Internet das Coisas : A evolução da conectividade?

A internet das coisas ou IoT, tradução de Internet of Things , é o nome dado a próxima geração de equipamentos que serão capazes de se comunicar através da rede TCP/IP, a ideia é que todos os dispositivos a nossa volta estejam conectados à Internet e interagindo. Por exemplo, com a aproximação do carro em sua residência, as luzes seriam acesas, sistemas de ar condicionados ligados, sistemas de intrusão desarmados, receberia informação de sua geladeira sobre a reposição de alimentos, são algumas interações possíveis. Segundo o mundo da tecnologia, aposta-se que essa interação esteja presente em nossas vidas até 2025. Mas e no nosso mundo de segurança, isso seria possível? Será que estamos muito longe dessa tecnologia?

Hoje temos muitos sistemas conectados, a palavra “integrados” ja faz parte de nosso vocabulário de segurança há muito tempo. Conseguimos integrar sistemas de controle de acesso com sistemas de CFTV ou com sistemas de automação ou sistemas de intrusão, ou qualquer outro. Basta alguns arquivos chamados SDK ou API que permitem ao sistema “entender” a linguagem de outro e centenas de horas de desenvolvimento para que tenhamos uma integração pronta.

A grande diferença da Internet das Coisas seria o uso de outra palavra “conectividade”. Na IoT temos todos os equipamentos “falando” a mesma língua, ou seja, trafegando o mesmo protocolo na rede. Não haveria mais a pergunta: “esse equipamento esta integrado ao meu software?”, simplesmente tudo estaria integrado.

O grande desafio da Internet das Coisas passa por três pontos: quantidade de endereços IP, espectro de rádio e padronização de protocolo.

IPV6

Com a IoT teremos basicamente um endereço IP para cada dispositivo, porém a estrutura do IPv4 hoje não permitirá essa evolução, por um motivo simples: os endereços se esgotaram. O IPv4 foi criado com uma estrutura de 32 bits que permitiu cerca de quatro bilhões de endereços, pelo menos na teoria, o que na verdade é bem menos que isso. Com o IPv6 temos o fim desse problema de capacidade, ele conta hoje com uma uma estrutura de 128 bits que além de aumentar a segurança do protocolo permite uma maior capacidade de endereços, cerca de 3,4 × 10^38 endereços disponíveis (ou 340 seguido de 36 zeros). Traduzindo, são muitos bilhões de quatrilhões de endereços disponíveis que resolveriam o problema mundial.

RFID

Essa nova tecnologia vem com a ideia de simplicidade, ou seja, os equipamentos simplesmente se conectam dentro de uma rede sem fio. Porém, hoje esse recurso é finito, cada dispositivo ocupa espaço nesse espectro de rádio frequência, os limites dos rádios deverão ser aumentados ou uma nova tecnologia de conexão deverá surgir.

Outro ponto importante é que em sistemas sem fio, temos que garantir a integridade e segurança das informações dentro da rede. No modelo de IoT a proteção dos dados , criptografia e autenticação deverão atingir novos níveis garantindo a segurança da informação.

PADRONIZAÇÃO

Na interação entre equipamentos, o compartilhamento de dados só sera possível com a padronização de protocolo, e isso é o grande desafio da tecnologia. Vimos nos últimos anos a tendência dos fabricantes a criarem protocolos através de fóruns com a intenção de garantir a integração entre fabricantes. Temos no mundo do CFTV a iniciativa do ONVIF, que permite que qualquer software de gerenciamento seja capaz de receber vídeos de qualquer câmera IP que possua o protocolo. Há 10 anos isso era impossível e não tínhamos a integração de equipamentos de fabricantes diferentes, mas para o IoT o protocolo deve ser padrão, não apenas entre os subsistemas, como o CFTV por exemplo, mas entre todos os equipamentos, e é isso que a tecnologia promete.

O FUTURO CHEGOU

Portanto vimos que a tecnologia possui alguns desafios para se concretizar, porém podemos observar que em alguns pontos já é uma realidade. Se há 10 anos os equipamentos funcionavam em sua maioria sem conexão, hoje já temos iniciativas de padronização, além de muitos sistemas já conectados na internet. Nos próximos anos veremos o IPv6 cada vez mais em uso em nossos sistemas, veremos também cada vez mais equipamentos inteligentes, com inteligência na ponta e muito mais conectados. Os estudos falam em IoT em 2025, creio que nos próximos 5 anos já teremos uma evolução e começaremos a responder à outras perguntas: O que faremos com tanta informação??

Claudio Moraes

Claudio Moraes

Product Specialist - Anixter do Brasil Ltda.

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