Roupas camufladas, câmeras de segurança e até drones. Esses artifícios são utilizados frequentemente por criminosos nas disputas territoriais em comunidades do Rio de Janeiro.
Atualmente comandada por milicianos, a região da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, é alvo de ataques frequentes de traficantes. Os criminosos tentam retomar o controle da área pela mata. Para isso, utilizam trajes de caça e de observação de pássaros que se camuflam pela floresta. As roupas são encontradas facilmente em sites por cerca de R$ 200.
Em contrapartida, para monitorar possíveis invasões dos traficantes, os milicianos utilizam drones que detectam até movimentos no escuro.
Segundo o porta-voz da Polícia Militar, coronel Mauro Fliess, quando o ataque é planejado, parte dos criminosos se esconde nas áreas de mata, enquanto os demais usam favelas próximas como ponto de apoio.
Enquanto isso, inocentes ficam em meio ao fogo cruzado como relata este morador que prefere não ser identificado e teve a voz distorcida.
A Polícia Militar acompanha o uso de drones por criminosos desde o ano passado quando um miliciano foi preso e o equipamento que estava com ele foi apreendido.
O último confronto envolvendo a disputa territorial na região aconteceu no dia 28 de julho. Na ocasião, o estudante de direito, Caio de Jesus Barbosa, de 24 anos, foi morto e uma idosa de 87 anos ficou ferida.

