Após alta de roubos de cargas em 2023, Came aumenta vendas de produtos de segurança a condomínios logísticos em 18,5%

Marco Barbosa, diretor da unidade brasileira da empresa, revela elevação expressiva nos negócios do setor no 1º bimestre em relação ao mesmo período do ano passado

Um relatório divulgado pela consultoria Overhaul, multinacional de gestão de riscos que analisa anualmente a segurança no deslocamento de mercadorias no Brasil, apontou que houve um crescimento de 4,8% no número de roubos de cargas no país em 2023 na comparação com o mesmo período do ano passado. O estudo contabilizou 17.108 ocorrências deste tipo de crime no último ciclo de 12 meses, após apontar 16.331 casos em 2022. E essa alta vem se refletindo em uma maior preocupação das empresas não apenas em resguardar os veículos que transportam suas mercadorias, mas também em investir na proteção dos condomínios logísticos onde elas ficam armazenadas.

Um exemplo claro dessa consequência foi confirmado por Marco Barbosa, da Came do Brasil, líder mundial em produtos de controle de acesso no mercado de segurança. Segundo Barbosa, nos dois primeiros meses de 2024, a venda de equipamentos da companhia cresceu mais de 20% em comparação com o mesmo período de 2023. Somente as vendas para clientes que administram galpões ou armazéns cresceu 18,5% no bimestre. “Além disso, cerca de 12% de todos os nossos negócios nos dois primeiros meses do ano foram com empresas de condomínios logísticos. E essa concentração em um único ramo é um fato bastante representativo porque temos clientes de diversos outros segmentos, como, por exemplo, os de residências, hospitais e aeroportos, sendo que essa divisão dos setores é muito pulverizada”, ressalta.

O relatório publicado pela Overhaul traz dados detalhados relacionados aos roubos de cargas no país. E um deles apontou que apenas 3% dos casos dessa modalidade de crime ocorreram em centros logísticos. Entretanto, o estudo enfatiza que esse tipo de delito dentro de galpões e armazéns costuma ser mais crítico por visar quantidades maiores de mercadorias e valores mais altos do que os geralmente subtraídos em ataques a caminhões em ruas ou rodovias.

Ao analisar essa ponderação, o diretor da Came destaca diversos fatores que acabam sendo levados em conta pelas empresas que resolvem investir na melhoria dos sistemas de proteção em condomínios logísticos. “A preocupação maior das companhias desse segmento é a de que, na maioria dos casos, quando acontece alguma ocorrência dentro dos estabelecimentos, o prejuízo financeiro é maior, já que esses locais abrigam grandes volumes de mercadorias. Além disso, existem os riscos para as pessoas que trabalham nesses lugares. E muitas vezes os criminosos já chegam preparados com caminhões e carretas para levar tudo o que está ali dentro. Então, o mais importante é ter um controle de acesso que não permita a passagem ou a entrada de pessoas não autorizadas”, completa Barbosa, que também é especialista em segurança.

Ele lembra, ainda, que, ao instalar sistemas de segurança reconhecidos e com produtos certificados, as empresas têm como outro benefício a redução do valor do seguro dos armazéns. E o investimento em proteção desses locais vem sendo acompanhado por uma expansão progressiva do mercado de galpões logísticos. Uma pesquisa da consultoria imobiliária JLL revelou que o estado de São Paulo registrou, em 2023, o seu recorde de locações desse tipo de estrutura, com 2,2 milhões de m² no acumulado do ano. O resultado representou um volume 10% maior do que o de 2022, quando foram somadas cerca de 2 milhões de áreas locadas no segmento.

Parte fundamental para resguardar com sucesso o patrimônio das empresas desse mercado, o setor de segurança tem diversificado a oferta de equipamentos e projetos destinados aos condomínios logísticos, cujos esquemas montados para impedir as ações criminosas estão cada vez mais sofisticados.

“Entre os produtos de alta segurança, os três que a Came mais comercializou no primeiro bimestre deste ano foram os dilaceradores de pneus, as cancelas de alta proteção e os bollards (barreiras retráteis capazes de suportar fortes impactos). E para o segmento logístico nós fornecemos muito as cancelas de alto fluxo, que são o carro-chefe da companhia, além de portas automáticas, automatizadores de portões e outros equipamentos de controle de acesso de uma maneira geral. Para completar, ainda disponibilizamos dispositivos com tecnologias que proporcionam maior conectividade e simplificam a operação dos sistemas, casos do Came Key e do Came Connect”, reforça Barbosa.

Crescimento da indústria ajuda a impulsionar setores

A expansão progressiva dos setores de segurança e de galpões logísticos no Brasil se deve em muito também ao crescimento da atividade industrial no país, que em dezembro passado aumentou 1,1% em comparação com o mesmo período de 2022, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, o quinto mês seguido de alta no índice de desenvolvimento dessa área da economia nacional.

Essa evolução, consequentemente, também ajudou a fazer com que a presença das indústrias nos condomínios logísticos brasileiros registrasse uma elevação de 31,17% em 2023 em comparação com o volume acumulado ao longo do ano anterior. O incremento significativo neste segmento foi confirmado por um estudo publicado pela plataforma Marketing Analytics da SiiLA, multinacional de análise de dados do mercado imobiliário comercial na América Latina.

A Came, por sua vez, vem se beneficiando do desenvolvimento industrial do país. “Entre os clientes que mais compraram equipamentos ou contrataram projetos de segurança em 2024, em primeiro lugar estão os de centros logísticos de distribuição, em segundo vêm os da indústria e depois, empatados em terceiro, aparecem os de condomínios fechados e do comércio”, revela Barbosa.

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