Com faturamento de R$ 2,1 bilhões no mundo em 2026, Came celebra 16 anos de sucesso no Brasil em inauguração de nova fábrica no país

Em abertura oficial de unidade fabril, em Indaiatuba (SP), o italiano Andrea Menuzzo, CEO global da companhia, revela receita acumulada da empresa no ano e exalta a expansão contínua da filial brasileira


Após dobrar de tamanho nos últimos quatro anos, a filial brasileira da Came, multinacional de origem italiana que é líder mundial em produtos de controle de acesso no mercado de segurança, acaba de inaugurar oficialmente a sua nova fábrica em Indaiatuba (SP). Com espaço ampliado para produção, montagem e armazenamento de equipamentos, a unidade fabril é três vezes maior do que a da sua base anterior e foi aberta em uma cerimônia que contou com a presença de Andrea Menuzzo, CEO global da companhia, na última quinta-feira (1), quando o executivo italiano também cortou o bolo que simbolizou os 16 anos de sucesso da operação da empresa em solo nacional.

Líder geral da Came, que tem 54 anos de história e hoje possui filiais em mais de 20 países, Menuzzo exaltou a relevância estratégica que a subsidiária brasileira continua tendo para colaborar com o crescimento constante do grupo e revelou o expressivo faturamento acumulado pela sua organização no planeta em 2026. “Para falar sobre os planos globais e dar uma ideia do porte da empresa, eu diria que a Came do Brasil é, com certeza, uma parte muito importante do nosso grupo porque está em uma das regiões onde estamos apresentando um excelente crescimento. E eu acredito que, hoje, certamente não estamos no fim da nossa trajetória (no país), talvez estejamos na metade do caminho se considerarmos que, depois de 16 anos, falamos de uma empresa com um quadro de aproximadamente 200 colaboradores. Além disso, no mundo, estamos falando de 2.500 pessoas trabalhando para a Came. E o nosso faturamento global em 2026 foi de aproximadamente 365 milhões de euros (cerca de R$ 2,1 bilhões, pela cotação atual) até agora”, ressaltou o CEO global.

Respaldada pelos benefícios proporcionados pelo fato de atualmente ser controladora de sete empresas produtivas, que desempenham um papel fundamental para a disponibilidade de um portfólio de equipamentos de primeira linha e eficiência na execução de projetos para clientes espalhados por todo o país, a Came mantém a sua meta de crescer 15% neste ano no mercado brasileiro, em comparação com 2025, assegura Menuzzo. E o italiano confirma esse objetivo, revelado em janeiro por Marco Barbosa, diretor da filial brasileira, ao mesmo tempo em que destaca a trajetória da unidade, cujo porte era modesto no início de suas atividades no país. “Este é um marco na história da Came do Brasil. Há aproximadamente 15 anos, quando abrimos a empresa, havia muitas expectativas, mas também éramos uma empresa pequena. A realidade é que o caminho para chegar ao que construímos hoje foi muito competitivo, muito difícil de percorrer, mas a nossa visão sempre foi muito clara: o Brasil é um grande país e estávamos conscientes de que haveria espaço para nós aqui. O que estamos inaugurando neste 1º de outubro é fruto de um trabalho realizado por uma equipe, dia após dia, passo a passo, conquistando novos clientes, novos canais, oferecendo diferentes tipos de produtos e adaptando a estratégia da empresa ano após ano para alcançar os resultados que desejamos”, reforçou.

Um dos motivos para a expansão constante da Came em solo nacional é o de que vem mantendo a sua curva de crescimento no subsegmento de alta segurança, no qual hoje aproximadamente 75% dos seus projetos estão concentrados em clientes de centros logísticos. O restante é dividido entre empresas e condomínios residenciais. Para suprir as demandas nesta área, a filial oferece uma diversificada linha de produtos, como bollards e road blockers, que são dois tipos de barreiras super-resistentes com acionamento remoto, além de garras de tigre (dilaceradores de pneus fixados no solo), uma cancela capaz de absorver impactos até de caminhões e portas de elevado nível de proteção.

“Estamos tendo um desempenho da maneira que gostaríamos porque, quando começamos a elaborar o orçamento para 2026, há um ano, estava claro para nós que a proteção perimetral, para a qual oferecemos nossas soluções de alta segurança, seria uma das áreas que mais contribuiriam para o crescimento da Came do Brasil. É claro que acabamos de fechar os primeiros nove meses de 2026, mas ainda temos muito trabalho pela frente na parte final deste ciclo, especialmente porque muitas vendas estão vinculadas a projetos que serão concluídos antes do encerramento do ano”, enfatizou Menuzzo.

Crescer no setor de estacionamentos é prioridade

Ao participar da inauguração oficial da nova fábrica, que já está em operação desde o segundo semestre do ano passado, o CEO global fez questão de lembrar da importância da união com a Nepos, empresa adquirida pelo Grupo Came em 2021, em uma aquisição que permitiu à filial brasileira continuar expandindo os seus negócios e ampliando sua participação no mercado do país. Liderada por Marco Barbosa em solo nacional, a parceria com a companhia especializada em automação de acesso de locais como shopping centers, aeroportos, hospitais e supermercados, visa aumentar a presença da marca no ramo de estacionamentos, meta exaltada por Menuzzo como uma prioridade.

“Nós já começamos a pensar em 2027. Pensamos que continuaremos a trabalhar com a nossa projeção de crescimento anual de 15%, assim como planejamos há poucos anos, especialmente no segmento da segurança. Mas não somente neste setor porque também esperamos crescer com o nosso pacote de produtos para estacionamentos, que está ligado às atividades que realizamos em conjunto com a Nepos. E nestas duas categorias, de estacionamento e segurança, nós pensamos que iremos crescer de forma paralela, da melhor forma possível”, projetou o executivo, ressaltando ainda que o elo entre as empresas foi fundamental para a filial poder ampliar a sua estrutura de produção no país. “Estou muito orgulhoso pela inauguração da nova fábrica porque estamos falando não apenas da Came do Brasil, mas também da Came e da Nepos atuando em conjunto. Estamos falando de toda a organização, de cerca de 200 pessoas trabalhando para a Came. E o aspecto mais importante, ao longo dos últimos quatro anos, foi traçar o caminho para fazer com que essas duas empresas trabalhassem juntas. O que alcançamos agora é apenas o começo, pois as sinergias que conseguimos criar entre essas equipes de trabalho se traduzem em benefícios para os nossos clientes”, completou.

Barbosa, por sua vez, enalteceu que a inauguração da nova fábrica simboliza de forma marcante a evolução conquistada pela Came no Brasil desde o início de suas atividades no país e expressou a sua gratidão pela confiança e apoio da companhia-mãe de todas as filiais da empresa, sediada em Treviso, na Itália, para a chegada ao estágio atual de desenvolvimento em Indaiatuba. “Olhem bem para esse lugar! Muitos que estão aqui talvez não tenham conhecido o outro prédio em que estávamos, mas há uma grande diferença entre onde estávamos e onde estamos agora. Gostaria que vocês todos lembrassem de toda essa trajetória de 16 anos. Alguns não estão mais aqui e outros estão desde o início, mas o que é certo é que ninguém fez nada sozinho. Muita gente passou por essa trajetória e o que temos de frisar é que, não somente aqui no Brasil, mas também sempre tivemos todo o suporte da matriz. Temos de lembrar que uma boa parte da nossa produção aqui só foi possível porque pudemos contar com a ajuda da matriz, que tem a experiência de trabalhar com outras empresas do grupo e de quem faz um processo como este daqui acontecer de maneira melhor, mais rápida e eficiente”, destacou o diretor da unidade brasileira em seu discurso para colaboradores da Came e da Nepos presentes no local.

Expansão movida por soluções e não só por produtos

Já Menuzzo, ao abordar a atual fase da Came no Brasil e os próximos possíveis passos que poderão ser dados em solo nacional, enalteceu também a força coletiva da filial, mas ponderou que os segredos do sucesso da companhia no mundo vão muito além da sinergia entre os colaboradores e da sua capacidade de disponibilizar diversificadas linhas de equipamentos nos países em que está presente. “Nós entendemos muito bem que a Came não é mais apenas uma empresa que vende produtos, mas entendemos que nosso modelo de negócio é vender soluções para clientes que precisam de qualquer tipo de produto. O mais importante é que eles possam encontrar na Came as soluções que precisam. E então nós vamos encontrar e fornecer exatamente o que é necessário para entregar uma solução personalizada”, ressaltou o líder da Came no mundo.

O executivo também assegurou que a filial brasileira deverá continuar ampliando o seu portfólio de produtos, mas preferiu não adiantar quais tipos de dispositivos poderão chegar em breve para serem disponibilizados ao mercado nacional. Ele afirmou que o mais importante não é o volume oferecido ao cliente, mas sim estar sempre evoluindo com uma oferta de equipamentos eficientes e cuja operação seja facilitada pelos recursos tecnológicos. “Nós acreditamos que, para qualquer situação envolvendo pessoas e veículos, podemos oferecer a solução adequada. Acreditamos, e agora mais do que nunca, que a tecnologia ajudará a identificar para onde as pessoas estão indo. E isso faz parte das atividades e dos investimentos que estamos realizando. Quando falamos em controle de acesso, não se trata apenas de uma questão de hardware, mas também de software. E saber para onde as pessoas estão indo, seja a trabalho ou em atividades como caminhadas, é uma das demandas do mercado atualmente, e isso não apenas no Brasil, mas em todo o mundo”, analisou Menuzzo.

E quando projetou o futuro da Came no Brasil e no mundo, o CEO global deixou claro que o uso estratégico e certeiro da inteligência artificial se tornou algo que será essencial para ajudar a manter a companhia em sua trilha bem-sucedida nas operações em curso ao redor do mundo. “Nós estamos observando com atenção as novas tendências do mercado para encontrar ainda mais oportunidades de crescimento nesta área. Acreditamos que a tecnologia também está ligada ao nosso modo de trabalhar. Se considerarmos, por exemplo, como a inteligência artificial está transformando a natureza do trabalho e o estilo de vida das pessoas, precisamos fazer exatamente isso: acompanhar essas novas tendências para estarmos preparados para oferecer soluções e prestar suporte com o nosso produto”, afirma o líder geral da multinacional de origem italiana.

Confiança no sucesso em qualquer cenário

A Came inaugurou oficialmente a sua nova fábrica no Brasil três dias antes do primeiro turno nas eleições no país e diante de um cenário de incerteza econômica antes da definição dos vencedores nas urnas. Ao mesmo tempo, entretanto, vem crescendo de forma expressiva no país em um momento no qual as recentes pesquisas indicaram que a violência é a principal preocupação dos brasileiros atualmente. Ao comentar sobre este panorama, Menuzzo lembrou que a companhia vem tendo resultados bons em outros países que também estão enfrentando problemas sérios. “Um exemplo semelhante é o do Oriente Médio, onde as exigências de segurança são muito rigorosas (e a Came possui uma filial nos Emirados Árabes Unidos). Isso valia tanto antes quanto agora, em que há uma guerra em curso (de Estados Unidos e Israel contra o Irã). Mas o mais importante é que a Came atua como uma provedora de soluções e não apenas como uma fornecedora de produtos”, repetiu o CEO global.

Alicerçado na solidez do modelo de negócio que é implementado pela Came em filiais espalhadas pelos cinco continentes, o executivo também não esconde a confiança ao vislumbrar os próximos passos da multinacional. “O faturamento global de 365 milhões de euros que tivemos até aqui em 2026 é um bom resultado se considerarmos que atuamos não só na Europa, mas em todo o mundo. Também continuamos investindo nas áreas onde vemos maior potencial de crescimento, mesmo que, digamos, em outras partes do mundo, estejamos enfrentando algumas dificuldades adicionais devido à guerra na Europa (entre Rússia e Ucrânia) e ao conflito no Oriente Médio. Mas isso faz parte da realidade e as boas empresas precisam ser ágeis o suficiente para se adaptar às situações e encontrar soluções. E eu posso afirmar que a nossa empresa é forte o bastante para continuar avançando em um futuro próximo”, garante Menuzzo.

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