Fuga inédita em presídio de segurança máxima revela fragilidade do sistema de monitoramento convencional; como garantir que novas fugas não aconteçam?

Pela primeira vez na história do Brasil, dois criminosos conseguiram fugir de um presídio de segurança máxima, onde são admitidos presos de alta periculosidade. O caso aconteceu na penitenciária de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O local ocupa uma área de 12 mil metros quadrados e abriga um pouco mais de 80 detentos, distribuídos em quatro pavilhões mais uma área de isolamento com 12 celas.

Depois de abrirem um buraco na parede, os presos tiveram acesso ao telhado e então a área externa do presídio, onde cortaram a primeira e depois a segunda grade, conseguindo fugir do local.

Além de não terem nenhuma tecnologia que detectasse essa movimentação atípica na parte externa, as imagens das câmeras de segurança da penitenciária eram de extrema má qualidade, o que comprometeu ainda mais a vigilância e a identificação da fuga. Os agentes penitenciários só deram falta dos detentos quase duas horas depois da ocorrência.

Um acontecimento tão incomum revela a fragilidade do sistema prisional brasileiro, onde até a prisão de segurança máxima apresenta falhas nos procedimentos de segurança e na estrutura da unidade. Para se ter uma ideia, das 192 câmeras instaladas no local, 124 estavam inoperantes. E mesmo as câmeras que funcionavam apresentavam instabilidade, com perda de imagens.

O especialista em segurança Hen Harel, explica que locais com áreas tão amplas e que necessitam de uma segurança ativa e preventiva, como o presídio de Mossoró, precisam utilizar tecnologias avançadas de detecção, com antecipação de riscos. “É inacreditável que esses criminosos andaram por toda a área externa, passaram por dois pontos de bloqueio de acesso, e em nenhum momento foram identificados pelo sistema de vigilância. Nas áreas internas, recomendamos usar a tecnologia sísmica aplicada nas minas eletrônicas, que detectaríam de forma antecipada escavações de túneis e impactos nas paredes mesmo sem câmeras, utilizando um recurso especial para segurança de presídios para indicar a área da atividade suspeita. Já na área externa, os radares Magos, por exemplo – solução que utilizamos tanto para segurança pública, como para proteção de estruturas privadas -,  conseguiriam detectar os fugitivos em poucos segundos”, explicou Hen Harel.

Os radares Magos citados pelo especialista, são sensores civis avançados para segurança perimetral de grandes áreas, que trabalham de maneira eficiente para detectar antecipadamente qualquer risco para a propriedade. A solução é capaz de cobrir até 600.000 m², identificar e classificar o alvo com até 1000 metros de distância do ponto de interesse, possibilitando ao operador de segurança acompanhar os invasores, ou no caso de um presídio, os fugitivos.

As minas eletrônicas SensoGuard são aplicadas  debaixo do solo, de forma invisível  e tem como propósito detectar movimentações na área, de maneira imperceptível para os invasores, além de tentativas de escavação e impactos. No caso de presídios, caso criminosos tentem cavar túneis, ou quebrar uma parede, a solução embarcada com inteligência artificial, consegue classificar como uma ação anormal e alertar os operadores assim que as perfurações começam, inibindo de imediato as tentativas de fuga.

“Não existe mais espaço hoje no mercado para sistemas de segurança convencionais, em que você espera o evento acontecer para depois agir. Temos todos os recursos disponíveis para antecipar essas situações e dar tempo de resposta suficiente para o operador. Se a penitenciária de Mossoró tivesse as minas e os radares instalados na sua propriedade, no momento em que os criminosos começassem a cavar, iam ser detectados, e como segundo anel de segurança na área externa, um alerta seria emitido imediatamente pelos radares Magos para a central de segurança, avisando sobre a tentativa de fuga ”, falou Hen Harel.

Para saber mais sobre os radares Magos, basta acessar o site: www.oguen.com/radaresmagos.

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