R2 Wireless e Ôguen Tecnologias anunciam parceria estratégica para proteger os céus de São Paulo contra a atividade ilícita de drones

Do solo ao céu, São Paulo liderará o mundo como a primeira cidade a adotar a Detecção de Drones como Serviço, trazendo segurança escalável do espaço aéreo para o coração de uma metrópole moderna


A R2 Wireless e a Ôguen Tecnologias anunciaram hoje uma parceria estratégica para combater a ameaça crescente de atividades ilícitas com drones na região metropolitana de São Paulo. O acordo surge em meio a um aumento acentuado no uso de drones caseiros (DIY), modificados e improvisados por organizações criminosas que operam na maior cidade do Brasil. A parceria introduz um novo modelo operacional concebido para fornecer proteção contínua e escalável para o complexo espaço aéreo urbano.

Através desta parceria, São Paulo tornar-se-á a primeira cidade do mundo a beneficiar de uma proteção abrangente contra drones, entregue através de um modelo baseado em serviços a um preço acessível. Isto oferece monitorização contínua do espaço aéreo para uma maior segurança civil e pública, sem a necessidade de os clientes investirem e operarem os seus próprios sistemas.

Introduzindo o “Anti-Drones como Serviço” (ADaaS)

Pela primeira vez no setor, um modelo totalmente gerido de “Anti-Drones como Serviço”, o ADaaS estará disponível, fornecendo detecção avançada de drones e capacidades de consciência do espaço aéreo através de uma subscrição mensal de software. Esta abordagem inovadora democratiza o acesso a soluções de segurança de ponta para o espaço aéreo, garantindo que organizações de todas as dimensões, tanto do setor público como privado, possam implementar uma solução robusta de segurança contra ameaças aéreas sem a necessidade de investir em infraestruturas pesadas e hardware de curta duração.

Ao fazer a transição de capacidades testadas em campo para uma estrutura de proteção urbana civil, a parceria permite que São Paulo implemente a postura de defesa mais moderna e adaptativa que existe hoje no mercado contra ameaças aéreas emergentes.

Diferencial Tecnológico

A era do uso comercial de drones por agentes mal-intencionados está chegando ao fim. Organizações criminosas, cartéis de drogas e grupos terroristas tornaram-se cada vez mais conscientes das limitações dos sistemas tradicionais de combate a drones que dependem de bibliotecas fixas de protocolos, frequências e assinaturas de comunicação conhecidas. Como resultado, estão a implementar cada vez mais drones FPV – modificados, anonimizados, falsificados (spoofed) e construídos à medida – concebidos especificamente para evadir as tecnologias tradicionais de detecção.

A grande vantagem da tecnologia do ADaaS reside na sua arquitetura, desenvolvida para combater as ameaças mais modernas do espaço aéreo. Enquanto os sistemas tradicionais se limitam a localizar drones comerciais que operam em protocolos preestabelecidos, a nova solução opera na camada física de comunicações de radiofrequência (RF). Isto significa que o sistema pode detectar e geolocalizar drones comerciais, plataformas modificadas, drones FPV caseiros, sistemas anonimizados, aeronaves falsificadas e futuras arquiteturas de drones que ainda estão por surgir. Esta abordagem preparada para o futuro garante que a rede de segurança implementada hoje permanecerá eficaz amanhã, à medida que as ameaças aéreas continuarem a evoluir.

Um modelo transformador e o alerta regional

O modelo de Anti-Drones como Serviço (ADaaS) representa uma mudança de paradigma na forma como cidades, governos e empresas se protegem. Tal como a computação em nuvem revolucionou o acesso a recursos avançados de TI, o ADaaS democratiza a segurança do espaço aéreo, entregando monitoramento contínuo e consciência situacional através de uma subscrição. Este serviço sem precedentes tem a capacidade de proteger milhares de clientes simultaneamente, tornando-o acessível a todos. Num cenário de escalada global de atividades ilícitas com drones, São Paulo faz história como a primeira cidade do mundo a implementar uma rede de proteção aérea à escala municipal, protegendo milhões de cidadãos e infraestruturas críticas.

O contexto nacional

No Brasil, organizações criminosas como o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) adotaram drones de forma sistemática para vigilância, entrega de contrabando, coordenação tática e inteligência operacional, transformando uma tecnologia civil num instrumento de guerra urbana. No Rio de Janeiro, o primeiro caso documentado de uso ofensivo de drones ocorreu em meados de 2024 na favela do Quitungo durante um confronto entre facções rivais. A técnica espalhou-se rapidamente: drones começaram a ser usados para monitorizar os movimentos policiais em tempo real, coordenar ataques e mapear territórios em disputa, colocando as forças de segurança numa desvantagem operacional crescente. No Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), o maior do país, a ameaça impactou diretamente a infraestrutura crítica nacional. Em 11 e 21 de junho de 2025, drones foram avistados a sobrevoar a cabeceira da pista, forçando a suspensão das operações por horas. Mais de 85 voos foram afetados nestes dois incidentes, com aeronaves desviadas para Campinas, Rio de Janeiro e Curitiba, e perdas estimadas em dezenas de milhões de reais. As investigações revelaram que o objetivo era monitorar o movimento de veículos policiais para facilitar o tráfico de cocaína pelo terminal. No total, o GRU registou 35 incidentes com drones em 2025, e em 2026 já registou novos incidentes que indicam um aumento nesta tendência. Especialistas em segurança destacam que drones FPV e micro drones DIY operam frequentemente fora de protocolos comerciais padronizados, tornando-os particularmente difíceis de detectar e geolocalizar por sistemas legados e tecnologias de radiofrequência baseadas em bibliotecas.

Expansão através de Canais, Parcerias de Negócios e Setor Público

O serviço, que começou em várias áreas de São Paulo, tem como planejamento expandir para outras zonas da cidade durante o terceiro trimestre de 2026. A empresa pretende concluir a cobertura de serviços no centro expandido de São Paulo até abril de 2027, em paralelo com a expansão nacional.

Conformidade Regulatória e Privacidade (LGPD)

Operando em total conformidade com a legislação brasileira (incluindo as regulamentações da ANATEL e DECEA), o serviço opera inteiramente de forma passiva (sem emitir sinais), garantindo que não haja interferência em torres de telemóvel, antenas e aviação comercial, militar ou de aplicação da lei. Do ponto de vista da privacidade e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o serviço realiza a leitura de radiofrequência focada estritamente nas assinaturas físicas de emissores de RF, sem recolher, interpretar, descodificar ou armazenar dados privados e pessoais, tráfego de internet ou comunicações de dispositivos móveis dos cidadãos.

Protegendo Aeroportos, Infraestrutura e Alvos de Alto Valor

Através do modelo ADaaS, a parceria fornece cobertura escalável para uma vasta gama de setores, incluindo:

• Energia e Infraestrutura Crítica: Subestações elétricas, centrais de geração de energia, data centers, torres de comunicações móveis e redes hospitalares.

• Aviação e Logística: Aeroportos internacionais e regionais, heliportos, armazéns logísticos e portos (secos e marítimos).

• Setor Público e Segurança: Instalações federais e municipais, prisões e Centros de Detenção Provisória (CDPs).

• Entretenimento, Esportes e Lazer: Estádios, arenas, grandes eventos públicos, clubes, spas e parques.

• Setor Imobiliário e Corporativo: Torres comerciais, condomínios de alto padrão e mansões.

• Proteção Pessoal: Indivíduos de alto patrimônio líquido que exigem proteção executiva contínua.

• Agronegócio: Propriedades rurais, instalações agrícolas e infraestruturas vitais para o setor agrícola.

A estrutura do serviço garante atualizações contínuas, integração de inteligência adaptativa sobre ameaças e escalabilidade rápida alinhada com os perfis de risco em evolução, sem a necessidade de o cliente atualizar peças de hardware caras e desatualizadas.

“O espaço aéreo urbano é a próxima fronteira da segurança pública. Organizações criminosas estão a adaptar-se mais rapidamente do que as tecnologias legadas de deteção conseguem acompanhar. A tecnologia da R2 Wireless foi concebida precisamente para este desafio, não persegue protocolos ou dados escondidos atrás de criptografia ou falsificação. Ao operar na camada física de RF, detectamos e geolocalizamos o próprio sinal, independentemente de como é disfarçado. Trazer esta capacidade comprovada em campo de batalha para São Paulo é tanto um marco estratégico quanto um imperativo de segurança pública”, disse Onn Fenig CEO, R2 Wireless.

“O Brasil exige soluções que sejam operacionais, escaláveis e de implantação imediata. Estamos em discussões ativas com as autoridades de segurança pública, que demonstraram grande entusiasmo com a viabilidade e eficácia desta tecnologia, reconhecendo o enorme impacto de uma defesa de espaço aéreo robusta, adaptável e operada como serviço, para combater as novas dinâmicas do crime organizado. Esta parceria garante que as instituições em São Paulo possam aceder à proteção anti-drone de classe mundial, por meio de um modelo de serviço sustentável. Temos o orgulho de integrar e operacionalizar esta capacidade para uma das regiões metropolitanas mais importantes do mundo”, finalizou Hen Harel, CEO da Ôguen Tecnologias.

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