Sistema “Campus Guardian Angel” promete oferecer resposta rápida e suporte integrado a policiais, equipes de emergência e à comunidade local
Uma nova tecnologia de drones armados, desenvolvida para apoiar as forças de segurança em situações de ataques em massa, será testada em escolas da Flórida (EUA). O sistema, chamado “Campus Guardian Angel” e sediado no Texas, promete oferecer resposta rápida e suporte integrado a policiais, equipes de emergência e à comunidade escolar.
A medida, aprovada pelo governador Ron DeSantis, será implementada inicialmente em três distritos escolares do estado. Desde 2018, a Flórida registrou mais de 60 incidentes com armas de fogo em instituições de ensino, segundo dados do K-12 School Shooting Database.
Os drones ficarão armazenados em caixas de segurança dentro das unidades escolares e poderão ser acionados em até cinco segundos após a ativação de botões de pânico silenciosos. Operados remotamente por uma equipe especializada no Texas, os dispositivos transmitem imagens em tempo real para os socorristas e, em determinadas situações, podem disparar projéteis não letais para atrasar ou neutralizar o agressor.
A equipe de operação é composta por um piloto de drone, especialistas táticos que coordenam a movimentação do equipamento pela escola e agentes de ligação que repassam, em tempo real, informações para as autoridades locais.

De acordo com o CEO do “Campus Guardian Angel”, Justin Marston, os drones são equipados com projéteis de pimenta e ferramentas de quebra de vidro, que permitem acesso rápido a salas de aula e criam distrações estratégicas.
“Enviamos vídeo ao vivo para a polícia, mostramos exatamente o que está acontecendo, onde o suspeito está e até quebramos janelas com um socador de vidro para criar distrações. Essa tática, como durante o famoso resgate de reféns na Embaixada do Irã em Londres, pode dar aos policiais uma enorme vantagem”, afirmou Marston em entrevista à revista “Newsweek”.
Segundo ele, a tecnologia visa, além de aumentar a segurança dos estudantes, a garantir a integridade dos policiais durante a resposta aos ataques armados.
“Atualmente, um policial corre em direção aos tiros sem apoio ou informações – é praticamente um impasse. Com nossos drones, eles não estão sozinhos: sabe como o suspeito se parece, o que está fazendo, e pode ser guiado com precisão. Frequentemente localizamos o atirador antes mesmo da chegada da polícia, mantendo-o ocupado. Todos os policiais que assistiram à operação em tempo real disseram que querem essa tecnologia disponível”, concluiu.
O projeto-piloto custará US$ 557 mil (equivalente a R$ 3 milhões), e será financiado pelo governo da Flórida. Após testes bem-sucedidos em duas unidades escolares, a “Campus Guardian Angel” prevê a instalação dos equipamentos a partir de setembro, que começarão a funcionar a partir de janeiro, 24 horas por dia.

