Empresa lança drone capaz de seguir um ser humano de forma autônomo

A startup Skydio criou um drone chamado R1 capaz de seguir objetos e pessoas de modo autônomo. Com um sistema de câmeras e sensores aliados à inteligência artificial, o dispositivo persegue e filma objetos em movimento, sem que ninguém o esteja operando.

O R1 é acionado a partir de um aplicativo de celular. O usuário determina qual objeto será usado como alvo, que pode ser, inclusive, um humano. Basta um toque sobre a imagem da pessoa na tela. A tecnologia, apesar de impressionante, levanta preocupações por acabar abrindo margem para perseguições de indivíduos por drones de forma não consensual e arbitrária.

O CEO da startup, Adam Bry, disse que alerta seus clientes para serem “responsáveis” no uso do drone. Porém, mesmo as leis norte-americanas não são tão eficientes para barrar o poder destes veículos: embora haja uma ideia de que eles devem estar no campo de visão de seus proprietários, Bry afirma que há permissão para que ele vá mais longe por períodos determinados, desde que não interfiram no espaço aéreo.

O objetivo da Skydio, inicialmente, era desenvolver um dispositivo que se movesse sem a necessidade de um piloto. O projeto teve início em 2014, quando a companhia conseguiu investimento de US$ 70 milhões. “Nossa visão é que quase todos os casos de uso de um drone seriam melhores com autonomia do dispositivo”, falou Bry.

O funcionamento dos drones foi possível graças à inteligência artifical e à técnica chamada de “deep learning” [aprendizado profundo de máquina]. A técnica já pode, inclusive, conduzir um carro em um ambiente barulhento e complexo. Através dela, o drone se torna capaz de reconhecer o espaço em que está voando, de forma a diferenciar as características dos objetos à sua volta.

Contudo, o R1 ainda tem dois problemas. O drone não funciona bem à noite ou sob a neve. E, devido ao processador que é necessário para impusioná-lo, o consumo de bateria é alto e um voo pode durar no máximo 16 minutos.

Veja o drone funcionando:

Fonte: Época

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