Com criminalidade crescente, CAME vê procura pelos seus equipamentos de alta segurança subir até 500%

Marco Barbosa, diretor da Came do Brasil, credita demanda às vulnerabilidades em empresas, centros logísticos e até condomínios residenciais

Com a criminalidade crescente, a escalada da violência no Brasil em meio a um cenário de forte crise financeira agravada pela pandemia, além da situação mundial de falta de matérias-primas e da guerra na Ucrânia, a preocupação das pessoas e das empresas com a proteção de suas respectivas residências e espaços de trabalho aumentou. A Came do Brasil, líder mundial em automação de controles de acesso, confirmou que, já a partir do primeiro trimestre do ano passado, houve uma elevação que variou de 400% a 500% na procura pelos equipamentos de alta segurança vendidos pela multinacional.

Marco Antônio Barbosa, diretor da Came do Brasil, credita esse crescimento expressivo de demanda ao fato de que há deficiências nos sistemas de resguardo de diversos locais do país, mesmo nos que aparentemente são seguros para os seus usuários, como por exemplo, os condomínios fechados.

“Em nossa percepção, é um fator conjuntural em que a insegurança está mais elevada nos locais que possuem bens no seu interior, como empresas, centros logísticos e até condomínios residenciais, e os controles de segurança e acesso ainda possuem vulnerabilidades. É justamente nessas brechas que as organizações criminosas tomam as ações com menor risco e maiores ganhos”, explica o especialista em segurança, lembrando que a falta de preocupação com medidas preventivas pode custar caro aos proprietários que tiveram bens violados ou roubados e só depois disso adquirem produtos de alta proteção. “O fato cultural latino-americano de somente tomar qualquer atitude após o incidente acontecer é uma grande vantagem para aqueles que estão sempre se aprimorando para superar os obstáculos e, assim, obter a vantagem da ação criminosa”, completa Marco Antônio Barbosa.

Apesar do aumento na busca por sistemas eletrônicos – segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o setor deve crescer 18% este ano –, apenas pouco mais de 12 milhões de imóveis em todo o Brasil possuem alguma tecnologia de controle de acesso. Esse número representa somente 17% das habitações que podem receber essas soluções.

Entretanto, o diretor da Came revela que a empresa contabilizou um incremento geral na comercialização dos seus equipamentos de alta tecnologia e segurança a partir de 2021. “Praticamente todos os produtos da Came tiveram aumentos significativos de vendas, e podemos destacar os bollards ou pilares retráteis/fixos capazes de parar o impacto de um caminhão de 70 toneladas a 80 km/h, road blockers ou barreiras de vias, dilaceradores de pneus, torniquetes e demais produtos, como cancelas de alta segurança, catracas e motores de portões que complementam a integração da segurança e controle de acesso”, ressalta Marco Antônio Barbosa.

O especialista em segurança, porém, salienta que a Came do Brasil evita estabelecer uma relação direta entre a crise financeira agravada pela pandemia da Covid-19 e o crescimento da procura pelos equipamentos de proteção. A empresa vê a falta de rigor das leis brasileiras na aplicação das sentenças aos bandidos como um fator mais preponderante para a busca maior pelos produtos de alta segurança. E essa demanda é uma consequência da elevação da criminalidade, estimulada em parte pela confiança na impunidade.

“Em nosso entendimento, a sensação de insegurança está mais ligada aos fatores correlacionados à legislação jurídica, que acaba refletindo em uma maior ação das organizações criminosas, que observam que o retorno de uma ação de roubo/intrusão versus o risco vale a pena. Talvez, com a necessidade de se ficar mais em casa (por causa das restrições impostas pela pandemia), a população em geral se deu conta da necessidade de estarem mais protegidos, uma vez que os roubos não pararam”, pondera Barbosa.

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