“Ceará vai virar grande referência em segurança pública”, diz secretário

Sandro Caron acredita que o Estado está no caminho certo e “daqui a alguns anos o Ceará vai virar também uma grande referência em segurança pública, como hoje já é para educação”

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, Sandro Caron, acredita que, dentro de alguns anos, o Estado será referência na área de segurança pública, da mesma forma como atualmente é em educação. Na conversa, ele destacou investimentos tecnológicos na segurança do Estado, reforço na composição de PMs e valorização da profissão. Para o secretário, a segurança pública do Ceará “está bem encaixada”.

“O sistema de segurança pública do Estado está bem encaixado. A gente está trabalhando integrado, cada órgão fazendo o seu papel. O sistema está funcionando bem. Porque também, não adianta uma força fazer bem o seu papel e as outras não. Segurança pública é sistema”, considera.

Caron aponta os investimentos em segurança para justificar a convicção de que o Estado se tornará referência. Ele faz menção a dados que mostram que o Ceará fechou o ano de 2021 com redução de 18% de homicídios em relação a 2020. Este ano, de 1º de janeiro até 10 de abril, ele cita redução de 8%.

O narcotráfico, segundo ele, é o principal motivo para a ocorrência de crimes violentos. “O narcotráfico é o crime-mãe. É ele que gera 95% dos homicídios, grande parte dos assaltos. Não tem como você melhorar a situação de segurança pública no Estado sem reprimir o narcotráfico. E o Estado do Ceará, no ano passado (2021), as forças do Estado retiraram das ruas mais de duas toneladas de cocaína, é o recorde histórico.”

O objetivo principal, segundo ele, é juntar a queda dos índices de criminalidade no Estado e a sensação de segurança. “A gente sabe que ainda tem muito a avançar, mas, quando se tem números positivos, a gente vê que está no caminho certo”.

Sobre as facções criminosas, o secretário afirmou que o Estado tem agido para impedir o domínio de territórios.“Nós já temos um protocolo de atuação. Qualquer notícia que chegue de ameaça a moradores, vai em peso para o local a Polícia Civil. Também vai para tentar identificar quem é o responsável por essas ameaças e prendê-los”.

O secretário enfatiza que quem manda no território é o Estado e que não existe nenhuma área no Ceará onde a Polícia Militar não entre com uma viatura e três policiais. Contudo, há por parte dos criminosos, nas palavras dele, essa falsa demonstração de poder. Mas que “toda vez que acabam ameaçando, tentando constranger as pessoas, eles acabam entrando na nossa lista prioritária para prisão. Não tem semana que a gente não prenda alguém por conta de ameaças a moradores. O controle é do Estado e a presença em áreas que há esse tipo de coisa há uma presença maior do Estado, até que se faça a prisão desses criminosos”, afirma.

O secretário atribui ainda a melhora dos resultados de violência no Ceará aos esforços, sobretudo do governo Camilo Santana (PT), ex-governador do Estado, em promover promoções e novas contratações. Ele menciona que recentemente foram empossados 227 novos integrantes da Polícia Forense. Está em andamento a formação de mais de 500 integrantes para a Polícia Civil. Além de haver um concurso em andamento para três mil policiais militares. Caron acrescenta que o profissional “tem na cintura a melhor pistola, ele tem a melhor arma longa, ele tem viatura nova, ele tem equipamento de inteligência”.

Todavia, se a segurança nas ruas está indo por um caminho de melhora, o cenário dentro dos lares cearenses piora. Dados da Secretaria de Segurança Pública revelam que o número de pessoas do sexo feminino vítimas de violência doméstica vem aumento no Estado. Em janeiro, houve 389 registros de violência. Em fevereiro, o número subiu para 507. Em março, saltou para 628 mulheres vítimas de agressão.

A respeito dessa questão, Caron diz que o Ceará vem desenvolvendo alguns programas que buscam alertar as mulheres e as pessoas que sofrem esse tipo de violência a denunciarem às autoridades. “Porque quando uma situação dessas for denunciada a um delegado de Polícia, a um promotor de Justiça, há a possibilidade de se pedir judicialmente as chamadas medidas protetivas. Porque tudo que a gente quer é que não venha acontecer o crime. Claro, se acontecer, é muito importante que a Polícia Civil venha, apure rápido, com rigor para que os responsáveis sejam punidos”.

O secretário fala ainda que, em determinadas áreas em que já se vislumbra um número grande dessas ocorrências, há o Grupo de Apoio às Vítimas da Violência (Gave), da própria Polícia Militar, que visita lares em que há situações anteriores de agressão e monitoram a situação.

O secretário destaca que, de fevereiro a março desse ano, as policiais do Ceará prenderam mais de 350 pessoas por violência doméstica. “Tudo que a gente quer é que não aconteça, mas se acontecer nós vamos partir pra responsabilizar, com indiciamento e com prisão”.

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