IA é apenas uma das tendências do mercado de segurança eletrônica em 2024

Por Henrique Chimara, Diretor de Tecnologia e Projetos da Verisure Brasil

Um estudo global elaborado pela Verisure calculou a relevância que as pessoas dão em relação a ter o seu imóvel invadido. O índice estabelece níveis que variam de 0 a 200, ou seja, de menor a maior preocupação. Neste cenário, o Brasil, assim como todos os países da América Latina, demonstra grande receio sobre segurança residencial, registrando 94 pontos. Entretanto, quando comparado a países da Europa, como Portugal (84), os brasileiros expressam um índice maior de preocupação.

Mundialmente, também percebemos alguns fatores-chave que estão impactando na percepção de segurança pela população e podem estar atrelados às tendências de comportamento. Vejo, por exemplo, que, de acordo com a pesquisa, o verão é considerado um período de atenção, visto que a maioria da população está de férias e é natural que as pessoas passem mais tempo fora de casa. Isto impacta na percepção de segurança durante esta época, em que as residências principais tendem a ficar vazias e mais vulneráveis.

Além disso, ter sofrido um roubo em casa ou conhecer alguém que tenha vivenciado é um dos principais pontos que também trazem temor. Essa percepção me levou a checar outras fontes que corroborassem estes dados. O que encontrei são números de outras instituições que reforçam este crescente cenário de insegurança que os brasileiros sentem. Enquanto o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou mais de 72 mil roubos a casas e comércios, a busca por seguros residenciais cresceu 25% no país de 2017 a 2021, de acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Do nosso lado, estamos nos esforçando para atender a esta demanda, investindo em soluções com novas tecnologias para proporcionar mais barreiras de segurança eficazes para o consumidor e diversificar suas oportunidades de investimento.

Já existem também alguns sistemas de segurança que contam com IA para identificação de padrões de riscos e análises de vídeos em tempo real. Da mesma forma, a integração de comandos como iluminação controlada por voz, ativação de alarmes de forma remota e outras automações são fortes tendências que vejo atreladas às mudanças de comportamento dos consumidores, que tendem a cada vez mais estarem conectadas a smartphones.

Também observo essa interação cada vez mais alta com a tecnologia na busca por soluções de monitoramento. Estas soluções permitem que os moradores observem suas casas de qualquer lugar e possam verificar os movimentos de câmeras e fotodetectores.

Paralelamente, vejo os serviços de monitoramento se destacando, principalmente aqueles com centrais de monitoramento que verificam invasões a imóveis e podem intervir diretamente. Recentemente, foi desenvolvida uma solução onde um escudo de fumaça é criado para barrar a visão do criminoso e é acionado por esses operadores, que estão 24 horas por dia analisando o recebimento dos sinais do alarme e simultaneamente avisam as autoridades públicas. 

Vejo que o mercado de segurança eletrônica no Brasil está em constante evolução para fornecer soluções mais eficazes e personalizadas, com o objetivo de atender às crescentes preocupações da população. Por isso, é importante que o setor esteja cada vez mais atento ao perfil dos consumidores, nas tendências de comportamento e nas inovações tecnológicas que podem ser incorporadas aos dispositivos.

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