegue controlar a ação de uma pessoa capturar um dado pelo celular.

Nesse contexto, a segurança eletrônica inteligente chega para preencher esse gap.

“Desenvolvemos uma estrutura adequada à LGPD integrada às soluções de analíticos de áudio e vídeo com inteligência artificial, controle de entrada, entre outras inovações que monitoram com precisão o acesso aos dados confidenciais. Quando instaladas em locais estratégicos, as câmeras são importantes aliadas aos sistemas que colocam empresas em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados”, reforça o gestor.

A exploração de dados motivada pelo apelo comercial fez com que muitas companhias ultrapassassem os limites e agissem de forma desenfreada ao ceder dados de clientes para outras empresas.

Hoje, a informação é o grande ouro das organizações. No entanto, obter o consentimento do dono da informação, ter cuidado e usar esse dado com prudência é fundamental para estabelecer uma relação ética e transparente com o cliente.

Na Avantia há uma política de segurança da informação para intensificar o cuidado com os dados, que já era em nível avançado pela sensibilidade da área.

Nessa política, os documentos classificados como restritos ou confidenciais possuem acessos controlados e auditados. Também há um comitê interno para assuntos relacionados à LGPD.

O comitê é responsável por mapear os processos, analisar quais dados pessoais serão armazenados, checar periodicamente eventuais pontos críticos e realizar as adequações.

Em relação aos contratos com clientes, eles não oferecem guarda, transferência ou armazenamento de dados, que são os principais pontos de atenção relacionados à LGPD. As imagens não ficam gravadas na infraestrutura da empresa. Os operadores de videomonitoramento têm acesso, apenas, aos fatos que demandam intervenção, detectados pelos analíticos de vídeo, para que executem o plano de ação referente aos respectivos eventos.

A empresa detém de vários controles para estar em conformidade com à LGPD. Entre eles, os principais são:

Restrição controlada com biometria para acesso ao ambiente de videomonitoramento;

A rede do ambiente de videomonitoramento é separada da rede da Avantia;

Aplicação de recursos físico e lógico para acesso ao ambiente de TI;

O tráfego de informações entre clientes e a Avantia contam com a VPN (Rede Privada Virtual) criptografada.

“Sempre seguiremos a premissa de que segurança nunca é demais, muito pelo contrário, é o recurso mais importante para comprovar a idoneidade de uma empresa”, conclui Pereira.

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