Em Foco ISS: Indo além da caixa

Com experiência e expertise para desenvolver soluções específicas que resolvem os desafios das operações dos clientes, a ISS vai além do óbvio oferecido no mercado

Por Fernanda Ferreira

No mercado desde 1996, a ISS sempre se destacou por estar alguns passos à frente no quesito inovação. Com projetos icônicos no Brasil e no mundo, a empresa se tornou referência no mercado e vem investindo expressivamente no Brasil. Para entendermos os planos da ISS, conversamos com Daniel Feitosa, diretor da ISS para o Brasil.

Revista Segurança Eletrônica: Poderia dar uma visão geral sobre a ISS para os nossos leitores?

Daniel Feitosa: A ISS já está no mercado há 27 anos. A empresa fica baseada em New Jersey, nos Estados Unidos, mas o sócio majoritário da companhia, o CEO Aluísio Figueiredo, é brasileiro, então ele entende muito bem do nosso mercado e tem o desejo de expandir cada vez mais no país. Por isso conseguimos ter flexibilidade e manejar de forma bem positiva os negócios por aqui. Eu já estou há 11 anos na ISS. Comecei como gerente da região Norte e Nordeste, e desde que assumi a posição como diretor do Brasil, nós temos realizado uma reestruturação com base em diretrizes globais para mudar a forma que a empresa funciona aqui no país, e traçar novas metas e formas de atuação.

Para a ISS, o Brasil se tornou um ponto de referência de desenvolvimento de tecnologia, o país é tido no mercado da América Latina como um grande pioneiro em inovações. Quando falamos em LATAM, o VMS e analíticos da ISS são as soluções mais vendidas nessas regiões, principalmente no México e na América Central.

Para se ter uma ideia, nós temos o maior projeto de Smart City das Américas, localizado na Cidade do México, onde implantamos mais de 65 mil canais de vídeo, não há nenhum projeto igual a esse na atualidade. E no Brasil, inúmeros projetos expressivos, como o Metrô de São Paulo, que conta com mais de 4 mil câmeras, com mais de 660 canais de Reconhecimento Facial e 16 aeroportos sob a concessão da CCR, por exemplo.

Revista Segurança Eletrônica: Você comentou sobre reestruturar a empresa no Brasil. De que forma vocês estão fazendo isso?

Daniel Feitosa: Logo que me tornei diretor, introduzi aqui no Brasil projetos mais avançados no que diz respeito à inteligência. No Ceará, por exemplo, realizamos um projeto de Reconhecimento de Placa (LPR) onde foram instaladas mais de 1.200 câmeras, e hoje é uma referência na América Latina. Há mais de quatro anos nós já trabalhávamos com Big Data, com IA, essas tecnologias.

Hoje o mercado de segurança vive a terceira onda, que é a onda da Internet das Coisas, do vídeo analítico. O que eu costumo dizer é que a ISS já nasceu na terceira onda, então as empresas que amadureceram nesse sentido, somente agora se igualaram ao que a ISS é. Por isso nós temos surfado em uma onda bem melhor, mais tranquila, com um nível de crescimento de no mínimo 40 a 60% ao ano.

Temos trabalhado muito forte também na questão do avanço das tecnologias. No segmento de Transportes, para metrôs, fizemos um projeto com 660 câmeras embarcadas com reconhecimento facial e analíticos situacionais.

O que quero dizer com tudo isso é que o Brasil acaba sendo demandante de novas tecnologias para o desenvolvimento do nosso software e nós acabamos exportando isso para outras regiões do mundo. Isso acontece principalmente devido ao CEO ser brasileiro, ele entende e tem essa visão sobre o Brasil.

Revista Segurança Eletrônica: Quais verticais vocês atendem?

Daniel Feitosa: Nós temos solução para atender todas as verticais, porém, onde temos a maior quantidade de negócios de sucesso são as verticais de Transportes, Smart City e Portos & Logística. Na área de transportes, por exemplo, temos projetos expressivos implementados em metrôs, trens, rodovias e aeroportos, em diversos estados brasileiros.

O que fazemos é exportar esse conhecimento para outras regiões e pegar as melhores práticas de outros locais e trazer para o Brasil.

Revista Segurança Eletrônica: Como tem sido o desempenho da ISS no Brasil?

Daniel Feitosa: Nos últimos quatro anos, a ISS registrou um crescimento de 300% no Brasil, foi um salto gigantesco. Começamos com sete funcionários, hoje temos uma equipe 3 vezes maior, e precisamos contratar mais pessoas, então sempre trazendo mais profissionais para o nosso time.

No ano passado, iniciamos um trabalho no Brasil – que já era feito a nível mundial – de ampliar a nossa maneira de atuação, desenvolvendo além do software também o hardware, dessa forma passamos a ser um provedor de soluções integradas de tecnologia baseadas em vídeo.

E nessa empreitada desenvolvemos o hardware também, usamos a inteligência artificial e criamos o SecurOS Soffit, um sistema inteligente para escoltar pedestres por meio de iluminação dinâmica, com o objetivo de evitar acidentes de trânsito envolvendo pessoas em faixas de pedestres. Implantamos essa tecnologia em Fortaleza e foi um verdadeiro sucesso. Um projeto inédito de mobilidade urbana. O Soffit é uma solução desenvolvida inteiramente pela ISS.

Outro produto que vamos começar a divulgar é o SecurOS UVSS, uma plataforma que fica no chão e faz o escaneamento do chassi inferior do veículo. Qual é a ideia dele? Tornar mais eficiente a inspeção que é realizada de maneira manual por um segurança através de um espelho amarrado em um cabo. Essa forma é falha e a verificação não é realizada corretamente. Já o SecurOS UVSS faz a leitura da placa, o escaneamento embaixo do veículo e detecta possíveis anomalias.

Tudo isso é desenvolvido por nós, na Flórida, nos Estados Unidos. Temos uma fábrica própria lá, onde desenvolvemos estas soluções e trazemos para o Brasil.

Juntamente com isso, como nós temos parcerias globais com alguns fabricantes renomados de servidores, iniciamos também a comercialização de servidores no Brasil.

No ano passado fizemos uma expressiva comercialização destes servidores para um projeto no segmento de Transportes.

Outra grande ação que estamos realizando é o fornecimento de câmeras. Não são câmeras comuns, apenas para monitoramento, são equipamentos robustos com finalidades específicas. O SecurOs Motus Lite, por exemplo, é uma câmera focada em LPR. Nós fizemos uma grande venda para um porto esse ano e temos produtos a pronta entrega no Brasil.

Tivemos feedbacks de clientes em que instalamos estas câmeras e que trouxe um resultado assertivo muito mais alto do que com câmeras convencionais, utilizando o nosso VMS e o analítico de vídeo. Temos um alto nível de aceitação das nossas soluções no mercado brasileiro.

Revista Segurança Eletrônica: Então seria possível desenvolver uma solução do zero para um projeto específico, se for necessário?

Daniel Feitosa: Nós adequamos as nossas soluções à realidade do cliente, não entregamos uma caixinha em que o cliente tem que se adaptar aquilo. Nós trazemos inovações com base na dor do cliente. Com a nossa expertise, conseguimos entender essas dores que o cliente nem sabe que tem como solucionar, vamos lá e resolvemos. Esse processo, incluindo uma eventual customização, é todo desenvolvido localmente.

O mercado não tem a flexibilidade que nós temos para customizar a ferramenta. É nessa linha que a ISS tem conseguido esse patamar de crescimento.

Revista Segurança Eletrônica: Como funciona a política de canais da ISS?

Daniel Feitosa: Para começar, a ISS nunca faz venda direta para o cliente final. Os distribuidores comercializam nossas soluções para os integradores, e os integradores vendem para o cliente final. Sempre a nossa cadeia comercial será a mesma.

Seguindo esse princípio, estamos elaborando uma nova política de canais com previsão de lançamento em janeiro, com o objetivo de trazer esses parceiros para mais perto e valorizá-los ainda mais. Atualmente trabalhamos de forma verticalizada, com equipe de especialistas nos segmentos de Transportes, Portos e Logística, Cidades Inteligentes, entre outros. Desta maneira, hoje a ISS está muito mais próxima dos clientes finais, trazendo muito mais negócios para nossa cadeia de canais.

Revista Segurança Eletrônica: Você comentou que a matriz da ISS está em New Jersey. Uma das preocupações dos distribuidores e integradores com relação às empresas estrangeiras é a questão do atendimento, da manutenção dos produtos. Como funciona esse suporte na ISS?

Daniel Feitosa: Apesar da matriz ficar em New Jersey, no Brasil nós temos um time de 20 pessoas, o que possibilita oferecermos um suporte local, em português, aos nossos parceiros. A ISS é reconhecida globalmente pela excelência do suporte que disponibiliza.

Temos cinco centros de desenvolvimento no mundo e um deles fica no Brasil. Dessa forma, todo suporte para a customização, desenvolvimento, aprimoramento da solução, tanto hardware como software, é feito aqui, não temos a necessidade de submeter quase nada para a matriz.

Revista Segurança Eletrônica: A ISS sempre enfatiza que é uma empresa que está à frente do seu tempo, mas a tecnologia tem evoluído muito rápido nos últimos anos. Como vocês têm acompanhado essa evolução e como estão se preparando para continuar sendo líderes nessa questão?

Daniel Feitosa: Estamos incorporando algumas empresas no portfólio da ISS, e o que iremos trazer para o mercado, ninguém tem. Estamos justamente pensando lá na frente. Não posso divulgar nada agora, porque estamos em fase de sigilo, mas está próximo. As empresas do mercado sempre entregam mais do mesmo e nós sempre estamos pensando no futuro.

É por isso que esse relacionamento mais próximo com o cliente final é importante, porque eles nos ajudam a desenvolver soluções que ainda não existem. O cliente apresenta um requisito de algo que ainda não tem no mercado e nós vamos lá e desenvolvemos uma solução inovadora para solucionar aquele desafio. É por isso que não estamos trabalhando no mesmo patamar do mercado. Toda a parte de desenvolvimento de novos analíticos, de machine learning e redes neurais, faz parte do dia a dia da empresa. Um de nossos clientes, um metrô nos Estados Unidos, por exemplo, nos pediu para desenvolver uma série de analíticos, como detecção de pichação, de briga, de vandalismo e vários recursos específicos que não existem no mercado. Nós fomos lá, criamos estes algoritmos para cenários indoor e embarcamos no nosso software.

A ISS nunca vai estar ali na caixinha no trivial, sempre vamos pensar além.

Revista Segurança Eletrônica: Quais são os objetivos da empresa para os próximos anos, principalmente em relação ao Brasil?

Daniel Feitosa: Nos últimos quatro anos, nós crescemos 300% no Brasil. Já a nível global, nós expandimos 200% em três anos. A ambição do nosso CEO e do Board é que a empresa dobre de tamanho nos próximos 2 anos.

E, vamos atingir essa meta. Principalmente devido às novas soluções que estamos desenvolvendo e por tudo o que está por vir.

Revista Segurança Eletrônica: A ISS irá participar da feira ISC Brasil que acontece neste mês de setembro. O que os visitantes poderão ver no estande da empresa? Haverá novidades?

Daniel Feitosa: Toda a nossa solução de hardware e software vai estar em exposição na feira. Vamos mostrar para os profissionais de segurança tudo o que temos no nosso portfólio.

Vamos apresentar, por exemplo, o SecurOS Motus V021, que é uma câmera IP que faz captura facial e outras detecções para veículos. O equipamento consegue atravessar a camada de vidro, conseguindo trazer imagens de dentro do veículo. É uma solução diferenciada.

O SecurOS UVSS que faz o escaneamento do chassi inferior do veículo.

Com relação a novidades, iremos lançar uma solução inovadora chamada ITS Fusion, um radar de ITS (Intelligent Transportation Systems). Trata-se de uma fusão do nosso ITS via câmera, analítico, com o ITS via radar, ou seja, temos um radar que detecta os incidentes e nós combinamos com analítico de vídeo, trazendo uma assertividade altíssima, que funciona dia e de noite, mesmo com condições de tempo variada para o cliente.

Essa solução é utilizada para detecção automática de incidentes em rodovias, para detectar veículo parado, na contramão, no acostamento, pedestre na via, animal, acidente etc. É a solução mais avançada que o mercado tem, porque hoje o setor só trabalha com a solução de analítico via vídeo.

A ideia é levarmos para a ISC um conjunto de soluções. Vamos ter ilhas das verticais que atuamos, como Ilha de Transporte, Ilha de Smart City, Ilha de Logística e Portos, Ilha de Infraestrutura Crítica, e mostrar tudo o que pode ser feito nesses nichos com as nossas soluções.

Não iremos focar mais em produtos, somos uma empresa líder e pioneira no fornecimento de soluções integradas de vídeo monitoramento e análises, baseadas em IA, redes neurais, machine learning; e essa é a nossa mensagem global. Não vendemos produtos, fornecemos soluções inovadoras que atendem às demandas e desafios do mercado em cada vertical específica.

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