Após crescer quase 20% em 2022, Came do Brasil vai ampliar oferta de produtos de alta segurança neste ano

Marco Barbosa, diretor da unidade nacional da empresa, revela plano de disponibilizar até dez novos equipamentos ao mercado brasileiro em 2023

Após confirmar, em julho passado, um aumento de procura por equipamentos de alta segurança que variou de 400% a 500%, já a partir do primeiro trimestre de 2021, a Came do Brasil manteve a sua curva positiva até o final de 2022 e fechou o ano com um crescimento de quase 20%. A informação é destacada por Marco Barbosa, diretor da unidade nacional da empresa, líder mundial em automação de controles de acesso, ao fazer um balanço do período e ao revelar os principais planos da companhia para 2023.

“Nós crescemos quase 20% em 2022, e foi o maior ano de faturamento histórico da Came (presente no Brasil desde 2010). E eu considero um ano de sucesso não só pelos produtos convencionais que nós vendemos, mas também pelos projetos de alta segurança que ajudamos a executar. Houve uma grande evolução nesses projetos”, ressalta Barbosa, que é especialista em segurança.

O diretor da Came ainda enfatiza que a companhia manteve o seu crescimento no país mesmo em um momento de incerteza do cenário político e econômico, proporcionado pelas eleições, realizadas em outubro passado, além das crises vividas por outras nações do continente. “Apesar dos problemas que enfrentamos na América do Sul, com problemas políticos e econômicos, alcançamos avanços com exportações de nossos produtos. Tivemos um último trimestre muito bom no ano passado. Ficou um pouco abaixo do que estávamos projetando, mas mesmo assim foi bom”, completa Barbosa.

As conquistas recentes desenham uma perspectiva otimista para a Came, que para a próxima edição da Exposec, feira internacional de segurança eletrônica, entre os dias 13 e 15 de junho, em São Paulo, planeja lançar uma série de novos equipamentos que pretende disponibilizar ao mercado brasileiro em 2023.

“Para este ano, temos projeção de investimentos de dois dígitos no Brasil e de trazer produtos diferentes, que já fazem sucesso no exterior e queremos oferecer ao mercado brasileiro. Esperamos apresentar na Exposec perto de dez produtos, entre variações dos equipamentos atuais e os novos. Tem de tudo, como produtos muito inovadores lá fora, que ainda não chegaram aqui até por uma questão de aceitação no mercado”, explica.

O segmento de segurança está em constante desenvolvimento para superar os desafios impostos pela criminalidade e garantir a proteção de diferentes tipos de estruturas, sejam elas empresariais ou residenciais. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam um aumento de roubos patrimoniais entre 2020 e 2021. Segundo o levantamento, o Brasil registrou elevação nos índices desta categoria de delito praticado contra estabelecimentos comerciais, que subiu 6,5%, residências (4,7%) e instituições financeiras (11%).

“São números que evidenciam a importância de empresas, bancos, além de condomínios e proprietários de imóveis, investirem em equipamentos de alta segurança e a necessidade de desenvolvimento constante de novos produtos, como nós temos feito”, afirma o especialista. No ano passado, por exemplo, a Came lançou na Exposec a cancela GT8, que impressiona por sua robustez, pela alta tecnologia e por proporcionar ao usuário a opção de poder ser operada com uma grande haste de até 4,5 metros, capaz de suportar o impacto de até 70 toneladas ao ser atingida por um automóvel pesado.

E ao comentar produtos inovadores que já são vendidos pela Came no exterior, principalmente em solo europeu e na América do Norte, o diretor da Came cita alguns exemplos: “Tem portas automáticas de alta tecnologia, de alto grau de segurança, que possuem até parte holográfica para reconhecer a pessoa. Há também equipamentos interessantes de vídeo, de interfonia para grandes complexos residenciais e comerciais, que já estão sendo utilizados na Europa”.

Barbosa diz que hoje a unidade brasileira da Came está focada, em primeiro plano, nos projetos de alta segurança. “Estamos percebendo que temos uma demanda diferenciada nas áreas residencial e empresarial. E grande parte do nosso sucesso atualmente se deve a esses dois setores”, finaliza o especialista.

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