A edição 2026 do Rock in Rio trouxe um esquema de segurança reforçado por tecnologia. A operação do evento reúne mais de 2 mil vigilantes, 117 câmeras de monitoramento (40 delas com inteligência artificial), 20 bodycams, quatro drones e um robô humanoide.
Em visita ao Centro de Controle Operacional (CCO) do festival, instalado no Parque Olímpico, a CBN apurou os detalhes de três frentes tecnológicas da operação, realizada pela empresa SegurPro.
Chama atenção o robô humanoide Yellow Pro, com 1,45 metro de altura e 35 quilos. Ele é fabricado na China e conta com sensores e câmeras. O equipamento não opera de forma autônoma, mas é conduzido por controle remoto semelhante ao de videogame.
O robô reproduz gestos programados e caiu nas graças em especial do público da área VIP por fazer várias dancinhas. Apesar do uso experimental e divertido nesta edição do festival, os responsáveis explicaram que ele está apto a atuar em situações arriscadas para seres humanos, como na vistoria de objetos abandonados.
Os drones também dispensam operador: decolam sozinhos de uma estação automatizada, seguem uma rota definida por inteligência artificial e alertam os agentes de segurança caso identifiquem alguma situação suspeita no trajeto.
A operação conta ainda com um radar capaz de detectar todos os drones que sobrevoam a Cidade do Rock, diferenciando os autorizados dos não identificados. O sistema já registrou ocorrências desse tipo na edição de 2026.

