Arma inteligente vendida nos EUA tem reconhecimento facial e desbloqueio por biometria

Arma da Biofire Tech está a venda no mercado americano por R$ 7,4 mil; segundo empresa, tecnologia pode reduzir acidentes fatais envolvendo armas de fogo

Com apenas 26 anos, Kai Kloepfer criou a primeira arma inteligente do mundo, que conta com um sistema de reconhecimento facial e de desbloqueio de impressão digital. A pistola 9mm, que já está a venda nos EUA, tem o cano com o dobro do tamanho de uma arma comum e é alimentada por pentes de 10 ou 15 cartuchos.

Fundador e presidente-executivo da Biofire Tech, que vende o armamento, Kloepfer já levantou US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 138 milhões) em capital, incluindo um investimento de US$ 100mil (R$ 495 mil) que recebeu do programa de bolsas de Peter Thiel, cofundador do PayPal.

A arma conta com sensores biométricos infravermelhos, mira a laser e uma interface eletrônica. Ela vem ainda com um dock equipado com uma tela sensível ao toque que emparelha rosto e impressão digital. Depois que o sistema detecta a impressão digital ou o rosto de um usuário aprovado (o que ocorrer primeiro), ele é desbloqueado e pode ser disparado.

Segundo Kloepfer, o objetivo da tecnologia é tornar as armas mais seguras. “Se você é o proprietário ou alguém que o proprietário escolheu para registrar a arma de fogo, ela é desbloqueada e funciona como qualquer outra”, disse. “Mas, ao mesmo tempo, trava em uma fração de segundo assim que sai do seu controle.”

Armas menos perigosas?

O desenvolver relatou que as tecnologias de impressão digital e reconhecimento facial são bem compreendidas, e a combinação dos dois cria um sistema muito mais confiável do que apenas um método. “Tem que ser desbloqueado sempre que você pegá-lo e sempre trancado quando sai do seu controle. Essa peça de confiabilidade… é a parte chave da construção de uma arma inteligente viável”, afirmou.

A arma inteligente tem uma bateria de íons de lítio que a alimenta por meses com uma única carga. “Trabalhamos muito para garantir que isso não seja algo em que você realmente tenha que pensar”, pontuou Kloepfer, acrescentando que se a bateria estiver fraca, são emitidos diversos avisos para alertar o usuário.

Apesar de ser um produto com predicados, a reportagem do DailyMail lembra que o equipamento tem pontos francos, já que a impressão digital ou o reconhecimento facial podem falhar e, caso a bateria acabe, a arma não irá funcionar.

Pensando em segurança e privacidade, Kloepfer informou que o equipamento não tem comunicação sem fio – não há Wi-Fi, GPS ou Bluetooth. Dessa forma, uma invasão hacker será difícil de ocorrer.

Os dados biométricos capturados são armazenados apenas na arma e são criptografado usando credenciais às quais nem o fundador da Biofire tem acesso. “Tudo isso fica nas mãos do proprietário, e apenas sua biometria pode realmente acessar qualquer um desses dados ou causar alterações no sistema. Portanto, é uma arquitetura muito, muito fechada”, garantiu Kloepfer.

A Biofire estima que sua arma inteligente, que custa US$1.499 (R$ 7,4 mil) poderia evitar cerca de dois terços das mortes por armas atribuídas ao suicídio nos Estados Unidos a cada ano. Mas há quem acredite que isso é exagero.

Por exemplo, uma análise da Engineering & Technology (E&T), do Reino Unido, projetou que apenas cerca de 6.109 mortes anuais por armas provavelmente seriam evitadas. A empresa baseou suas descobertas nos dados do Centro de Controle de Doenças dos EUA e em outros relatórios de pesquisa.

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