Aeroscan e Commbox integram suas plataformas

Integração do SIMA com o SafeAlarm traz agilidade nas tratativas de ocorrências e dados precisos para uma operação mais eficiente

A Aeroscan, empresa de tecnologia que realiza monitoramento perimetral com drones automatizados, e a Commbox, especialista na fabricação e desenvolvimento de hardware e software para o segmento de segurança eletrônica corporativa, passaram a integrar suas plataformas de gestão com o objetivo de reunir todas as soluções de um projeto em um único sistema.

Para entendermos mais sobre essa nova parceria, conversamos com Marcello Moreira, diretor de desenvolvimento da Aeroscan, e Renan Ribeiro, engenharia de produto da Commbox.

Revista Segurança Eletrônica: A Aeroscan desenvolveu nos últimos anos uma plataforma brasileira para gestão de drones autônomos. Poderia explicar como o software funciona?

Marcello Moreira: O software da Aeroscan, apelidado de SIMA – Sistema Integrado de Monitoramento Aéreo, foi especificamente criado para conectar aeronaves remotamente pilotadas a um ecossistema integrado de soluções voltadas para o mercado da segurança.

O software pode funcionar em nuvem com transmissão de dados encriptados de ponta a ponta, ou ser instalado na rede local do cliente em um modelo on-premise. Com esse sistema é possível gerenciar as rotas das aeronaves, horário dos voos, gerir o acesso de pilotos e agentes de monitoramento ao sistema, transmitir o vídeo da aeronave em tempo real para sistemas de monitoramento de vídeo, acionar analíticos e inteligência artificial e armazenar imagens em um registro de evidências para análise posterior e auditoria.

Revista Segurança Eletrônica: E como funciona o SafeAlarm da Commbox?

Renan Ribeiro: Originalmente, o SafeAlarm foi desenvolvido para ser um software de monitoramento de alarmes. Entretanto, após anos de atualizações constantes, foi agregando funcionalidades e recursos que envolvem a segurança patrimonial como um todo, incluindo controle de acesso, integração com vídeo, atuação de periféricos de segurança, geradores de neblina, sirenes de alto impacto, perfuradores de pneus, tornando-se um software poderoso em administração, monitoramento e controle, sendo chamado até mesmo de “ERP da prevenção e perdas”.

Uma das mais interessantes implementações no SafeAlarm foi a integração com a plataforma da Aeroscan, de modo que os eventos dos drones de segurança possam ser monitorados e auditados pelo SafeAlarm. A arquitetura 100% Web do SafeAlarm promove uma série de facilidades técnicas e operacionais. Através de um simples navegador web, dezenas de estações de trabalho e colaboradores podem acessar o sistema, instalado em um único servidor. Essa topologia favorece significativamente ações de atualizações, manutenções e customizações.

Revista Segurança Eletrônica: Recentemente, o SIMA passou por uma integração com a plataforma SafeAlarm. Quais são os ganhos que os clientes podem ter com essa integração?

Marcello Moreira: Ao conectar o SafeAlarm com os drones da Aeroscan, os clientes terão acesso aos alertas gerados pela IA embarcada da aeronave em um só lugar. Esses alertas fornecem a zona em que houve a detecção e a informação de quais objetos foram identificados, permitindo o tratamento desses eventos e a ação rápida na sua correção, além de adicionar os alarmes gerados no sistema em um software especializado na gestão e monitoramento de alarmes corporativos.

Renan Ribeiro: Para os clientes, a integração dará mais autonomia no monitoramento de perímetros, onde o drone fará o monitoramento autônomo dos perímetros e, em caso de invasão ou atividades suspeitas, enviará para o SafeAlarm o evento de acordo com os parâmetros já definidos, como: área em que ocorreu a detecção e o seu tipo (intrusão, aglomeração, etc.). O operador de monitoramento receberá em sua tela um alerta em texto e um alerta sonoro.

Revista Segurança Eletrônica: A união das plataformas é ideal para aplicação em qual tipo de projeto?

Marcello Moreira: A integração entre as plataformas trará ganhos quando aplicada em projetos de segurança patrimonial que precisam de um procedimento bem estabelecido para o tratamento de eventos e alarmes.

Renan Ribeiro: É ideal para quem possui um terreno grande a ser protegido, como galpões, centros de distribuição e complexos administrativos, e em projetos que vigiar a área apenas com sensores de alarme não seja suficiente, devido à complexidade e ao alto custo de colocar tantos sensores e sua manutenção.

Revista Segurança Eletrônica: Poderiam citar algum case em que essa solução integrada foi aplicada?

Marcello Moreira: Aplicamos essa solução integrada em um grande centro logístico na região de São Paulo. Durante o voo automatizado da aeronave, detecções geradas por inteligência artificial são enviadas à central SafeAlarm, onde agentes de monitoramento classificam e acompanham esses alertas. Em casos onde uma situação de risco é confirmada, as equipes são acionadas para tomar as devidas providências. Todo o processo, do momento em que o alarme é acionado até o seu atendimento e encerramento no sistema Safe Alarm, fica registrado e pode ser auditado.

Renan Ribeiro: O drone Aeroscan foi implantado para identificar invasões ou aglomerações ocorridas dentro de alguns perímetros de um centro de distribuição. Utilizando analíticos em câmera comum e em câmera térmica para visão noturna, os eventos são gerados pelo sistema da Aeroscan e recepcionados pelo SafeAlarm para alertar a central de monitoramento como uma zona virtual para que seja tratada na mesma operação de alarmes de suas filiais.

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