Uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) revelou que traficantes do Comando Vermelho instalados no Complexo da Penha negociam a compra de drones com câmeras térmicas — tecnologia capaz de detectar pessoas mesmo no escuro.
O conteúdo das mensagens foi anexado à denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), que embasou a megaoperação, quando chefes da quadrilha foram alvos de mandados de prisão.
Em um dos trechos interceptados, um criminoso comenta:
“O meu não é noturno, o meu é câmera normal. Nós temos que ver o térmico.”
Ele recebe a resposta de outro integrante:
“A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”
Segundo os investigadores, o objetivo da compra seria melhorar o monitoramento de incursões policiais nas comunidades e ampliar o controle territorial da facção — que mantém domínio sobre mais de mil comunidades no estado.
De acordo com o levantamento da Polícia Militar, o Comando Vermelho domina 1.028 comunidades no estado. A expansão, segundo o MPRJ, gerou uma demanda crescente por dinheiro, armamento e homens dispostos a matar ou morrer pela facção.

