Crescem oportunidades de carreira na área de segurança física

A ampliação das possibilidades de ingresso e de desenvolver um plano de carreira bem-sucedido na área se deve aos avanços tecnológicos, como a inserção de IA e IoT, que surgem para enfrentar os novos desafios do mercado, que incluem invasões e riscos cibernéticos

A indústria de segurança física tem sido tradicionalmente conservadora na adoção de novas tecnologias. Por esta razão, muitas vezes tem sido ignorada por candidatos que buscam construir carreiras em áreas mais glamorosas, nas quais a tecnologia é impulsionadora da inovação. Nos últimos anos, grandes mudanças no cenário de ameaças e a ascensão da IoT (Internet das coisas) aceleraram a transformação digital no setor de segurança. A cibersegurança, a migração para nuvem, a análise com inteligência artificial (IA) e IoT agora são parte integrante do ecossistema de segurança física. Porém, o setor está sofrendo com uma escassez significativa de pessoas qualificadas, especialmente à medida que a segurança e a TI convergem para lidar com esse cenário em constante mudança.

“Hoje, o setor de segurança física apresenta oportunidades interessantes e significativas de carreira para talentos que querem se especializar e conhecer mais sobre novas tecnologias aplicadas ao dia a dia das empresas, ou seja, que buscam desafios em seu dia a dia, com um grande ritmo de inovação. Essa rápida evolução tem sido a chave para atrair novos profissionais para nossa indústria”, afirma Giovanna Guido, responsável pela gestão de pessoas na Genetec America Latina.

Proteção contra ameaças cibernéticas

Hoje, as implementações de segurança física são ricas em dispositivos IoT, como câmeras e sensores. Esses dispositivos beneficiaram a capacidade das empresas de melhorar a segurança e monitorar atividades em grandes espaços distribuídos. Mas, com os benefícios da conectividade, acessibilidade, mobilidade e compartilhamento de dados, surgem riscos adicionais de cibersegurança e dispositivos como câmeras de videomonitoramento, leitores de controle de acesso e painéis de alarme podem ser pontos de entrada para obter acesso a redes de grandes e pequenas empresas.

“Atualmente, proteger esses dispositivos com novas estratégias para gerenciar o acesso a eles é fundamental. Por isso, as empresas estão reconhecendo cada vez mais a importância de se proteger proativamente contra ameaças cibernéticas e a vulnerabilidade potencial de seus dispositivos IoT a fim de mitigar ameaças e essa é outra demanda que exige o recrutamento de profissionais altamente qualificados em TI, capazes de prevenir riscos e diminuir vulnerabilidades”, explica Giovanna.

Compreensão dos dados

Com a proliferação de dispositivos IoT de segurança física, as companhias agora têm acesso a uma variada e rica fonte de dados coletados por câmeras de vigilância, sistemas de gerenciamento de vídeo (VMS), sistemas de controle de acesso (ACS), leitores automatizados de placas de veículos (ALPR), sistemas de intrusão e outros dispositivos de segurança física conectados. Com o surgimento dos analíticos de dados, os dados do sistema de segurança física podem ser usados para mais do que apenas uma ferramenta de reagir a crimes ou uma despesa necessária para manter ativos e pessoas seguras.

Na verdade, uma pesquisa recente da Genetec com 3.700 líderes de segurança física em todo o mundo mostrou que quase dois terços (63%) dos entrevistados e 7 em cada 10 empresas com mais de 10.000 funcionários descreveram a segurança física e os dados relacionados como “missão crítica” e a gestão desses dados requer indivíduos que entendam que a segurança física se tornou um ativo estratégico para lidar com uma variedade de desafios, que vão além da simples mitigação de riscos. Eles precisam ter o conjunto de habilidades para desempenhar um papel significativo na transformação digital de suas organizações.

Aproveitamento da nuvem

Já vir preparado para a nuvem também é um ponto de acesso dos talentos a muitas organizações. Portanto, tornou-se crítico para os profissionais de segurança física entender como as soluções hospedadas na nuvem podem ser utilizadas visando o alcance dos objetivos de negócios, enquanto minimizam a complexidade operacional geral.

Steve Riley, líder de tecnologia de segurança global da IBM, observou que recentemente a companhia tem integrado seus conhecimentos de TI mais especializados ao departamento de segurança física. Isso tem sido essencial para avançar em direção a um ambiente de nuvem híbrida mais global. “Nossas próprias equipes de TI também foram incorporadas às de segurança física e juntos eles desempenharam um papel fundamental na forma como entregamos nossas soluções de forma arquitetônica globalmente. Isso inclui construir redes resilientes e garantir que capitalizemos todos os recursos com tecnologia de ponta, sistemas operacionais, aplicações e hardware. Essas habilidades são cada vez mais solicitadas pela IBM”, ressalta Riley.

As funções estão em demanda e bem remuneradas.

No Relatório Security Benchmark de 2021, líderes de segurança em todos os setores identificaram a equipe como um dos 10 principais problemas críticos enfrentados pela indústria. Uma pesquisa de 2022 da empresa de recrutamento de cybersecurity global Stott and May mostrou que 87% das empresas estavam enfrentando escassez de pessoas qualificadas, com a companhia de pesquisa CyberSeek relatando mais de 700.000 posições não preenchidas somente nos EUA.

Um setor em rápido crescimento, a cibersegurança tem previsão de crescer 11% em 2023 e 20% em 2025. A U.S. Bureau of Labor Statistics relata que o salário médio anual dos analistas de segurança da informação é mais do que o dobro do salário médio nacional dos profissionais de todos os setores. Além de uma escassez global em profissionais do setor, os talentos que têm de preencher funções de segurança física mais tradicionais também são escassos. Essas funções oferecem caminhos atraentes para a liderança e fornecem uma riqueza de oportunidades para treinamento e educação. O aprendizado continua ao longo desta carreira e pode incluir segurança contra incêndio, conscientização sobre terrorismo, planejamento de emergência, procedimentos de evacuação e muito mais, bem como treinamento específico voltado à determinada indústria a ser atendida.

A seleção e desenvolvimento de profissionais capacitados no setor de segurança física pode fazer uma grande diferença na proteção de pessoas, propriedades e informações contra ameaças. Quer estejam projetando hardware e software ou vendendo e instalando sistemas, a nova geração de profissionais de segurança patrimonial precisará ser de tecnólogos experientes, que supram mais do que as responsabilidades tradicionais de segurança. “À medida que a indústria continuar a evoluir exigirá cada vez mais uma força de trabalho diversificada, composta por indivíduos multifacetados, com experiências variadas, conhecimento técnico e habilidades com analíticos, contribuindo para tornar a sociedade mais segura”, conclui Giovanna.

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